Linguiças no arroz…

22 de abril de 2010

Linguiças no arroz…

   

As palavras do jornalista que escreveu o texto abaixo são como se fossem minhas: assino embaixo!

   

Confiabilidade nas pesquisas foi comprometida

   

A Justiça Eleitoral precisa fazer o trabalho completo, que é checar se o produto de fato corresponde aos critérios exigidos pela lei no registro  

Confiemos ou desconfiemos do resultado (e isto costuma acontecer quando elas reforçam ou enfraquecem os que pensamos sobre o objeto), as pesquisas de intenção de voto representam um componente expressivo do quadro eleitoral em qualquer paí­s cujos governantes são escolhidos pela vontade de seus cidadãos, livremente manifestada nas urnas. Seu maior risco, contudo, é a possibilidade de induzir a escolha do eleitor, e é para evitá-lo que desde 1997 os levantamentos precisam ser registrados na Justiça Eleitoral até cinco dias antes de sua divulgação. Mas, pergunta-se: ao registro segue-se uma checagem do organismo judiciário sobre o trabalho realizado, ou se trata de providência meramente cartorial, como o inepto e desnecessário reconhecimento de firma nos cartórios?    

Na semana passada, o instituto mineiro Sensus divulgou uma apuração, devidamente registrada no TSE, que apontou empate técnico entre os candidatos presidenciais José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). O partido na oposição desconfiou do resultado, que contrariou as evidências, e, com base num erro inicial de fato “ contratante distinto do informado -, teve acesso ao miolo da pesquisa. Constatou desvios técnicos que apontam provável manipulação para que a candidata do Nosso Lí­der emparelhasse com o oponente. Vocês acompanharam, aqui, parte do embrulho, e faltou desembrulhar outra parte, a do número de entrevistas realizadas. Vejam só: a empresa informou que ouviria o equivalente a 6% de pessoas na faixa de um salário-mí­nimo, 23,1% na de 5 a 10 SMs, 8,9% na de 10 a 20 SMs, e de 2,6% na de acima de 20 SMs. Estas faixas repetem padríµes da população eleito real, e são adotadas em média por todos os institutos.  

Na real, no entanto, entrevistou quase três vezes mais eleitores de baixa renda, 17,7%, e até metade a menos nas outras faixas, 15,3%, 5,2% e 1,2%, respectivamente. Superestimou os dados na base da pirâmide sócio-econí´mica, onde dona Dilma vai melhor, e subestimou os das outras faixas, onde o oposicionista vai melhor. Mas o resultado interessa menos do que o abalo na credibilidade dos levantamentos de intenção de voto, que é o importante. í‰ só a empresa mineira que erra? Esta resposta pode ser dada pela Justiça Eleitoral, na medida em que for além da operação cartorial do registro, fiscalizando também a procedência das informaçíµes, e punindo os autores de desvios. í‰ o mí­nimo que se pode esperar dos tribunais eleitorais, que não custam pouco aos cofres públicos.  

   

Jornalista í‰rico Valduga “ www.ericovalduga.com.br

   

   

Dia 21 de abril: um dia marcado pela mal ao longo da história do Brasil…

                              Dia 21 de abril marca para o Brasil eventos não muito comemoráveis, embora bastante memoráveis. Marca a morte de Tiradentes que foi corajoso por se inquirir junto com empresários da época contra os altos impostos cobrados por Portugal na exploração dos minérios em nossa terra. Marca também a criação da cidade de Brasí­lia, que não é de se comemorar muito, infelizmente.   Os brasilienses não são culpados pelas fedorentas manobras feitas nos três poderes por lá, mas eles não podem fugir do crédito que possuem cabalmente de sobreviverem, crescerem e se desenvolverem ciscando nas sobras das falcratuas  da Capital da Fantasia.E marca também a morte de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil que iria assumir após o regime militar vingar por 20 anos. Morreu sem dirigir a nação e ainda deixou o "mala sem alça" do Sarney por lá para iniciar seu legado de maus exemplos para a polí­tica do Brasil.

 

Repetição freudiana?    

 

A colunista Maria Helena Gonçalves inteligentemente fez uma analogia entre a inquisição   ocorrida no século 16 protagonizada principalmente por Tiradentes e a necessária inquisição que deverí­amos fazer atualmente no Brasil pelo mesmo motivo: excesso de impostos e pouquí­ssimos serviços em troca. Concordo com ela, somente sugiro que, ao invés de mudarmos os atuais governantes e legisladores por novas pessoas, seria mais eficaz em minha opinião que cobrássemos, por escrito, em planos de trabalho dos polí­ticos que escolheremos um compromisso de baixar impostos, diminuir o tamanho do Estado e suas burocracias e, afinal, fazer com que sobre mais dinheiro para investir em Segurança, Saúde, Educação e, principalmente,  infraestrutura,  para que o paí­s possa crescer em paz e gerar empregos pra valer.  

