Governo Ní­lvia aplicando reformulação polí­tica e fiscal

29 de junho de 2015

Por Fausto Junior
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Está em fase final de implantação a nova estratégia desenhada pela assessoria de Planejamento Estratégico do governo Ní­lvia. Após estudos preliminares, o governo muda a forma de gestão polí­tica e se adapta financeiramente aos novos tempos de arrocho fiscal federal, estadual e municipal. O plano é base de preparação para a eleição do ano que vem, buscando parcerias polí­ticas para agora e para o futuro.  

Conceito de Coalizão entre partidos coligados –
A FOLHA recebeu, na última quarta-feira (24/6), a visita de assessores do governo da prefeita Ní­lvia (que esta em férias de 15 dias desde 22 de junho). Conforme informam seus assessores, a coalizão na gestão e a diminuição de despesas são os dois pilares da reformulação administrativa, já em fase final de implantação.

O governo esperou que os partidos coligados fizessem suas convençíµes locais para, depois, iniciar a implementar a nova forma que será tocado o governo a partir deste mês. A idéia é de trabalhar com todos os secretários integrados no mesmo sentido. Segundo estes assessores, a autonomia de trabalho será mantida; "os partidos coligados estão realocados em novas posiçíµes nas secretarias; mas o trabalho será integrado: todos sabendo de tudo, com compromisso de trabalhar no mesmo sentido".

Conforme a mesma assessoria de planejamento estratégico do governo Ní­lvia, o governo conseguiu aumentar em duas siglas partidária sua base de apoio. PTB e PC do B, que fizeram campanhas como adversários em 2012, agora se unem, aumentando, na câmara, por exemplo, de três bancadas iniciais (PT, PP e PDT), para sete atuais, somando o Pros (que em Torres surgiu de dissidência do PP); o PTB e o PC do B.
 

Cortes na própria carne –
O Plano da nova gestão do governo Ní­lvia – projetado como base para o próximo ano e meio que ainda resta de mandato – também teve de se adaptar í s quedas de receitas do orçamento, principalmente nos repasses federais e estaduais. Segundo informaram os assessores, os pilares destes cortes foram planejados e estão sendo executados baseados em: 10% de corte da folha de pagamento dos CCs; 20% de corte nas horas extras em geral; e 10% de corte nos chamados contratos especiais (contratados, principalmente na Saúde, que não são concursados, uma espécie de CC técnico).

O planejamento deste ajuste fiscal foi feito para que ele seja implantado de forma horizontal, ou seja: todas as secretarias terão que cortar na própria carne e gerir demissíµes ou diminuição de benefí­cios salariais, independente do partido polí­tico.


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