Entrevista com Carlos Souza, prefeito eleito de Torres

10 de outubro de 2016

 

 

 

Por Guile Rocha

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Técnico em contabilidade, tecnólogo em processos gerenciais e bacharel em administração de empresas.  Estes são os tí­tulos acadêmicos que balizam o novo prefeito de Torres, Carlos Souza, eleito no último domingo (02). Entretanto, os tí­tulos são só uma parte do tanto de experiência que Carlos, torrense de famí­lia tradicional da Vila São João, já acumulou em sua vida profissional. Começou cedo, aos 12 anos, e desde lá foi engraxate, auxiliar de mecânico, auxiliar de marceneiro, trabalhou com comércio, venda de autopeças, foi bancário, abriu seu escritório de contabilidade. Administrou sua vida até chegar ao ramo imobiliário e, mais recentemente, a hotelaria. Mas indo além do lado profissional, Carlos se diz uma pessoa simples que cresceu pelo trabalho, pela vontade de melhorar. "Busquei a qualificação necessária pra estar hoje nestas condiçíµes. Mas também sou uma pessoa muito aberta ao diálogo, legalista, irei buscar seguir o que estiver dentro do caminho da legalidade". afirmou Carlos em entrevista concedida ao jornal A FOLHA, que você confere a seguir:

 

A FOLHA – Passada a campanha – que sempre carrega um peso emocional e desgasta os candidatos –  qual a sensação que você carrega agora, já eleito prefeito de Torres?  

Carlos Souza – Passada a pressão de uma campanha, agora é momento de saborear a vitória. Uma vitória construí­da por muitas mãos, por tantas pessoas que me ajudaram a construir a pessoa que sou e que me auxiliaram nessa caminhada. Agora teremos a responsabilidade que pesa: pois com grandes poderes também vem grandes responsabilidades. Por isso iremos trabalhar a gestão pública, as estrutura de governo, para que o nosso projeto polí­tico defendido seja levado pra dentro da gestão

 

A FOLHA –    Os partidos que compíµem a base de seu governo são praticamente os mesmos que compíµem a atual administração municipal. Como está sua relação com o governo Ní­lvia Pereira e o staff que trabalha junto a prefeitura?

Carlos Souza – A relação com o atual governo é uma relação tranquila. O PP faz parte da base do governo, portanto o processo de transição estará se dando de forma serena. Todas as açíµes do atual governo que deram certo,que foram positivas, iremos dar seguimento, buscando avançar. Mas aquilo que tivermos que redimensionar e parar, iremos parar. Mas efetivamente nosso governo só inicia-se a partir de 01 de janeiro.

 

A FOLHA –    Quando você pensa em começar um governo de transição em Torres? Alguma ideia de ação já visando a próxima temporada de verão?

Carlos Souza – Já estamos formando um grupo de transição. Pelo processo de transição nós iremos sim assumir alguns compromissos, começar a dar andamento em algumas açíµes planejadas. Nosso novo governo irá fazer uma reforma administrativa, com a visão de uma gestão mais profissional dentro da polí­tica.

 

A FOLHA –   Você e sua equipe já estão trabalhando para captar recursos/ emendas parlamentares?

Carlos Souza – Já estamos nos articulando para isso, temos compromissos (de deputados e do governo federal) com algumas emendas: há R$1 milhão do ministério do trabalho, por exemplo, para colocar o Centro de Oncologia em funcionamento. Há também emenda pré-definida do deputado José Otávio Germano (PP) para o Turismo. O deputado João Derli (Rede) deverá repassar R$250 mil para o posto de saúde. E há ainda uma série de parceiros polí­ticos que já se alinharam para aportar recursos de emendas parlamentares.

 

A FOLHA –  Que critérios você fará para montar o secretariado agora?

Carlos Souza – Inicialmente iremos ouvir os partidos que integram a nossa base polí­tica,mas lhes daremos a responsabilidade de escolher o secretariado por critérios técnicos. A ideia é que  o secretário tenha uma identificação com a pasta que irá assumir, transferindo para os partidos da base também a visão de gestão.

 

A FOLHA – Quanto ao restante das obras do centro administrativo: você pretende continuá-las em breve ou esperar o ano que vêm?

Carlos Souza –Temos sim que centralizar os serviços num equipamento público dentro do novo centro administrativo. Com isso enxugaremos os custos e facilitaremos a vida do contribuinte. O desafio será investir na ampliação do espaço interno, visando acomodar o melhor possí­vel os servidores, acabar com gastos exagerados em alugueis . Alguns braços do poder público terão seu espaço próprio, atuaram nas ruas, mas o centro administrativo será o centro pensante.

 

A FOLHA – Algo mais que gostaria de acrescentar?

Carlos Souza –A campanha encerrou-se e sabemos que a cidade de Torres anseia por mudanças na visão de gestão da maquina pública. Viemos com a responsabilidade de lutar por essas mudanças. A partir de primeiro de janeiro, buscaremos ser um governo para todos, governando de forma democrática,ouvindo demandas dos bairros para que, a partir disso, o gestor possa aplicar as soluçíµes necessárias. Diálogo e gestão serão nossa chave.

Agradecemos cada voto  que tivemos na urna, votos que representam a esperança de mudança. E trabalharemos juntos para que a vida das pessoas venha a melhorar.  


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