MALQUERENí‡A QUERIDA

10 de dezembro de 2009

                           

Bater de frente com os USA=United States of America (up-there=lá em cima) é covardia. Já pensou, se a gente ganha a guerra?   Como administrar aquela república federativa, bastante desfederada? Mas, dá gosto um raspão de lado, para desabusá-los. Para mostrar que nóis também   temos castas e cascas. Qualificativos próprios da raça-latina. Melhor seria lançar aquele desafio do cí­rculo-de-giz: Sí´cêis fí´ home, gospe mais longe!…  

                            Está acontecendo. Na medida em que o Baraca, compungido, patrulha   em ronda global, sentencia que quer estar em paz com o mundo. Na volta, assina ato mandando mais 30mil guris (30 Bi de US$) para o matadouro Afeganistão. Enquanto isto, a vaca permanece atolada no brejo do Iraque.   Já o Condestável de Pindorama “ o   filho do Brasil “ deu uma xingada neles, chamando-os de gringos.   Apopléctico,   vociferando num púlpito, no melhor estilo do velho Adolfo, de dedo em riste, a ralhar com o resto dos humanóides. Ao parafrasear o Baraca, declarou-se empenhado em estar em paz com o mando. Uma delí­cia de prato para os perdedores (ganhadores?) de 64. O imbróglio Honduras representa um tapa na cara da gringalhada, com a luva de pelica da diplomacia brasileira, devidamente recheada com a caixa-de-rapé de bronze. Foi assim que nasceu a luta de Box.  

 CLAREANDO HONDURAS          

          O embrulho hondurenho é de fácil explicação, uma vez expurgado o veneno polí­tico. Tudo foi feito dentro dos postulados legais juris-et-de-jure, menos a cagada final. Na verdade, o presidente Zelaya, acometido de um surto bolivariano, tentou implodir uma cláusula pétrea, petrificada na constituição lá deles. Esta redundância tá de lascar!…          

                Cumprido o rito processual adequado í  situação, o lance final seria a destituição do lesa-constituição e mantê-lo em prisão domiciliar. A desastrada execução deste corolário pelos milicos, acabou tisnando toda a liturgia seguida. Tiraram o homem da cama, de pijama, enfiaram num aeroplano e largaram no paí­s vizinho. Aí­ vieram os arautos da democracia Chávez & Lula, aos gritos = Foi golpe!.   Em seguida, nossa embaixada   foi transformada numa espécie de pousada-da-mãe-Joana. Decorridos 30, 60, 90? dias = Acabaram fazendo a gata parir, com um chega-pra-lá no nosso único diplomata, obrigado-o a instalar uma nano-embaixada   numa casa alugada na vizinhança.  

              Aos trancos e barrancos, foi mantido o calendário polí­tico, com a eleição   no Domingo, (29/11/09). De fiasco em fiasco, a velha latinoamérica continua mostrando sua imaturidade, uma adolescente centenária, mas porém enrustida. Agora são três presidentes: um interino, um eleito e um mandado para casa, pelo congresso. Consultado   nosso deus Mercúrio, que anda a esvoaçar pelos céus do mundo, travestido de mascate, com aquelas duas asinhas na cabeça. E o resultado da eleição? E o povo hondurenho?   A resposta foi categórica:Que eleição!?Que povo!?Foi golpe!.

Perguntem ao Chávez!…                      

                                                                                                  grlacerd@terra.com.br  


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