Exclusivo A FOLHA: 10 perguntas para os candidatos a prefeito em Torres

26 de setembro de 2016

 

 As eleiçíµes municipais   ocorrem no próximo dia 02 de outubro. E o jornal A FOLHA, com o intuito de amplificar o debate e a esclarecer a opinião pública sobre propostas dos candidatos, elaborou 10 perguntas aos pleiteantes a prefeito em Torres: Alessandro Bauer (PMDB), Carlos Souza (PP), Márcio Gente Fina (SD) e Marzinho (Psol). Confira abaixo as respostas de cada candidato.

 

 

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1) Segundo levantamento da Firjan, em 2015, Torres caiu 304 ° posiçíµes de 2014 para 2015 no ranking gaúcho do í­ndice de gestão fiscal. O municí­pio que estava em 61 ° posição passou para 365 °, tendo um conceito de gestão avaliado como ‘em dificuldade’. No quesito investimentos, a gestão de Torres foi considerada crí­tica, tendo sido uma das piores do RS. O que você pretende fazer para garantir mais investimentos para a cidade, caso seja eleito prefeito neste momento de instabilidade polí­tico-econí´mica?

 

Alessandro (PMDB) – Primeiro ato é limpar a Administração, eliminando todos os CC`s que não trabalham para o bem da população e eliminar secretarias desnecessárias. Outro passo importante é trabalhar com um orçamento público real, e não fictí­cio como é hoje. Vamos designar    para o setor de Projetos e Captação os melhores funcionários, os mais qualificados, pois a captação de recursos extraordinários para obras e projetos sociais são fundamentais para uma boa gestão. Outro passo fundamental é firmar parcerias Publico/Privada para que as empresas interessadas em investir em nossa cidade possam auxiliar nas melhorias. Também usaremos nossa rede de relacionamento no Governo do Estado e Federal para buscar recursos, devo lembrar que o presidente da Republica, Michel Temer e do meu partido, assim como o Ministro Chefe da Casa Civil, Ministro Eliseu Padilha é do Litoral, assim como o meu amigo, deputado Federal Alceu Moreira é um dos vice lí­deres do Governo na Câmara Federal, bem como o lí­der do Governo Sartori é o meu amigo e deputado Gabriel Souza e o nosso também amigo, Governador Sartori.

 

Marzinho (PSol) –  Finanças municipais: não paralisar diante da crise –  Pensar em investimento é olhar para o futuro, Torres deve ser um polo turí­stico para o estado e um exemplo de cidade para o Brasil. Por meio da qualificação profissional e incentivos fiscais para as micro e pequenas empresas existentes no municí­pio, estaremos criando o suporte necessário para a geração de emprego e renda. Revendo contratos e enxugando os gastos públicos, fomentando a inserção de novos projetos empresariais, que visam transformar Torres em uma cidade aberta o ano todo. São medidas imprescindí­veis para o desenvolvimento econí´mico da cidade e da região, bem como a criação de projetos que visam a qualidade dos serviços prestados í  população. Investir na educação e na saúde do povo torrense é pensar no desenvolvimento polí­tico e econí´mico da mais bela praia.

 

Carlos (PP) “ Eu vou fazer gestão. Sou empresário há mais de 20 anos e minha formação em administração, contabilidade e processos gerenciais diz que nessas horas é preciso ter foco e criatividade. Foco ao priorizar os projetos que vão melhorar a vida das pessoas na infraestrutura, saúde, educação, geração de empregos, turismo, esporte e agricultura, diminuindo os gastos desnecessários, enxugando e tendo foco na boa gestão vai ser possí­vel ampliar o investimento em todos os bairros da cidade. A criatividade é essencial para aliar a gestão í s novas tecnologias. Com o uso da tecnologia é possí­vel controlar os gastos com maior eficiência e dialogar com a população para saber o que realmente ela julga necessário. Se hoje temos o mundo na palma da mão através do celular, porque as pessoas não podem ter a prefeitura também na palma da mão? í‰ preciso que a prefeitura esteja inserida no século 21 e não no século 19. Por isso, tenho dito que eu e o Dr. Fábio Amoretti somos o NOVO nesta eleição. Não temos os ví­cios dos polí­ticos de carreira e trazemos nossas experiências em gestão e saúde para fazer o NOVO na cidade de Torres.

