Mobilização. Foi o que a base do governo conseguiu para dar publicidade aos discursos de apoio públicos favoráveis í compra do prédio do ex-hotel Beira mar. E política é mobilização. Pesquisas informais feitas em redes sociais e na Rádio Maristela acusaram resultado contrário. Mas na prática, no presencial, o resultado foi amplamente favorável í demanda colocada como urgente pelo governo Nílvia.
A grande maioria é a favor. Foi o que acusou a medição feita pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Torres. Conforme a nota emitida pela imprensa na última quinta-feira, cerca de 80% do público que opinou na 2 ª Audiência Pública convocada pela Câmara de Vereadores para ouvir a população sobre o projeto enviado ao Legislativo foi favorável í aquisição do prédio por R$ 6 milhíµes. A Audiência aconteceu na fria noite de quarta-feira (24), no Centro Municipal de Cultura, com casa lotada
Durante aproximadamente três horas, 32 pessoas, previamente inscritas, das 180 participantes, tiveram a oportunidade de expor sua opinião sobre a pauta. Destas, 28 apresentaram inúmeras razíµes a favor da aquisição do prédio; apenas quatro pessoas manifestaram-se contra.
Mais uma vez, todos os especialistas consultados pela Prefeitura apresentaram argumentos a favor da compra. Buscamos o CREA, o setor imobiliário, empreiteiros, economistas, para avaliar o prédio e darem seus pareceres. Todos aprovaram a compra, informou Nílvia, em sua explanação de abertura da audiência. A prefeita também repetiu que sempre ocorreu transparência no processo. Queremos dar solução aos inúmeros problemas do nosso municipio. í€s vezes poderemos tomar decisíµes antipáticas, mas não vamos deixar de encarar e resolver os problemas da cidade, de forma aberta e transparente, comentou.
Maioria dos depoimentos foi de servidor público
A maioria das pessoas que pediram a palavra para apoiar a compra era servidor público, estável e concursado. Nesta caso não se sabe se a mobilização foi do sindicato da categoria, que foi totalmente a favor na audiência anterior, ou se houve certa mobilização do executivo para encorajar que mais pessoas apoiassem o processo de aquisição publicamente.
Câmara deve decidir de direito ainda nesta semana
Uma sessão extraordinária ainda nesta semana (há boatos que seria ainda na segunda-feira, mas a Câmara não conformou), será chamada pela Mesa Diretora e pela Comissão Especial que coordenou as audiências públicas. A votação deve ser apertada, já que o governo Nílvia já tratou de convidar o PTB para compor sua base, partido que apoiou Pardal nas eleiçíµes de outubro passado. E existe uma tendência de que o PC do B esteja, também, sendo convidado a compor a base, o que deixaria somente o PMDB fora dos partidos que formam o apoio legislativo ao governo Nílvia e Brocca.
Dois votos do PP (Gisa e Fábio) podem votar contra o governo. O que explica os votos conquistados na base de troca política feitas com PTB e PC do B.
De fato, o processo formal mostrou que a cidade é a favor da compra, mesmo que as audiências tenham sido fruto de muita mobilização por parte do governo Nílvia e do sindicato dos servidores públicos, o SIMTO. Mas de direito, na prática, a compra irá ser decidida pelos vereadores.
Desempate í vista
Existe uma grande chance de o presidente da casa legislativa, vereador Machado (PT), ter de votar para desempatar, já que não é obrigado a exercer o voto, por ser presidente.


