O AMBIENTE NíO PODE SER DEIXADO EM SEGUNDO PLANO: AS PESSOAS VÊM PARA TORRES EM BUSCA DISTO”

19 de abril de 2016

 

Técnicos e representantes da prefeitura explanaram plano para boa audiência na quinta (07)

 

Painel realizado pelo Conselho do Meio Ambiente de Torres tranquiliza ambientalistas sobre Plano Diretor Urbano, embora o projeto não seja progressivo nesta área.
 

Por Fausto Júnior
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Numa iniciativa do Conselho do Meio Ambiente de Torres, foi realizado na semana passada (quinta-feira, 07/04) um painel, aberto ao público, onde novamente foi apresentada a proposta elaborada pela prefeitura de Torres para a modificação do Plano Diretor da cidade. A proposta levava a crer que
 os técnicos que elaboraram o projeto colocassem o mesmo com um olhar mais ambiental, mas a apresentação foi completa e abordou vários aspectos: ambientais, urbaní­sticos, econí´micos e sociais.
O Projeto de Lei com a proposta elaborada pela prefeitura torrense – para efetivamente ser validado como regra de desenvolvimento municipal – deve, ainda, ser votado pela Câmara de Vereadores de Torres. Uma previsão de quando isso irá acontecer? Aí­ continuamos em área nebulosa.  

Diagnóstico minucioso Cuidados ambientais
Comandada pelo arquiteto da prefeitura de Torres Marcelo Koch, a apresentação foi quase acadêmica.  Houve a colocação para os presentes de diagnósticos elaborados pelos técnicos para que chegassem í s conclusíµes projetadas no plano urbano. Koch fez questão de demostrar o grande detalhamento que o trabalho levou em conta (para gerar mais segurança no horizonte projetado para as mudanças propostas).
Para isto, o grupo de trabalho formado pela geóloga Elisabeth da Rocha, o Engenheiro Agrí´nomo Gerson Nardi, o Biólogo Rivaldo da Silva e os arquiteto especializados em urbanismo Leonardo Garateguy e Efreu Quintana, apresentou, cada um, os fundamentos e a metodologia de suas participaçíµes no grupo de trabalho liderado por Marcelo Kock para a elaboração do Plano Diretor Urbano.
O Meio Ambiente não pode ser deixado em segundo plano no Plano Diretor Urbano em cidades como Torres, afirmou o arquiteto servidor da prefeitura de Torres Marcelo Koch, resumindo o espí­rito da proposta de mudança (adaptação) do plano de desenvolvimento de Torres, elaborado pelo grupo que coordena. Ele falou isto após mostrar para os presentes os cuidados especiais que a municipalidade local levou em conta, principalmente no quesito de preservação das belezas naturais da cidade, como as Torres (Morros), o Parque Itapeva, o rio Mampituba, dentre outros aspectos naturais presentes no diferencial competitivo turí­stico da cidade. As pessoas vêm aqui para ver e consumir estas belezas, explicou Koch.

Planejadas vias margeando o parque ITAPEVA e o Mampituba
A valorização do Meio Ambiente de Torres prevista no projeto de modificação do Plano Diretor Urbano, não tem teor muito afirmativo (forte conceitos), mas possui claro cuidado para preservar a visão dos morros, do rio Mampituba, do Parque Itapeva – além de protege a beira do mar do risco de formar sombras excessivas. índices construtivos com alturas baixas na região de orla e no entorno dos morros do Farol e das Furnas mantêm a possibilidade de visão dos morros em vários pontos da cidade. Uma via bordeando o Parque Itapeva busca mais valorização da reserva estadual, colocada no meio da área urbana de orla da cidade, assim como prevê mais possibilidade de controle de invasão da área. Outra via está prevista para ser construí­da (com o tempo) na beira do Rio Mampituba, entre a ponte de concreto e o bairro Igra Norte. A apresentação deixou clara a necessidade de muitas desapropriaçíµes para a viabilidade da rua, mas o projeto mantém esta meta como forma de embelezar a estrutura urbana local e preservar a beira de rio de ser ocupada por moradias e equipamentos comerciais, retirando o acesso de transeuntes ao manancial d™água.
Outra área especial para preservação está prevista na ligação entre o Parque de Itapeva e a APA da Lagoa Itapeva – espaço verde que visa dar possibilidade dos animais se alimentarem na bordo da lagoa. Haveria ainda – conforme as metas do plano – uma área urbanizada mas com espaço de trânsito a animais,  área que ligaria o PEVA ao Rio Mampituba, na altura do Parque do Balonismo. Cabe lembrar que estas três propostas de vias ecológicas e turí­sticas já haviam sido planejadas (de forma semelhante) na apresentação do Plano Diretor estudado no governo anterior, feito, á época (ano de 2010) por um grupo de professor da UFRGS.