 

Márcio (SD) – Entendemos o municí­pio como uma empresa, que atualmente está falindo e que precisa de um choque de gestão, organização, com uma equipe competente, qualificada e de confiança. Por isso estamos nos preparando há anos para tal, para trazer e criar novas soluçíµes. Um prefeito deve ser pró ativo, dinâmico e determinado para criar novas oportunidades e trazer novas formas de desenvolvimento de curto, médio e longo prazo. Precisamos trazer e manter no municí­pio verbas disponí­veis nos ministérios especí­ficos para a área da saúde, do turismo, do esporte, da cultura e de infraestrutura. Faremos parceria com a iniciativa privada aquecendo o comércio, o emprego e o turismo nos doze meses do ano, além de outras propostas que constam em nosso plano de governo.

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2) Caso você seja eleito, qual será sua meta de gastos com a Folha de Pagamento do pessoal que trabalha para a municipalidade? Hoje a prefeitura gasta cerca de 52% de sua receita com pagamento dos funcionários – valor próximo do limite prudencial.

 

Marzinho (PSol) –   Governar com os municipários para mudar a cidade – A primeira medida necessária será fazer um levantamento de pessoal e a necessidade real para cada função. Se o cargo é técnico, deve ser preenchido por técnico/especialista. A meta é acabar com os privilégios e combater intensamente a corrupção e isso só será possí­vel quando acabarmos com esse loteamento de cargos polí­ticos, reduzindo em 75% os cargos de comissão. Valorização dos servidores efetivos priorizando o plano de carreira para o funcionalismo municipal. Diálogo permanente com o Sindicato da categoria consultando diretamente a essencial necessidade de cada setor, oportunizando o crescimento profissional para todos.

 

Carlos (PP) “ Nós vamos diminuir o número de CC™s e secretarias, mas não vamos adotar a receita do candidato a prefeito aqui de Torres que representa o governo Sartori, por exemplo. Sempre que eles assumem o poder eles arrocham o salário dos servidores concursados, ou até mesmo atrasam e parcelam. Vamos cortar os gastos com cargos em comissão, mas vamos adotar a polí­tica de valorização do salário dos servidores concursados garantindo o reajuste anual no í­ndice da inflação e com ganho real. No primeiro ano de nosso governo vamos aumentar o vale alimentação dos concursados. Quando o candidato adversário estava no governo, o vale era de R$ 6,00 por mês. O que uma pessoa consegue comprar de comida com R$ 6,00 no mês? Agora é R$ 200,00 por mês. Mas esse valor já está defasado há 3 anos. Por isso temos que reajustar o vale e isso será possí­vel porque não é um valor computado no í­ndice de gasto com pessoal. Portanto, vamos diminuir o gasto com o pessoal, mas vamos valorizar os servidores públicos, porque são eles que fazem a prefeitura andar.

 

Márcio (SD) – No tocante ao percentual de gastos com folha de pagamento iremos proceder uma avaliação criteriosa dos gastos com pessoal para assim enxugar os cargos em comissão, priorizando qualidade e não quantidade, valorizando os funcionários concursados, reavaliando as funçíµes gratificadas, horas extras etc. Também iremos estudar alternativas para aumentar a arrecadação de forma consciente sem onerar o cidadão, além de buscar investimentos que a curto, médio e longo prazo tragam retorno para os cofres municipais.

 

Alessandro (PMDB) – Minha meta é manter os gastos com Pessoal bem abaixo de 50%, otimizando com qualificação e capacitação, todo o quadro de funcionários de carreira que está desvalorizado. Outro ponto importante é as possibilidade de convênios, aumentando a receita.

 

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3) Torres foi recentemente considerada como um dos 3 principais municí­pios turí­sticos no Rio Grande do Sul. Entretanto, carece no ponto de vista dos equipamentos públicos voltados para a área. O orçamento para o turismo também vêm sendo enxuto nos últimos anos. Quais suas principais propostas para qualificar o turismo local? O que pretende fazer para buscar novos (e realmente atrativos) eventos para a baixa temporada?

