Museu na Guarita? Um sonho a caminho

16 de maio de 2016


Estrutura que receberia o museu (antigo restaurante já reformado)  

Por Maiara Raupp  
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O Instituto Oceano Vivo (OCV), uma organização não-governamental, recebeu por meio da Prefeitura Municipal de Torres a cessão por um perí­odo inicial de três (03) anos, do espaço junto ao Parque da Guarita (antigo restaurante destruí­do pelo furacão Catarina em 2004 e hoje restaurado, porém ocioso) para instalar um Centro de Integração Ambiental. A iniciativa tem como objetivo receber visitantes durante todo o ano, realizar cursos, palestras e oficinas, recebendo exposiçíµes, artistas e abrigando eventos de entidades da sociedade civil em diferentes atividades ligadas ao meio ambiente, cultura e esportes, valorizando a biodiversidade í­mpar da região. Além disso, tornar o litoral norte do Rio Grande do Sul como o principal destino ecoturí­stico para observação de baleias, golfinhos, lobos e leíµes-marinhos no Brasil.
O projeto inovador e importante para Torres está prestes a se concretizar. De acordo com o presidente do Instituto Oceano Vivo, Thiago Nóbrega Lisbí´a, já foram definidos os objetivos do espaço e feito um projeto visando buscar apoiadores para iniciar as atividades e viabilizar o espaço. O que ocorre é que o Parque da Guarita é estadual e está cedido ao municí­pio. No momento em que acertamos um plano inicial de trabalho e encaminhamos ao estado, os termos e plano de uso foram questionados. Recebemos representantes do estado aqui e agora iniciou-se uma agenda burocrática que depende do estado, o que acaba limitando os usos previstos neste momento. De qualquer forma estamos trabalhando em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a ESPM, para vencer as questíµes burocráticas do estado e agilizar essa concretização, explicou Thiago.  

 

Surgimento do Instituto Oceano Vivo  

O Instituto Oceano Vivo desenvolve em parceria com o Instituto Augusto Carneiro o Projeto Baleias do Rio Grande do Sul (PBRS), que desde 2012 monitora a temporada de baleias no litoral norte gaúcho, realiza atividades de educação ambiental e promove o turismo no âmbito da observação de mamí­feros marinhos. Tendo em vista nossas atividades e os resultados alcançados, fomos procurados pela Fundação Grupo Boticário de Proteção í  Natureza e, a partir desta temporada, contamos com o apoio deles para adquirir equipamentos e remunerar uma equipe de estagiários, disse Thiago, acrescentando ainda que, em virtude do apoio da Fundação e do acordo "Rota Internacional das Baleias" assinado em 2014 pela Prefeitura de Torres – proposto pelo próprio Instituto e pela Organização para a Conservação de Cetáceos do Uruguai “ surgiu a possibilidade de instalar no municí­pio PBRS. Propomos a iniciativa í  Prefeitura e ela prontamente aceitou, com a condição de desenvolvermos esse trabalho no museu da Guarita, além de criar um centro de visitação, de educação ambiental, com uma agenda para entidades do municí­pio, contou Thiago.
Mesmo ainda não tendo o espaço disponí­vel concretamente, o PBRS irá realizar suas atividades durante a temporada de baleias francas. Teremos monitores e levaremos as informaçíµes sobre a presença dos animais através de nossas mí­dias sociais e atividades de educação ambiental nas escolas do municí­pio. í‰ possí­vel utilizar o Centro para receber grupos fechados principalmente de escolas e também para a realização de eventos esporádicos nos moldes já realizados, aos quais pretendemos ajudar para que sejam mais constantes. Estamos trabalhando ainda para realizar a Abertura Oficial da Temporada de Observação de Baleias em junho, um evento que deverá ser bem bacana e trará grandes autoridades a Torres. Em breve divulgaremos a programação, informou Thiago.

   


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