Feijão com arroz: uma quí­mica perfeita e boa para a saúde

9 de setembro de 2012

 

Por Guilherme Rocha

 

 

Como em um casamento feliz, a quí­mica aqui é perfeita. Mais do que uma saborosa parceria, o encontro do arroz com o feijão assegura um invejável arranjo de nutrientes. O que falta em um, o outro fornece e, assim, se completam. Unidos, oferecem uma excelente combinação proteica.

 

   Arroz com feijão, feijão com arroz, a ordem não importa, o certo é que trata-se de um dos pratos mais tí­picos do paí­s. Só no ano passado, a população do paí­s consumiu 3,5 milhíµes de toneladas de feijão e 8,7 milhíµes de toneladas de arroz.

 Essa receita não tem uma origem certa, mas a hipótese mais aceita é a de que seria fruto de uma combinação do arroz (de origem oriental) trazido pelos portugueses ao Brasil com o feijão, que já seria consumido no Brasil pelos í­ndios.

 Alguns autores, entretanto, apontam o Brasil como o primeiro paí­s a cultivar o arroz no continente americano, que era conhecido como "milho d’água" (abati-uaupé) entre os tupis. Estes, muito antes de estes conhecerem os portugueses, já colhiam  arroz nos alagados próximos ao litoral. Outra versão afirma que esse prato foi eternizado na união do arroz com a feijoada, que tem origem africana ou portuguesa. O que se sabe é que ao longo dos séculos esse prato foi se popularizando por todo o paí­s, passando a ser uma parte quase que indispensável da refeição dos brasileiros.

 

Combinação eficiente e saudável

 

Os grãos de arroz contêm metionina, e os feijíµes possuem lisina. Esses nomes esquisitos são pedacinhos de proteí­na (ou aminoácidos). Quando estão juntos no feijão com arroz, estes aminoácidos são muito mais eficientes na reparação de tecidos do organismo inteiro. Tal performance é rara de ver entre os vegetais. Geralmente são alimentos de origem animal, como as carnes, que apresentam esse perfil proteico.  

A união também equilibra o í­ndice glicêmico. Enquanto o arroz sozinho, principalmente o polido, pode disparar as taxas de açúcar e insulina na circulação, o feijão tem o poder de brecar esse efeito, o que mantém a glicose estabilizada. A mistura é, portanto, bem-vinda para manter a glicemia em ní­veis adequados e diminuir o risco do diabete. Sem falar que, por não mandar o açúcar í s alturas de uma hora para outra, proporciona saciedade.

A dupla também contém ferro em abundância, vitaminas do complexo B e cálcio. Um bom prato de arroz e feijão aumenta a concentração da substância na saliva, o que diminui a desmineralização dos dentes e protege contra as cáries. Indica-se que não se utilize utilizar muito sal no preparo tanto do arroz quanto do feijão, pois o sódio eleva a pressão cardí­aca.

 

 

*Com informaçíµes de Wikipedia, Revista Saúde e G1

 

 

 


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