 

Márcio (SD) – Torres é uma cidade turí­stica por excelência. Entretanto o turismo atualmente acontece, de forma muito precária, somente no perí­odo de veraneio. Iremos valorizar os atrativos no interior do municí­pio, criando roteiros turí­sticos integrados inclusive com outros municí­pios. O balonismo necessita de restruturação e a criação de agenda fixa de eventos para os nove meses de sazonalidade se faz necessária.Construiremos os Pórticos de Torres pelo Acesso a BR 101 e pela Estrada do Mar com estrutura ampla e adequada ao turista. Entre outras propostas constam em nosso plano de governo a criação do selo gastroní´mico para incentivo ao crescimento e desenvolvimento da rota gastroní´mica no perí­odo de sazonalidade, bem como incentivo í  pratica esportiva e eventos relacionados: motocross, rali automotivo, mountain bike, esportes náuticos, futebol amador (praia, futsal, grama sintética, campo), corrida de rua, etc.

 

Alessandro (PMDB) – Vamos fortalecer o trade turí­stico com investimento em qualificação, retomando o projeto Cresce Torres, e aparelhar os pontos turí­sticos. Nosso governo tratará o turismo integrado em todas as secretarias, envolvendo toda a Administração pública na busca por soluçíµes. Vamos revitalizar todos os pontos turí­sticos de Torres, inclusive os do interior, integrando a cidade na rota dos Aparados da Serra dos roteiros rurais do Vale do Paraí­so. Outro ponto fundamental é fortalecer os eventos fora do verão, fazendo com que o maior número de pessoas circulem pela nossa cidade e queira voltar. Eventos corporativos, religiosos, esportivos, culturais e sociais podem potencializar nosso turismo. Vamos buscar investimentos junto ao Ministério do Turismo e outros órgãos, além de firmar parceiras Publico/Privadas.

 

Carlos (PP) “ í‰ vital fazer gestão também no Turismo. E quero dizer, me sinto preparado para isso. Temos que revitalizar nossos principais pontos turí­sticos. Os molhes precisam receber bem nosso turista, o que não acontece hoje. O morro do farol precisa ser revitalizado. O calçadão na beira mar precisa ser ampliado, mais esteiras e passarelas deverão ser feitas para melhorar a acessibilidade. Se tivermos uma boa gestão, tudo isso poderá ser feito. Quando estive por um curto perí­odo na secretaria do Turismo, peguei um gasto com banheiros quí­micos que veio de 2012 em R$ 510 mil só no verão daquele ano. Quando assumi, baixei o valor da diária que era R$ 55 o banheiro para R$ 22. Com isso, o gasto com banheiros diminuiu para cerca de R$ 380 mil no ano. Volto a dizer, era R$ 510 mil só para o verão em 2012, com gestão diminuí­ para R$ 380 mil no ano. Ou seja, dinheiro para fazer o que é necessário a prefeitura tem. O que falta é boa gestão.  Sobre os eventos, penso que temos que tornar Torres a cidade dos eventos corporativos na baixa temporada. Congressos das mais variadas profissíµes podem ser realizados na nossa cidade o ano todo, movimentando os hotéis, restaurantes e todos os comércios. Temos um grande centro de convençíµes na Ulbra, bons hotéis e uma gente hospitaleira e acolhedora. O que falta? Planejamento e gestão para atrair estes grandes eventos. Se procurarmos com antecedência as entidades que reúnem estes profissionais, e sermos parceiros destes congressos, traremos muitas pessoas para nossa cidade o ano inteiro.

 

Marzinho (PSol) –    Planejamento urbano, criação de acessos alternativos no centro e demais regiíµes, identificação de ruas e bairros. Mapa turí­stico de todo o municí­pio, explorando as belezas naturais de toda a região de Torres. Buscar juntamente as entidades organizadas o planejamento sustentável do municí­pio melhorando os espaços públicos como os parques e praças, bem como a orla do marí­tima e do Rio Mampituba. Buscar junto aos estabelecimentos de hotelaria e alimentação, iniciativas conjuntas para a ampliação dos serviços voltados para o turismo. Intensificar a implantação do turismo em Torres para o ANO TODO. Explorar atividades turí­sticas que são vinculadas aos diversos setores do turismo de Negócios e Eventos, Esporte de Aventura, Social, Ecoturismo, Cultural, de Estudos e Intercâmbio, de Pesca, Náutico, de Sol e Praia, Rural e de Saúde.

 

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4) Se pudesse escolher apenas   uma opção, investiria recursos   para arrumar um buraco no Calçadão de Torres ou para arrumar um buraco em uma rua de um bairro residencial?

