Inquilinos inoportunos no calçadão da Praia Grande

18 de dezembro de 2015


‘Ocupação’ nas proximidades dos quiosques, em meio ao domingo (13) cheio de turistas  

 

Por Guile Rocha

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Os proprietários de quiosques no calçadão da Praia Grande estão incomodados.Uma problemática que já ocorre a anos volta a se repetir nestes fins de semana que antecedem a temporada – com o risco de se intensificar no decorrer do veraneio. São os artesãos ambulantes, malabaristas e andarilhos que ali se instalam. Algumas dessas pessoas – de fora da cidade – vem aproveitando o espaço de grande movimento junto aos quiosques para expor sua arte e seus trabalhos, tentando lucrar algo com eles. Mas ocorre que algumas dessas pessoas também estão causando confusão junto ao calçadão e incomodando visitantes e comerciantes locais.
No começo da noite do dia 13 de dezembro, domingo, eram mais de 10 deles espalhados junto aos quiosques. O jornal A FOLHA presenciou o momento em que Beatriz Borges, 46 anos, funcionária pública de Caxias do Sul, foi abordada por um andarilho enquanto caminhava no Calçadão com uma amiga. "Estava passando por este rapaz, claramente bêbado, que veio me pedir dinheiro, insistindo que queria comprar um lanche. Não costumo fazer isso, mas dessa vez dei umas moedas para não me incomodar", disse Beatriz, veranista de Torres há tempos, que pensa que o problema dos andarilhos inconvenientes vem aumentando a cada ano que passa na cidade. "í‰ como se eles viessem passar as férias aqui, mas sem querer gastar nada, e acabam incomodando . Não é apenas no calçadão, mas nas praças e outros pontos da cidade".

Providências são necessárias

Segundo Guilherme Carnizella Ribeiro, que gerencia um dos quiosques da Praia Grande, a presença dos ‘inquilinos inoportunos’ no Calçadão prejudica os negócios, intimida alguns visitantes e deixa uma má imagem para o turismo. "Eles ficam fumando e bebendo próximo aos quiosques. Tem alguns que ficam vendendo seus produtos, mas também acabam pedindo dinheiro para quem passa. Fora a sujeirada que eles fazem e depois temos que varrer. Teve um dos artesãos que simplesmente esvaziando seu lixo no chão, por exemplo, uma falta de respeito", lamentou Ribeiro. Ele continua indicando a necessidade de uma presença mais constante (e atuante) da Brigada Militar junto a Beira-Mar da Praia Grande. Para exemplificar, citou um caso de onde dois artesãos ambulantes começaram uma discussão no último domingo (13). "Eles já estavam bêbados e começaram uma briga entre si. Um deles apanhou e saiu aos xingamentos, dirigindo bêbado sua moto".
Ribeiro pensa ainda que deve haver uma ação mais efetiva da equipe da Fiscalização de Tributos de Torres quanto a situação dos artesãos que ficam no Calçadão – uma vez que eles exercem suas atividades sem licença, enquanto tantos artesãos em Torres precisam pagar o alvará para legalmente se instalarem e venderem seus produtos. Indicou também que a Associação dos Comerciantes do Calçadão da Praia Grande já entrou em contato com a Secretaria Municipal do Turismo, que se mostrou também interessada em resolver a situação dos andarilhos que causam confusão e intimidam os visitantes junto a turí­stica orla da beira-mar torrense.

BM deverá ter atuação mais ostensiva a partir do dia 20

Contatamos também a Brigada Militar de Torres para saber qual a postura adotada como padrão pela BM em relação aos andarilhos em Torres. Nos foi informado que, primeiramente, ao ser localizada uma pessoa com as caracterí­sticas de andarilho, é feita uma identificação criminal para ver se a pessoa é fichada junto a polí­cia. "Mas se não há nada contra a pessoa apenas podemos orientar a mesma a ficar dentro da ordem pública, não podemos removê-la para outro local".
Quanto a situação especí­fica dos andarilhos, artesãos e malabares localizados na turí­stica orla da Praia Grande, o comando da BM informa que, a partir do dia 20 – com a entrada da Operação Golfinho, haverá aumento de efetivo da Brigada Militar. "E, com isso, haverá policiamento – a pé e via veí­culos – muito mais ostensivo na Praia Grande para conter situaçíµes de desordem’.

 

 

 

   


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