MAIS UM VERANEIO SEM O CAMPING ITAPEVA

3 de setembro de 2013

 

Uma cidade que quer ser considerada Turí­stica vai passar mais um veraneio sem nenhuma atividade estruturada voltada para visitantes no veraneio dentro do Parque Itapeva. Desde a decretação pelo governo do Estado da antiga APA em Parque de Preservação, se passaram mais de 11 anos e a área está praticamente abandonada. Passaram quatro governadores do Estado e muitos secretários de Meio Ambiente, mas o único fato novo apresentado para Torres pelas autoridades estaduais (gestoras do Parque) foi a interdição do Camping que se localizava no local, sempre com a promessa de reforma.

A FOLHA entrou em contato com a administração do PEVA nesta semana passada, que informou não existir nenhuma chance de reabertura do Camping no veraneio 2013/2014, que se aproxima. í‰ que a secretaria do Meio Ambiente encomendou um trabalho, chamado de Plano de Uso Publico do Parque da Itapeva, realizado a pedido do Conselho do Parque da Itapeva. Mas e a empresa que iniciou a elaboração do documento não foi aprovada pelos membros do Conselho. E por enquanto, a questão para mais uma vez.

 

Não existe nem a demarcação da área

 

Paralelamente a esta triste realidade, que retirou da cidade de Torres um equipamento de turismo í­mpar no Litoral Norte e, consequentemente, ocasionou a perda de um público cativo ao Camping enquanto ele estava em funcionamento, os embates entre moradores do entorno do Parque e que possuem propriedade dentro da área (declarada reserva especial ambiental) continuam sem solução.  Sequer estão demarcados de forma clara os limites da unidade de conservação.

Donos de terrenos recebem anualmente carnês de IPTU da prefeitura de Torres, como se a área ainda pertencesse á urbanidade local, e têm que, anualmente, comparecer í  prefeitura para explicar que foram de certa forma desapropriados pelo Estado do RS.

Famí­lias pobres de bairros que estão localizados em áreas juridicamente em questão, em uma ação civil promovida pelo Ministério Público da Comarca (onde o Estado do RS e a Prefeitura de Torres são réus), também continuam sem respostas. A administração do PEVA não deixa que os moradores reformem suas casas, alegando que eles estão dentro de reserva ambiental. Por outro lado, a prefeitura não encaminha solução para o caso, como, por exemplo, a realocação dos moradores da área em conflito judicial.


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