 

 Carlos (PP) “ As duas questíµes são prioritárias porque a solução destes problemas melhora a vida das pessoas. Agora, o prefeito precisa decidir. Nesse caso, o bairro chamado na pergunte de residencial também recebe turistas e veranistas, aquele contribuinte que paga o IPTU e o IPVA mora no bairro residencial e sabemos o quão ruim é passar de carro ou bicicleta em ruas esburacadas. Melhorando a vida de quem mora aqui, melhoraremos a estada dos turistas que nos visitam também e os veranistas pagarão em dia seus impostos, incrementando a receita da prefeitura. Portanto, no momento da decisão, investiria em arrumar o buraco no bairro residencial e com os impostos arrecadados com o IPTU sendo pago em dia, resolveria o problema do calçadão também. Não me canso de dizer, com boa gestão é possí­vel melhorar a vida das pessoas.

 

Alessandro (PMDB) – Buscaria uma parceira publica/privada para resolver os dois problemas. Não se faz Administração unilateralmente. í‰ preciso envolver a população na tomada de decisíµes e também na busca pela melhoria da cidade que é de TODOS.

 

 Márcio (SD) – Uma cidade com buracos é uma cidade sem gestão eficiente, que não está empregando os recursos devidamente. Iremos catalogar as ruas com calçamento ou asfalto defeituoso para com isso montarmos um programa de revitalização de ruas e calçadas. Não há como dar preferência a um local em detrimento a outro. Com organização e eficiência não precisaremos priorizar um local ou outro, pois nossa prioridade é o cidadão, não interessa o local que more ou transite no municí­pio.

 

Marzinho (PSol) –  Gestão democrática, governo do povo “ Como a situação é delicada e exige do gestor uma solução para os dois problemas, na nossa gestão abrirí­amos o debate com a população torrense.Se seguirmos a lógica de um bairro residencial estarí­amos contemplando somente uma rua e o investimento em turismo seria colocado de lado, devemos pensar em qual alternativa queremos construir em Torres. O calçadão de Torres abrange um maior número de pessoas e o impacto no turismo é grande, com o investimento seguindo esta lógica terí­amos o atrativo turí­stico contemplado. Por conseguinte o investimento no calçadão daria maior retorno imediato e proteção ao público que a cidade quer atrair evitando acidentes. Qualquer pessoa, inclusive pessoas com necessidades especiais, cadeirantes, idosos e crianças seriam diretamente afetados, pois o perigo seria iminente se considerarmos que um grande número de pessoas transita pelo calçadão.

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5) E indiscutí­vel que a vocação turí­stica de Torres e a força da construção civil são geradores de emprego na cidade. Entretanto, milhares de trabalhadores locais sofrem anualmente com a sazonalidade de seus empregos. Assim, quais seriam as formas possí­veis de atrair mais empregos para o municí­pio durante o ano todo?

 

Carlos (PP) “ A lei de incentivos fiscais e econí´micos aprovada no ano passado precisa sair do papel e virar realidade. Com ela, o empresário terá condiçíµes de ampliar o seu negócio em Torres e novos negócios se instalarão aqui. Outro compromisso que temos é de desburocratizarmos o processo para abertura de empresas na nossa cidade. í‰ absurdo o tempo que se demora para emitir licenças ambientais, sanitárias e dos bombeiros. Isso não é culpa dos funcionários, eles estão fazendo milagre. Temos que ampliar estas equipes para que o serviço ande mais rápido, abrindo mais empresas, fazendo a roda da economia girar e gerando mais empregos. Queremos e vamos implantar o distrito industrial em nossa cidade. Não queremos atrair empresas poluidoras, porque isso prejudicaria nosso meio ambiente, que é o nosso cartão de visitas no turismo. Mas médias empresas que gerem de 50 a 100 empregos e não poluam, nos interessa instalar no municí­pio. O distrito instalando 20 empresas dessas, geraremos de 1.000 a 2.000 empregos diretos durante todos os meses do ano. Para o empresário, um recado: nós não atrapalharemos o seu negócio, sou empresário também e sei que a prefeitura não atrapalhando já é uma grande ajuda. Receberei a todos sem distinção alguma, de portas abertas. Queremos unir a cidade para que ela cresça e se desenvolva.

