Morre o carnaval, mas Torres ainda vive

19 de fevereiro de 2010

 

Familia Rojas aproveita a tranquilidade de

 Torres pós-carnaval

   

Por Guile Rocha

 

   

Na cabeça de muitos brasileiros que lotam as praias no verão, o ano só começa a ser literalmente funcional após o carnaval. í‰ como se houvesse alguma mí­stica em relação í  data, como se, passado o feriadão mágico de folia extrema, onde se extravasam todas as tentaçíµes, a quarta-feira de Cinzas representasse í  hora de voltar para o mundo real, norteado pelo trabalho e pela privação dos prazeres. Mas, afinal, quem é que protocolou com tanta veemência que o verão termina com o fim do carnaval? Afinal, o mar continua azul, a água de coco continua gelada e a estrutura de Torres preparada para receber novos turistas.  

     

Imobiliárias otimistas

   

 

Nas imobiliárias, a procura por alugueis deixou os corretores satisfeitos durante o carnaval, e mesmo depois de já findado o feriado prolongado o movimento continua acelerado. Segundo Adriano Rodrigues, corretor da Casa de Negócios, as expectativas são de que em 2010 os aluguéis pós-carnaval sejam até 50% maiores que no ano passado. Ainda é cedo para afirmar, mas esperamos que a temporada continue positiva. Visitantes vindos principalmente de Caxias do Sul e Porto Alegre aproveitam os preços mais baixos dos alugueis para curtir o fim do veraneio em Torres. Além disso, contribui o fato de que o clima no final de fevereiro e iní­cio de março   costuma ser bastante agradável. Já para o sócio-proprietário da Espindola Imóveis, Juarez Espí­ndola, após um janeiro fraco no quesito aluguéis (ocasionado principalmente pela pouca presença de argentinos, abalados por sua moeda demasiadamente fraca), fevereiro tem sido um mês de grandes resultados para o mercado imobiliário. Tivemos o melhor carnaval dos últimos tempos, e engana-se quem pensa que acabou a temporada. Cada pessoa programa suas férias de acordo com seus recursos e suas expectativas, não apenas em decorrência de um feriadão. Esperamos um bom movimento até o dia 10 de março, voltado para um público que espera uma praia mais vazia e preços convidativos.   Há inclusive uma boa presença de uruguaios, paraguaios e argentinos aproveitando os aluguéis mais baixos.

 

 

 

Antí´nio Carlos, do Farol Hotel:

 argentinos fizeram falta

A rede hoteleira, por sua vez, adota um discurso um pouco mais cauteloso em relação ao fluxo nos próximos dias. Clarissa Raupp, sócia-proprietária do Hotel Furninha, indica que o Carnaval deste ano teve um movimento bastante parecido com o de 2009, com aproximadamente 90% de ocupação no hotel, sendo a maioria dos visitantes vindos do próprio Rio Grande do Sul. Agora para final de fevereiro e iní­cio de março, esperamos que haja uma diminuí­da natural no movimento, com a taxa de ocupação ficando em torno de 50%. Nesta época muda-se o perfil do turista, que passa a ser formado por pessoas da terceira idade ou   sem filhos em idade escolar.   Enquanto isso, o sócio-proprietário do Farol Hotel, Antí´nio Carlos Pozzi, analisa que neste ano, ainda que a cidade estivesse cheia, o turista esteve mais econí´mico em relação aos gastos. Também sentiu-se uma demanda menor de argentinos, embora os preços dos hotéis ainda saiam em conta para eles. Acredito que o movimento irá continuar bom até o final de fevereiro, voltado para um pessoal que busca mais tranquilidade e conforto fora do carnaval.

 

   

Tranquilidade e preços atrativos

   

Mas os hermanos parecem que realmente vieram aproveitar os baixos preços do pós-carnaval. Pelo menos é o que deduz Mariano Valdino, natural de Córdoba e que chegou com a famí­lia em Torres na quarta-feira de cinzas, se hospedando no Hotel Furninha em contra fluxo a maioria dos outros turistas. Fizemos a reserva no hotel com antecedência num perí­odo em que os preços baixaram significativamente. Alguns amigos também fecharam excursíµes e vieram de í´nibus. Assim podemos curtir mais uma viagem mais econí´mica sem deixar de desfrutar os prazeres da praia. Além da presença dos hermanos mais cautelosos, há também aqueles que, como o pelotense Paulo Ricardo Rojas e sua famí­lia, fogem do agito do carnaval escolhendo uma data mais calma para as férias. No perí­odo pós-carnaval podemos curtir a praia sem tanto movimento, mais tranquila, evitando o stress natural do feriadão tanto na cidade como nas estradas. Além disso, também consegue-se alugar um imóvel mais bem localizado e com um valor mais acessí­vel, tornando as condiçíµes ainda mais atrativas, conclui Paulo Ricardo.

 


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