Não adianta mudarmos as cabeças que estão por lá se não exigirmos compromisso com essas premissas. Corremos o risco de trocar seis por meia dúzia e ainda termos que dar tempo para que os novos entendam o processo, quando hoje muitos polí­ticos já sabem o caminho das pedras: basta compromisso com mudança, mas compromisso!

 

   

Insistência coerente

 

   

O vereador Tenora (PP) pediu novamente na última sessão da Câmara Municipal que a cidade promova a colocação de estacionamentos pagos em frete í  bancos e outros locais de alto fluxo no centro. Ele exemplificou a cidade de Gramado como local que já possui serviço por lá.  

 Tenora se preocupa (com razão) com pessoas com dificuldades de caminhar e que querem ir ao banco, í  loja pagar uma conta, í  órgão de serviços públicos cumprirem exigências legais, que não conseguem estacionamento, pois as ruas acabam ocupadas por funcionários da empresas do centro, na maioria.  

Em seu projeto de lei de indicação, ele afirmou que sugerirá tarifas por hora, como já existe, por exemplo, na Capital. Concordo plenamente com o vereador. Vamos aos estacionamentos rotativos pagos… Quem trabalha no centro e mora perto deveria ir trabalhar í  pé ou de bicicleta. Para uma cidade turí­stica, isto é ainda mais civilizado e eficiente. Não tiramos nós mesmos os locais de nossos clientes que nos sustentam, afinal.

 

   

Publicidade da prefeitura

   

O vereador Rogerinho (PP) questionou o fato aferido em um relatório mandado pela municipalidade para a Câmara Municipal, atendendo um Pedido de Providências solicitado pelo vereador Gimi (PMDB) e Betão da Cal (PPS), ainda no ano passado. Conforme informou o presidente da casa, em 2008 foram investido R$ 98 mil em publicidade pela prefeitura, quando em 2009, os valores da mesma rubrica subiram para R$ 280 mil. Por que em 2009 se gastou tanto a mais? Indagou Rogerinho?

 Lembro que o relatório foi pedido pelos vereadores Gimi e Betão da Cal, ambos da base do governo. O que será que estes edis queriam ver nos números? Eu, particularmente, verifiquei que o jornal A FOLHA recebe muito pouco percentualmente comparadas í s verbas.  Vou aumentar a tabela! Não sei se era isto que os edis gostariam de constatar…    

Partidos se organizando…

   

Neste final de semana o candidato virtual ao governo do Estado pelo PT Tarso Genro estará aqui em Torres iniciando sua caminhada para a eleição que disputará em outubro. Ele será o primeiro a vir aqui, e se adianta perante os outros…  

 Na quarta-feira, o PDT recebeu um candidato considerado quase de consenso dentro da sigla para representar litoral:  o veterano da polí­tica Ciro Simoni,  que proferiu belas palavras no encontro.      

A vereadora Ní­lvia lança na sábado sua candidatura í  candidatura para disputar uma cadeira na AL como já fez no pleito de 2006 e recebeu somente aqui quase 10 mil votos.    

E os candidatos í  deputado estadual e deputado federal pelo PMDB Marco Alba e Alceu Moreira participaram da solenidade de assinatura de um convênio para asfaltar novamente a principal Avenida da Vila São João,  após numa luta forte daquela comunidade pela obra liderada neste caso pelo vereador Zé Ivan (PMDB) e com buscas em outras instâncias da mesma obra pelo vereador Idelfonso Brocca(PP). Mas quem conseguiu, mesmo, os recursos foi o governo Yeda e sua capacidade de investir através de sua bela gestão de suas secretarias, e a forte disposição do ex-secretário Marco Alba.

 Inicia, portanto, a corrida eleitoral. Devemos a partir de agora receber semanalmente í­cones e candidatos de várias agremiaçíµes por aqui para buscar votos. Lembro que devemos saber deles, todos, se caminharão para um aumento do Estado ou para uma diminuição do Estado. Eu, particularmente, sugiro a diminuição da máquina para termos mais dinheiro para infraestrutura, Saúde, Educação e Segurança, todas demandas ainda muito mal trabalhadas no RS e no Brasil.          


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