 

Alessandro (PMDB) – Vamos criar através de parceria Publico/privada a construção de cluster de indústrias na margem da BR 101, direcionando e captando Indústrias para nossa cidade. Criar o projeto Seja Bem Vindo que beneficiará com incentivos fiscais, estrutura e desburocratização, atraindo empresas para geração de emprego e renda. Vamos investir pesado em capacitação da nossa população, com a recriação do Cresce Torres, parcerias com a SENAC, SEBRAE, SESC SENAI e Universidades.    Vamos promover o empreendedorismo e qualificar a mão de obra para amenizar os efeitos da sazonalidade.

 

Marzinho (PSol) –  Voltamos a pauta do incentivos fiscais para a inserção de empresas na cidade, incentivo í  agricultura familiar por meio da ampliação de projetos, desenvolver polí­ticas públicas de incentivo aos pescadores, implementar no municí­pio programas de qualificação profissional gratuita, formando técnicos nas mais diversas profissíµes. O municí­pio tem um grande potencial econí´mico e, é necessário que tenhamos um olhar mais amplo sobre o que queremos para a nossa mais bela praia. Uma administração que investe na educação, saúde, esporte, lazer e cultura trás com isso a riqueza para cada cidadão. Através destes investimentos poderemos sim possibilitar maiores opçíµes ao trabalhador torrense.

 

Márcio (SD) – Assim como toda a empresa é preciso adotar medidas de pequeno, médio e longo prazo. Em nosso Municí­pio a área que podemos a curto prazo utilizar para criar inúmeras vagas de emprego é o Turismo. De imediato faremos a reestruturação e organização do perí­odo de veraneio e do evento Balonismo. Conjuntamente faremos a reestruturação do setor pesqueiro reativando a COPESCA, o que nos dará condiçíµes de desenvolver o turismo gastroní´mico, gerando assim inúmeras vagas de empregos. Faremos a criação de incentivos para valorizar as empresas e comércios já estabelecidos na cidade, mantendo e promovendo a criação de novas vagas de emprego e para a vinda de novas indústrias para nossa cidade. Iremos criar o selo gastroní´mico, que contribuirá para o fortalecimento, dos hotéis, bares e restaurantes, entre outras propostas já mencionadas e constantes em nosso plano de governo.

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6) Na discussão da necessária revisão do Plano Diretor de Torres, a polarização entre questíµes de preservação ambiental e desenvolvimento urbano levantam algumas polêmicas. Qual sua posição em relação a construção de prédios altos na quadras da beira-mar de Torres?

 

Marzinho (PSol) –    Somos contrários í  Torres de concreto, seguimos defendendo que a cidade merece mais investimentos em infraestrutura básica e isto hoje está sendo deixado de lado. í‰ necessário que o municí­pio crie alternativas para a emancipação de suas contruçíµes, a concentração de conglomerados de prédios, só faz com que a cidade se torne um empilhado de elefantes brancos, que basicamente exploram a especulação imobiliária. Queremos que nossos filhos e netos possam ter uma cidade preservada e limpa.

 

Alessandro (PMDB)   – SOMOS CONTRA AS EDIFICAí‡í•ES NA BEIRA-MAR. Torres tem muito para crescer ainda e não precisa ser para cima. Vamos promover o amplo dialogo entre os setores da sociedade, e juntos vamos buscar soluçíµes para revitalizar as edificaçíµes das avenidas principais, promover o crescimento ordenado e preservar o meio ambiente. Esta sempre foi minha posição.

 

 Márcio (SD) – Temos uma posição muito clara quanto ao assunto. Somos extremamente contra a construção de arranha-céus na beira mar. No entanto é preciso colocar em pauta a readequação do plano diretor a fim de corrigir os recuos hoje previstos. Acompanhamos diversas construçíµes e edifí­cios que anoitecem como sendo uma simples reforma e amanhecem como um novo prédio. í‰ preciso, urgentemente, trazer em pauta o debate ajustando os recuos previstos da necessária revisão do Plano Diretor de Torres, ouvindo sempre a população torrense acerca de suas reais necessidades.