Construção Civil Conservadora
Nos í­ndices construtivos (área passí­vel de ser utilizada para construção em um terreno) previstos na proposta de modificação do Plano Diretor Urbano de Torres (que deve ser aprovado pela Câmara antes de virar lei), não houve postura de agressividade para nenhum lado – nem dos desenvolvimentistas urbanos pelo aumento , nem dos defensores ambientais por redução. O arquiteto Marcelo Koch explicou que a visão do grupo trabalhou com a premissa que os planos urbanos devem levar em conta a importância da atividade da Construção Civil no urbanismo local – portanto, tendo que manter a possibilidade do crescimento de construção de edificaçíµes verticais, mesmo que em alguns casos as pessoas não gostem. Ninguém acha bom de uma hora para a outra ver um prédio sendo construí­do ao lado de sua casa, mas isto faz parte da urbanização e deve ser bem considerado, para gerar equilí­brio populacional e econí´mico, afirmou Marcelo.
O grupo de trabalho apresentou propostas já mostrada anteriormente em audiências públicas nos anos de 2014 e 2015 –  que praticamente mantém os í­ndices construtivos atuais. Há uma pequena diminuição dos í­ndices por área na região de beira de praia, compensada por um aumento de í­ndices nas áreas mais centrais do centro urbano Torrense, que passam pelos bairros Stam, Getúlio Vargas e Igra Sul.    A ideia do Plano é fomentar que os bairros periféricos (Vila São João, entorno da Estrada do Mar e Praias do Sul) sejam mais aproximados do centro por conta do pequeno incentivo construtivo dado pelos técnicos na proposta, explicou Marcelo Koch.

 

CIDADíƒOS COM POSTURAS MAIS ENFíTICAS PELA PRESERVAí‡íƒO
Nas perguntas abertas na Conferência promovida pelo Conselho do Meio Ambiente de Torres, o público presente buscou naturalmente questíµes relacionadas a certa esperança de regras mais fortes de proteção ambiental e da natureza em geral. Foi questionada a altura excessiva de alguns prédios na parte alta da Prainha (rua José Picoral), e foi argumentado sobre propostas que mantenham certa cultura de preservação a natureza, entre outros. A resposta quase sempre foi a mesma: O ambiente está preservado, mas a construção civil faz parte da formação de emprego, renda e crescimento do turismo o da cidade, portanto não pode ser desprezada.  
Presente na audiência, o jornal A FOLHA fez a pergunta que não quer calar: o projeto vai a votação ainda neste ano de 2016? A resposta? Ninguém soube responder.

 

VEREADOR EXPLANA SOBRE PAINEL DO PLANO DIRETOR NA Cí‚MARA

 

Na sessão da Câmara de Torres da última segunda-feira (11), o vereador do PDT, Deomar Goulart, elogiou o painel para debater com a população o Plano Diretor de Torres – realizado na sexta-feira (8/4). Mas o vereador também alfinetou: "Foi perguntado quando o Plano Diretor chegará na Câmara. Marcelo Koch respondeu: ‘O mais rápido possí­vel’ – ou seja só Deus sabe", ironizou Dê. "Estamos com problemas. Poderí­amos estar salvando invasíµes e outras mazelas caso já tivesse sido votado o novo Plano Diretor. Mas é um plano de grande envergadura, que pra mim vai mudar a história da cidade.
O vereador – que foi presidente da Casa Legislativa torrense em 2014 e teve constante acesso com o documento de elaboração do Plano Diretor í  época, disse pensar que "pouca coisa esta Casa (a Câmara torrense) deverá ter de fazer. O Plano contempla projetos interessantes como uma avenida ao lado do Parque Itapeva, uma nova saí­da da cidade, seguindo por uma avenida Beira Mar", citou Dê Goulart, finalizando.

 

   


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