LEI DE DIRETRIZES ORí‡AMENTíRIAS DE TORRES í‰ APROVADA COM MENOR MANOBRA PARA A PREFEITURA

30 de novembro de 2015


FOTO: Gimi: Negocia-se percentual de suplementação do orçamento como se fosse compra de banana na venda

 

Vereadores aprovam emenda para a Educação, mas orçamento ainda é tratado de forma superficial por parlamentares e sociedade.


Por Fausto Junior

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Foi aprovada por unanimidade, durante a última sessão da Câmara Municipal de Torres, realizada na segunda-feira (23/11) o Projeto de Lei de autoria da prefeitura de Torres que define as chamadas diretrizes orçamentárias para o ano de 2016. Cada vez menos a sociedade e os próprios vereadores se preocupam com este tema, já que a Margem de Manobra – permitida aos gestores durante a aplicação das leis – dá possibilidade de trocas radicais no orçamento que é votado pelo legislativo. As emendas aprovadas de autorias dos vereadores são, também, facilmente desrespeitadas, pois fazem parte de um orçamento fictí­cio, que pode ter modificaçíµes sem aprovação da Câmara.

Manobra cai, mas ainda é grande: 25%.
Mas foi justamente este percentual de manobra que centralizou os debates durante a aprovação da LDO. A Lei é base para a peça orçamentária final que ainda tem de ser elaborada e aprovada. Ela serviria como uma demonstração polí­tica da prefeitura, para que mostrasse os setores que teriam mais ou menos dinheiro a ser investido se comparado aos anos anteriores. Mas, mesmo assim, foi apresentada uma emenda da base do PMDB assinada por toda a bancada, que pede que seja incluí­do no orçamento de 2016, recursos para a construção de um ginásio coberto na Escola Mampituba, uma demanda daquela entidade municipal que apareceu nas últimas semanas (com a visita dos vereadores ás escolas no projeto Conhecendo a Câmara).

O debate girou em torno de quanto seria diminuí­do o percentual de suplementação, aprovado previamente para a prefeitura realizar mudanças orçamentárias (sem a aprovação parlamentar). Primeiro foi aprovada a diminuição de 35% para 15% da manobra orçamentária – numa emenda do PMDB que diminuiria em 20 pontos percentuais a margem de suplementação da prefeitura. Mas depois entrou outra emenda, espetacularmente igual a anterior, só que vinda do vereador Nego (PC do B), que também diminuí­a o percentual pré-autorizado de mudança no orçamento de 35% para 25%. E, espetacularmente, vereadores que votaram no novo valor de 15% também votaram em 25%, o que gerou confusão nos debates. Mas tudo ficou valendo, pois a emenda foi votada depois da outra, conforme explicou o presidente da Câmara, vereador Gimi Vidal (PMDB).

Nego explicou sua emenda mais suave, defendendo a necessidade dos prefeitos terem mais autonomia.
 "A margem de manobra de 35% é muito grande, mas 15% ficam pouco para a mudança neste ano. Acho que 25% ficam mais coerentes", afirmou o vereador do PC do B.

Vereador Gimi diz que percentual é debatido como preço de banana na fruteira
O presidente da Câmara, vereador Gimi, que está no quarto mandatos de vereador e já passou por várias votaçíµes de LDO – inclusive como presidente da casa em exercí­cios anteriores – lamentou a forma de debater o percentual de manobra. Se debate isto aqui na casa como se fosse o debate de desconto na compra de banana na venda da esquina ironizou Gimi. Queria que a casa debatesse a qualidade do orçamento e que debatesse a necessidade ou não de mudanças na peça, mas ainda não chegamos lá, lamentou o vereador. Estamos muito longe de termos o orçamento como base de nosso trabalho, encerrou Gimi.


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