 

Carlos (PP) “ Sou contra a construção de torres de pedra na beira mar da nossa cidade. í‰ preciso que nosso plano diretor discuta algumas questíµes: o recuo dos prédios nas laterais para garantir qualidade de vida na vizinhança, a taxa de ocupação do terreno que se diminuirmos um pouco poderemos privilegiar construçíµes mais sustentáveis. Esse é um tema importante: construçíµes sustentáveis. Também é necessário que nesse quesito entremos no século 21, incentivando as construçíµes que usarem captadores de energia solar, reutilizarem a água da chuva, etc.

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7) Na sua opinião (e nas conversas que tem feito durante a campanha) quais os problemas mais sérios a serem sanados na saúde em Torres? Como você pretende efetivá-los?

 

Márcio (SD) – Os problemas mais sérios são a baixa qualidade do atendimento aos pacientes (em razão do acúmulo de atendimento resultado da falta de saúde preventiva), a falta de médicos, de medicamentos na rede pública e a falta de exames médicos fornecidos pelo municí­pio. Uma de nossas propostas será implantar o programa Médico em Casa que dentre outros aspectos terá uma equipe multidisciplinar que fará o atendimento de saúde preventiva nas residências dos torrenses, trazendo mais respeito e carinho as nossas crianças, jovens, adultos e idosos. Faremos parceria com o governo do Estado para a criação de linhas de cuidado para prevenção e tratamento, ampliar os atendimentos de média complexidade, acelerar o processo junto ao governo do Estado para a liberação da área oncológica junto ao Hospital, o qual já está praticamente pronto somente aguardando liberação dos órgãos competentes, evitando que as pessoas com câncer tenham que se deslocar até Porto Alegre para efetuar seu tratamento, diminuindo o desgaste fí­sico e emocional do paciente e sua famí­lia, bem como os gastos com transporte para deslocamento custeados pelo Municí­pio em sua maioria. Em nosso plano de governo a saúde está em primeiro lugar, ou seja, priorizando o bem-estar do cidadão.

 

Alessandro (PMDB) – Um dos mais sérios é a centralização dos atendimentos, o que não é efetivo e eficaz, além da falta de investimentos. Vamos abrir os postos de saúde nos bairros, cobrir a cidade com a Estratégia da Saúde na Famí­lia, implantar o ecógrafo e aparelho de raio x na unidade de pronto atendimento, reorganizar a estrutura de marcação de consultas e exames para eliminar as filas e longas esperas pelos atendimentos, viabilizar o credenciamento do atendimento a oncologia existente em Torres ao SUS, incorporar serviços ao sistema de saúde pública, tais como Centros Materno infantis, Centro de Especialidades Odontológicas, Especialidades Médicas, Fisioterapia, Atendimento ao Servidor, intensificar açíµes de combate í  mortalidade infantil, fortalecendo o programa Primeira Infância Melhor (PIM), qualificar o transporte de pacientes aos centros especializados de saúde, aperfeiçoar o sistema de distribuição de medicamentos continuamente.

 

Carlos (PP)  “ As pessoas precisam ser bem atendidas. E isso não é culpa dos funcionários atuais. O problema é que faltam médicos, remédios, exames, consultas com especialistas e as filas desumanas em frente aos postos na madrugada precisam acabar. E na saúde também é preciso ter gestão. í‰ um absurdo que administraçíµes tenham construí­do novos postos sem o devido planejamento. Como construí­ram novos postos sem ter certeza que haveria dinheiro para contratar mais médicos, enfermeiros e agentes comunitários? Os projetos precisam ter iní­cio, meio e fim. Quando falta planejamento o dinheiro vai pelo ralo. Tenho dito que tenho a honra de ter como nosso candidato a vice o Dr. Fábio Amoretti que há mais de 25 anos cuida das famí­lias torrenses. Ele atende mais de 1.200 por mês e realiza mais de 1.000 cirurgias por ano.   Ninguém entende mais de saúde do que um bom médico. Por isso, confio que melhorando a gestão, o Dr. Fábio Amoretti resolverá todos estes problemas que a população enfrenta na saúde hoje, melhorando efetivamente a vida das pessoas.

 

Marzinho (PSol) –  Desburocratizar o agendamento de consultas, disponibilizar nos serviços de saúde para a população médicos especialistas e profissionais de saúde visando a prevenção. Completar as equipes de saúde da famí­lia para cada posto de saúde, qualificando o serviço de modo geral e dando suporte í  população, desde o agente comunitário de saúde até o médico especialista em saúde da famí­lia. Aprimorando o atendimento e reduzindo o sistema de ambulancioterapia (vans que vão a Porto Alegre levar os pacientes) diminuindo assim os gastos demasiados com este tipo de tratamento.

