Falta de luz na véspera do natal prejudicou vendas no comé rcio torrense

11 de janeiro de 2016

Além das dificuldades econí´micas enfrentadas em todo o paí­s, falta de luz na tarde o dia 24 de dezembro em Torres contribuiu para a queda nas vendas
 

Por Maiara Raupp
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De acordo com a Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV) o varejo teve o pior Natal dos últimos 14 anos. O levantamento apontou uma queda de 10,2% nas vendas em relação ao ano passado, totalizando R$ 5,8 bilhíµes em negócio. As crises polí­tica e econí´mica brasileira e a instabilidade crí­tica das finanças do Estado provocaram uma desconfiança e uma prevenção do consumidor, explicou Vilson Noer, presidente da AGV.  

Como se não bastasse tudo isso, em Torres faltou luz cerca de 3 horas durante a tarde do dia 24 de dezembro, agravando a situação. Comércios tiveram que fechar suas portas porque as luzes de emergência não aguentaram tanto tempo ligadas, os cartíµes de crédito não funcionavam, produtos descongelavam, além da segurança que ficava comprometida.

Segundo informaçíµes de algumas lojas de departamentos, a falta de luz comprometeu cerca de 50% das vendas, já que a maioria das pessoas deixa para comprar os presentes na última hora. Eu ia comprar mais um presentinho para o meu afilhado e em virtude da falta de luz acabei deixando, confessou a bancária Emile Bittencourt, uma das muitas pessoas que deixaram de comprar mais alguma lembrancinha e alavancar as vendas do comércio.

A publicitária Bruna Borges também sentiu dificuldade para comprar o presente de seu próprio filho. Fomos em uma loja de roupas infantis e em virtude da falta de luz os cartíµes não estavam funcionando. Resolvemos ir ao banco sacar dinheiro, mas nem os caixas eletrí´nicos estavam operando. Todos desligados. Era o caos. A nossa sorte é que conhecí­amos a dona da loja. Ela nos deixou levar o presente e pagar depois. Se não fosse isso, meu filho tinha ficado sem presente de natal, desabafou Bruna.

A publicitária contou ainda que precisou ir ao supermercado comprar as últimas coisas para a ceia de natal, mas ao chegar ao supermercado se deparou com as portas fechadas. O segurança só deixava entrar quem tinha dinheiro, já que os cartíµes não funcionavam. Foi terrí­vel, porque como eu tinha pouco dinheiro em mãos tive que ficar calculando, além de ter que procurar os produtos com a lanterna do celular devido í  escuridão, completou ela.

Existem aqueles ainda que dependem diretamente da luz para trabalhar, como é o caso dos salíµes de beleza. Perdi de fazer muitas escovas de cabelo. Além disso, interfere na qualidade do serviço com a falta de iluminação, disse a cabeleireira Suziele Ranzan.

Cerca de 35 mil clientes da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) de Torres e municí­pios do entorno foram prejudicados. Conforme informaçíµes da Assessoria de Comunicação Social da Companhia, a interrupção no fornecimento de energia em Torres no dia 24 se deu a uma falha em componente do transformador da Subestação Torres, desligando toda a subestação, í s 14h43. Mais de 15 funcionários de Osório foram deslocados para o local em um dia de intenso movimento rumo ao Litoral e a Santa Catarina.  Mesmo assim, a recomposição do sistema e a normalização do abastecimento para os clientes ocorreu em pouco mais de duas horas, pouco depois das 16h30. As equipes de manutenção ainda permaneceram na subestação, trabalhando sem interromper a energia para consertar definitivamente o problema, informou a CEEE.

Comerciários reivindicam mudanças nos horários de desligamentos
Na manhã do último dia 7 de dezembro o centro da cidade de Torres já havia ficado sem energia elétrica por conta de um trabalho de manutenção realizado pela CEEE, trazendo problemas para os comerciantes. Mesmo que a empresa tenha comunicado a interrupção com antecedência, os comerciantes reclamam e pedem mudanças institucionais nesse sentido. Temos dois mil comerciários trabalhando nas lojas torrenses, que tiveram que ficar parados durante uma manhã inteira em pleno mês de dezembro por conta da falta de luz. Ainda num mês de alto movimento no comércio por conta das festividades de final de ano e da chegada dos veranistas, desabafou o presidente do Sindilojas de Torres & região, Nasser Samham.  

Samham oficiou a CEEE para que, a partir de agora, realize estes trabalhos durante a noite, fora do horário comercial. Ele lembrou que já teve de fazer este tipo de reclamação em anos anteriores, mas agora, quer que isto fique normatizado.

O presidente e lideranças municipais, juntamente com a vereadora Gisa Webber (PP), também realizarão nos próximos dias uma reunião com a diretoria da CEEE pedindo compromisso polí­tico para solução do pedido do Sindilojas de Torres, ou seja, dos comerciantes do Litoral Norte.

Melhorias na rede de abastecimento  
Para estar preparada e suprir a demanda de energia elétrica de cerca de 1,5 milhão de pessoas que se descolam para o litoral gaúcho no verão, a regional da CEEE em 2015 ampliou as subestaçíµes de Atlântida e Torres e instalou novos alimentadores em todas as praias. Além disto, foram realizadas podas, inspeção termográfica nos 44 alimentadores pertencentes í s subestaçíµes da orla marí­tima, inspeção de postes com equipamentos e a lavagem das linhas, serviços que são feitos todos os anos em função da maresia.  

 


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