NA Cí‚MARA DE TORRES, DEFESA DO FUNCIONALISMO NA QUESTíO DA INSALUBRIDADE

9 de maio de 2016



Por Fausto Júnior
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Na última sessão da Câmara de Vereadores de Torres, realizada na segunda-feira (2/5),    a questão da retirada do adicional de insalubridade do salário de vários servidores municipais torrenses, por conta de     decisão da prefeitura, acabou sendo pauta principal da oposição ao governo Ní­lvia na Casa Legislativa. Três vereadores   da oposição destacaram o assunto como principal nos pronunciamentos oficiais de tribuna na sessão ordinária: Gimi (PMDB), Gisa (PP) e Marcos (PMDB).

Gimi diz haver falta de senso polí­tico

O vereador Gibraltar Vidal, o Gimi (PMDB), em seu espaço de discurso, criticou de forma contundente a atitude da administração atual em retirar a insalubridade. Para o vereador houve dois erros 1) erro de avaliação; 2) erro de decisão polí­tica, já que a prefeita poderia manter o adicional – mesmo após diagnóstico do laudo, que indicava que o benefí­cio
  estaria sendo pago erradamente em alguns casos, o motivo da retirada da insalubridade (conforme a prefeitura).
Servidores perderam o direito de receber valores financeiros, que eram compensação por trabalhar em ambiente hostil – e isto é uma decisão muito séria, afirmou Gimi. Mesmo a avaliação (do laudo) afirmando que 80% dos casos não merecem receber insalubridade, devemos pensar bem, pois se tratam de pessoas que estão correndo riscos no   dia-a-dia, continuou o vereador.   Também acho que a prefeita poderia manter o pagamento, como forma de ajudar as pessoas que ganham salários baixos, na maioria. Isso, pra mim é gestão de relacionamento, pois neste caso a prefeitura estaria encantando seu servidores, ao manter um valor salarial mesmo após o diagnóstico contrário, o que poderia motivar os trabalhadores, disse Gimi.  

Gisa acusa Ní­lvia de estar de costas para sua própria categoria

A vereadora Gisa Webber (PP) atacou diretamente a pessoa da atual prefeita Ní­lvia Pereira. Para a pepista, a gestora do municí­pio trocou de opinião claramente após tornar-se prefeita. Preocupa-me ver
  que a prefeita Ní­lvia -que vem do segmento dos servidores, onde sempre defendeu a categoria – agora retira os direitos que defendeu no passado", afirmou Gisa. E me preocupa o laudo que deu respaldo í  decisão da retirada da insalubridade. O SIMTO (Sindicato dos Servidores Municipais)  não reconhece o laudo e, inclusive, desqualificou   a empresa que realizou a avaliação, disse a vereadora. Estamos vendo uma ex- militante do sindicato virando de costas para sua própria categoria, desabafou Gisa Webber.

Marcos diz que empresa que fez laudo não era qualificada
O vereador Marcos Klassen (PMDB) também colocou o assunto entre os temas de sua manifestação de tribuna na sessão da Câmara passada, na segunda-feira (2/5).A prefeita que era militante dos direitos dos servidores, agora retira o que já era conquista, afirma Marcos. Tal atitude prejudicou a todos os servidores, inclusive os que realmente mereciam receber, disse.
Para Marcos, a empresa que ganhou a licitação não tinha nem engenheiro apto a dar o parecer. "O ramo da Empresa era outro:   vender EPI (Equipamento de Proteção Individual), fazer assessoria de segurança e de   saúde do trabalho, pontuou o vereador. Será que esta atitude vai resolver o problema financeiro da prefeitura? Acho que não, encerrou Marcos.

 

 

 

 

 

 

 


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