 

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  8) O canil de Torres – que anteriormente era cuidado por voluntária (com uma ajuda de custo da prefeitura)   foi municipalizado em 2013. Entretanto, o Ministério Público entrou com um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) cobrando melhorias no espaço, que está atualmente interditado (pelo excesso no número de animais). Caso você se eleja prefeito, tens alguma proposta viável para melhoria do espaço?

 

Alessandro (PMDB)   – Vamos criar o Conselho Municipal para tratar da saúde e bem-estar dos animais, e consequentemente haverá um fundo municipal que será gerido por este conselho. Vamos chipar os animais, para que quando alguém adote não possa abandonar o animal sem ser devidamente responsabilizado. Promoveremos campanhas de castração e também campanha para conscientizar da importância de não abandonar os animais. Desta forma, todos os setores da sociedade poderão participar das soluçíµes para o Canil.

 

Márcio (SD) – Em visitas ao canil municipal constatamos in loco as péssimas condiçíµes do local e de como são tradados os animais, que simplesmente são depositados para morrer no canil. í‰ inadmissí­vel que esta situação perdure. Em nosso plano de governo iremos estabelecer, ampliar e fortalecer a relação entre o Executivo, Ministério Público, Poder Judiciário, Legislativo e ONG™s, articulando uma Rede Municipal de Proteção Integral aos Animais. De imediato procederemos a contratação de mais funcionários, a reforma das baias no canil municipal e construção de baias para isolamento, construção de sala de atendimento, construção de sanitários para os funcionários no canil, sumidouro para as fezes, mas principalmente proceder a castraçíµes em massa, principalmente nos bairros para as pessoas carentes, para conter o aumento do número de cães nas ruas.

 

Carlos (PP) “ Sim, nós temos. Vamos implantar um centro de bem estar animal, contemplando a casa de passagem, tratamento e internação de animais abandonados, além da realização de campanhas de conscientização da população sobre cuidados, adoção e guarda responsável dos animais. Queremos também dialogar com a rede de protetores de animais para que eles sejam protagonistas junto com a prefeitura nesta nova polí­tica de proteção aos animais.

 

Marzinho (PSol) –    Redimensionar a estrutura existente com tratamento adequado para os animais, debater com as organizaçíµes de proteção as melhores alternativas para dar assistência adequada, equipando o canil com o que for necessário para a manutenção e a saúde dos animais.

 

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9) Um tema delicado – que envolve questíµes tanto de humanismo quanto de imagem turí­stica – é a presença dos moradores de rua em Torres. Na sua opinião, qual a melhor forma de tratar esta questão?

 

Carlos (PP) “ é necessário ter um olhar humano nesta questão. As pessoas são livres, mas é necessário saber por que estas pessoas estão vivendo nas ruas. Com açíµes efetivas da assistência social do municí­pio é possí­vel resolver este problema, ou no mí­nimo, amenizá-lo. Como cidade turí­stica, temos que ter o cuidado para que nossa Torres não apresente como cartão de visita o abandono a estas pessoas, tampouco a presença maciça de moradores de rua. As duas questíµes podem afastar turistas da nossa cidade. Por isso, tão logo eu e o Dr. Fábio Amoretti assumirmos a prefeitura no ano que vem, trabalharemos junto í  assistência social para resolver esta questão sem o olhar da higienização desumanizada, mas também com o olhar no turismo.

 

 Márcio (SD) – Primeiramente iremos realizar censos da população de rua, pois é necessário caracterizar esta população para saber qual a realidade e poder trabalhar com as necessidades reais do indiví­duo. í‰ isto que irá balizar os projetos. Após isso iremos proceder a criação de uma casa de acolhimento temporário com um projeto unificado que envolva as áreas de saúde, assistência social, oferecendo opçíµes de qualificação profissional para reinserção destas pessoas no mercado de trabalho, criando perspectiva de futuro para essas pessoas.

