Por Fausto Junior
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Está em fase final de implantação a nova estratégia desenhada pela assessoria de Planejamento Estratégico do governo Nílvia. Após estudos preliminares, o governo muda a forma de gestão política e se adapta financeiramente aos novos tempos de arrocho fiscal federal, estadual e municipal. O plano é base de preparação para a eleição do ano que vem, buscando parcerias políticas para agora e para o futuro.
Conceito de Coalizão entre partidos coligados – A FOLHA recebeu, na última quarta-feira (24/6), a visita de assessores do governo da prefeita Nílvia (que esta em férias de 15 dias desde 22 de junho). Conforme informam seus assessores, a coalizão na gestão e a diminuição de despesas são os dois pilares da reformulação administrativa, já em fase final de implantação.
O governo esperou que os partidos coligados fizessem suas convençíµes locais para, depois, iniciar a implementar a nova forma que será tocado o governo a partir deste mês. A idéia é de trabalhar com todos os secretários integrados no mesmo sentido. Segundo estes assessores, a autonomia de trabalho será mantida; "os partidos coligados estão realocados em novas posiçíµes nas secretarias; mas o trabalho será integrado: todos sabendo de tudo, com compromisso de trabalhar no mesmo sentido".
Conforme a mesma assessoria de planejamento estratégico do governo Nílvia, o governo conseguiu aumentar em duas siglas partidária sua base de apoio. PTB e PC do B, que fizeram campanhas como adversários em 2012, agora se unem, aumentando, na câmara, por exemplo, de três bancadas iniciais (PT, PP e PDT), para sete atuais, somando o Pros (que em Torres surgiu de dissidência do PP); o PTB e o PC do B.
Cortes na própria carne – O Plano da nova gestão do governo Nílvia – projetado como base para o próximo ano e meio que ainda resta de mandato – também teve de se adaptar í s quedas de receitas do orçamento, principalmente nos repasses federais e estaduais. Segundo informaram os assessores, os pilares destes cortes foram planejados e estão sendo executados baseados em: 10% de corte da folha de pagamento dos CCs; 20% de corte nas horas extras em geral; e 10% de corte nos chamados contratos especiais (contratados, principalmente na Saúde, que não são concursados, uma espécie de CC técnico).
O planejamento deste ajuste fiscal foi feito para que ele seja implantado de forma horizontal, ou seja: todas as secretarias terão que cortar na própria carne e gerir demissíµes ou diminuição de benefícios salariais, independente do partido político.


