Gestão Fiscal de Torres está em 61° lugar entre municí­pios do RS

1 de julho de 2015

índice Firjan de Gestão Fiscal foi lançado na última semana. Na nossa microrregião, Torres foi o municí­pio que teve melhor desempenho. Já Dom Pedro de Alcântara e Morrinhos do Sul apresentam gestão crí­tica  


Por Guile Rocha
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Mais da metade dos municí­pios do Brasil enfrenta problemas de gestão fiscal. A conclusão é de um estudo divulgado nesta quinta-feira, 25 de junho, pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Os dados mais recentes (lançados na última semana) são relativos ao ano de 2013. Foi o menor í­ndice geral registrado desde 2006 (quando os estudos começaram a ser realizados), com uma queda de 10,5% em relação a 2012.


Criado para avaliar a administração do dinheiro público nas prefeituras a partir de estatí­sticas oficiais, o índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) é composto por cinco indicadores: receita própria, gastos com pessoal, investimentos, custo da dí­vida pública e liquidez (restos a pagar). Foram avaliados 5243 municí­pios do paí­s, sendo que, mais da metade (50,6%) dos municí­pios brasileiros apresentaram situação fiscal difí­cil (conceito C). Segundo os pesquisadores do Firjan, as razíµes principais da queda são 1)As despesas com pessoal, que cresceram mais do que as receitas – sendo que 3 mil prefeituras regrediram neste indicador; 2)O ní­vel de investimentos piorou em 3,6 mil prefeituras. As transferências por meio de convênios com Estados e União caí­ram 36,4%.


Situação do RS

O Rio Grande do Sul superou a média nacional em todos os indicadores e, no geral, foi o terceiro melhor entre as unidades federação ” com destaque para Gramado, na Serra (que teve a melhor gestão do estado e ficou em 3 ° entre todos os municí­pios do Brasil). Ao mesmo tempo, o percentual de prefeituras com conceitos A e B diminuiu, e o de gestíµes com falhas aumentou. Nada menos do que 68% delas receberam notas C e D na avaliação (Em 2012, foram 52,1%). E apenas duas cidades gaúchas – Gramado e Tupandi – apresentaram conceito A (superior a 0.8 pontos), relativos a uma gestão de excelência (0,8 a 1,0).  


A situação de Torres

Dentre as 7 cidades da microrregião de Torres, é exatamente Torres quem aparece na melhor posição: esta em 61 ° entre os municí­pios do estado com í­ndice de gestão fiscal de 0.6729. estando com conceito B (relativo a uma boa gestão).  O municí­pio destaca-se no indicador receita própria (conquistando 1 ponto, nota máxima), mas deixa a desejar nos quesitos gastos com pessoal e, principalmente, investimentos (nos quais figura com conceito C).


Comparando o IFGF de Torres dos últimos anos, os resultados de 2013 foram melhores que os de 2012 (quando o í­ndice foi 0.6420). Entretanto, foi em 2011 que a cidade apresentou o melhor resultado (0.7303), enquanto em 2007 teve o pior í­ndice (0.4682, conceito C).

Microrregião de Torres

A seguir aparece Mampituba, com í­ndice de 0.6121, também com conceito B (entre 0.6 e 0.8). Já Arroio do Sal, Três Forquilhas e Três Cachoeiras possuem conceito C (entre 0.4 e 0.6) que indicam gestão em dificuldade (0,4 a 0,6). Já Morrinhos do Sul e Dom Pedro de Alcântara estão em estado de alerta: possuem conceito D no í­ndice de gestão fiscal (relativo a uma gestão fiscal crí­tica). Dom Pedro de Alcântara tem um dos 10 piores í­ndices do RS.

 

Nacional

Estadual

IFGF

UF

Municí­pio

309 º

61 º

0.6729

RS

Torres

716 º

134 º

0.6121

RS

Mampituba

844 º

164 º

0.5983

RS

Arroio do Sal

915 º

181 º

0.5900

RS

Três Forquilhas

1133 º

216 º

0.5698

RS

Três Cachoeiras

3912 º

462 º

0.3557

RS

Morrinhos do Sul

4568 º

484 º

0.2802

RS

Dom Pedro de Alcântara

 


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