 

Marzinho (PSol) –    O senso comum da comunidade em geral tem um equí­voco a esta  questão social. Apesar de a grande maioria destes usuários viverem nas ruas, nestes casos o combate a esta situação não deve ser feito de forma  assistencialista,  não apenas  utilizando benefí­cios eventuais,  mas  através do empoderamento da população.  O  fato de usuários  (termo utilizado pela assistência social)  estarem na rua  se dá pela  perda de  seu poder  de  superação,  de  sua resiliência,  cada caso em se tratando de uma pessoa  deve ser estudada  mais profundamente.  Deve se  incorporar nas polí­ticas sociais  e nas medidas para tratamento de saúde mental.  í‰ necessário pensarmos na construção de alternativas públicas para a criação de abrigos e albergues, bem como restaurantes populares. A única forma de solucionarmos esta questão é debatendo abertamente este assunto com o olhar humano e principalmente técnico da assistência social e psicológica.

 

Alessandro (PMDB)   – Vamos buscar parcerias publico/privada para implementar um albergue que ofereça condiçíµes para que estas pessoas possam modificar sua realidade, com o auxilio da Assistência Social, Saúde e Desenvolvimento Econí´mico. Este não é um problema novo ou exclusivo de Torres. Vamos fornecer o treinamento para que todos possam desempenhar um ofí­cio e buscarem serem independentes. Outro ponto extremamente relevante é oferecer condiçíµes para o tratamento dos que sofrem com o alcoolismo ou drogadição.

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10) Planejamento do trânsito e mobilidade urbana em Torres: vivemos numa cidade onde o número de carros vêm aumentando nos últimos anos, em paralelo com o grande uso de bicicletas. Para você, Quais os gargalos a serem resolvidos nesta área?

 

Alessandro (PMDB) – Precisamos urgente organizar a cidade, reabrir avenidas fechadas que atravancam o Centro da cidade. Outra solução é abertura do Acesso Sul, desenvolvendo este lado da cidade que carece de investimentos. Vamos contratar um corpo técnico para analisar e propor soluçíµes para este enorme problema. Outro ponto a ser investido é na criação de ciclovias de verdade, e não só pintar uma faixa no chão e se quer dar manutenção. Vamos trabalhar com campanhas de conscientização para que a população use meios de transportes menos poluentes que os carros e que sejam soluçíµes coletivas. Isso já funciona em diversos municí­pios e vamos trazer para Torres.

 

Carlos (PP) “ í‰ necessário tirar do papel o segundo acesso í  nossa cidade. Como disse antes, tendo a gestão planejada, com projetos que tenham iní­cio, meio e fim, poderemos tornar isso realidade. Não adianta ir a Brasí­lia atrás de recursos, conseguir emendas sem projeto e depois o dinheiro não poder ser aproveitado, como aconteceu no caso da emenda destinada í  APAE, por exemplo. Por isso, faremos gestão para que a vida das pessoas melhore efetivamente. E com certeza um gargalo a ser superado é o trânsito na nossa cidade. Acessos alternativos devem ser criados, o transporte público tem que ser melhorado com novos í´nibus que tenham acessibilidade, acesso í  internet, mais linhas e horários. E as ciclovias devem ser ampliadas ligando os bairros ao centro. Tendo projeto e gestão, melhoraremos a vida das pessoas.

 

Márcio (SD) – Precisamos inserir na agenda do municí­pio o compromisso de garantir aos cidadãos de Torres mobilidade urbana com compromisso, responsabilidade, contratando pessoas capacitadas e qualificadas para estudar a reorganização do fluxo de veí­culos. Faremos estudo de viabilidade de construção de ciclovias, análise para a melhora na eficiência e qualidade do transporte municipal coletivo e da acessibilidade. Somos extremamente contra a implantação do estacionamento rotativo, pois nosso povo não suporta mais encargos e impostos. Precisamos reestruturar e desafogar o trânsito, mas com planejamento e com técnicos qualificados para tal.

 

Marzinho (PSol) –  A  única forma de desafogar o transito da  entrada de  Torres é a criação de um acesso alternativo através da Travessa do Faxinal com ligação a Rua Luiz Gonzaga Capaverde e Independência,  se torna também necessária a  criação de ciclovias de verdade  para todos os acessos. Dialogar com o DAER e o Estado alternativas de criação de via paralela í  RS-389 (Estrada do Mar) para o trânsito de bicicletas e pedestres ao longo do perí­metro urbano na região. Melhorar as ruas paralelas deslocando o fluxo das avenidas principais e ampliando a mobilidade.

 


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