Milhares de pequenos peixes aglomerando-se nas águas da Lagoa do Violão

15 de junho de 2016

 

 

 

Por Guile Rocha

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Um fení´meno não muito usual está ocorrendo nas águas da Lago do Violão. Desde o domingo até o fechamento desta matéria (quarta-feira,15), milhares de pequenos peixes aglomeram-se, disputando espaços nas águas da lagoa central de Torres. O biólogo Roger Maciel – que desde domingo (12) vem acompanhando a situação de perto- diz que os peixes são filhotes de tilápia, uma espécie invasora (mas que se adaptou muito í quela região). Ele diz acreditar que a razão para o fení´meno possa ser uma "nova" vertente decorrente de um lençol freático, canalizada de um empreendimento em Torres,  que por meio de uma tubulação está desaguando água,  mais limpa e mais quente que o usual, na Lagoa do Violão. "Isso pode estar fazendo que alguns peixes, principalmente os filhotes, busquem maior conforto para o seu desenvolvimento naquele local" indicou Roger.

Na tarde desta quarta-feira (15), o jornal A FOLHA passou pela Lagoa para averiguar a situação – e a superconcentração das tilápias continuava. Haviam pessoas tentando remover alguns dos peixes do local – pois era visí­vel que alguns estavam morrendo em meio a situação. Entretanto, a Patrulha Ambiental da BM (PATRAM)  também chegou no local e pediu para que os peixes fossem devolvidos para a lagoa, pois a legislação ambiental municipal não permite a apanha de peixes na Lagoa do Violão.  "Para manejo dos peixes deveria haver um estudo pelo órgão municipal do meio ambiente, com o acompanhamento de biólogos, técnicos capacitados. A tilápia produz muitos alevinos, isto é normal. í‰ provável que estes peixes não vão crescer muito, exatamente pela grande quantidade (de indiví­duos na Lagoa)", explicou um dos agentes da PATRAM .

O biólogo Roger Maciel, via facebook, ainda complementou a explicação: "Alguns morrerão, outros serão comidos (as garças e tartarugas estavam se banqueteando já) é um processo natural. Mas na primeira chuva que der é provável que eles se dispersem, se afastem. Como a água que deságua na Lagoa é mais pura e quente que a habitual, eles acabam se aglomerando assim", finalizou.

Mas o empresário torrense Fabrí­cio De Lucca – uma das pessoas que, de forma sensibilizada, estava tentando retirar (com baldes) alguns dos peixes amontoados no local (para evitar que estes morressem) – fez uma crí­tica as autoridades ambientais – que lhe impediram de realizar a retirada dos peixes. "Estava tentando ajudar de alguma forma, tentar salvar alguns deles, e somos nós que estamos cometendo crime ambiental? Não entendo, falta definir prioridades. Será que não são as pessoas que despejam esgoto na lagoa, o municí­pio que não toma as providencias para mantê-la limpa, que deveriam ser fiscalizadas? Quem polui e mata (a biodiversidade) não é crime?", questionou De Lucca.

 


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