Na última sessão da Câmara de Vereadores de Torres, realizada na segunda-feira (30/9), por oito votos contra, um em branco e quatro favoráveis, os vereadores torrenses derrubaram o projeto de lei enviado pela prefeitura í casa legislativa, que vetava parcialmente o projeto, já aprovado pelos vereadores, de autoria da Mesa Diretora, por sugestão do vereador Gimi (PMDB), que obriga a vistoria preventiva em construçíµes plurifamiliares com a intenção de realizar certa profilaxia a possíveis desastres por corrosão de materiais dos prédios
O debate do PL foi truculento e confuso. í‰ que a Comissão de Constituição e Justiça da casa emitiu parecer desfavorável ao PL. A justificativa foi de que os artigos omitidos (vetados) deixariam a lei inexistente, o que efetivamente ocorreria.
Deve ter havido um engano da prefeitura ao fazer este PL de Veto. Os dois artigos vetados deixam o texto sem base, sem nenhuma serventia. Teremos uma lei inaplicável, reclamou o vereador Gimi (PMDB) ao sugerir que o processo fosse sequer para votação, pois, para ele, o próprio veto da Comissão seria suficiente para arquivar o pedido de veto. Mas o assessor jurídico da casa mandou que a votação (secreta) acontecesse. A lei está em vigor na íntegra, como foi votada em agosto na Câmara.
A vitória da oposição, que derrubou o veto da prefeitura já soma duas derrotas da base aliada de Nílvia na Câmara. Como a votação ao veto é obrigatoriamente secreta (norma do regimento da casa), não há como saber quais foram os quatro vereadores que votaram í favor do governo, nem o do voto em branco, nem os autores dos oito votos favoráveis.


