OPINIíO – ALAGAMENTOS

11 de março de 2013

 

O vereador Machado (PT) reclamou, com razão, do contí­nuo alagamento que sofre a escola estadual Quartieiro, no bairro Curtume, na esquina do bairro Vila Nova, no fundo do bairro Igra Sul. Só discordo do encaminhamento dado pelos técnicos do governo do Estado, sugerido para o vereador, em reunião entre o presidente da Câmara (Machado) e os servidores da secretaria de obras do Estado do RS.

Quem tem que resolver o problema do alagamento na escola (que é estadual) é, justamente, o GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.

A prefeitura de Torres se obriga a resolver ou pelo menos encaminhar a resolução de problemas de outros moradores da região, assolados pelos mesmos alagamentos. Mas, de forma alguma, a municipalidade tem o dever de resolver o problema da Escola Quartieiro, que foi causado pela própria construção do estabelecimento de ensino. Explico:

Aquela região sempre foi e ainda o é em algumas áreas de TIRIRICA, qual seja, de banhados tomados por plantas rasteiras, chamadas de Tiririca. Como pode um engenheiro do Estado do RS construir uma escola e projetar a mesma para que seja levantada praticamente no mesmo ní­vel da TIRIRICA do local? Errado, totalmente errado.

Existem problemas maiores ainda em residências de moradores que incorreram no mesmo erro: construir suas casas em área alagadiça sem realizar aterros nos terrenos que deixem a área a ser construí­da no mí­nimo meio metro acima do ní­vel da região alagadiça. Mas são pessoas geralmente pobres, onde muitas delas invadiram áreas ou compraram suas casas de algum invasor anterior… E não se pode exigir que estas pessoas humildes se dêem conta do erro.

Mas construir uma escola em área alagadiça no ní­vel do terreno alagadiço é erro grave. Como quem errou foi o ESTADO DO RS, quem deve remediar o erro é também o ESTADO DO RS. E a solução é trabalhar um sistema de escoamento de água dentro da escola. Sem esta obra essencial, não há escoamento de rua que irá evitar o alagamento.

 

Alagamentos. Nivelar por cima!

 

E é compreensí­vel que AUMENTE OS ALAGAMENTOS em áreas alagadiças… í‰ que pessoas ou empresas que constroem nestas regiíµes, natural e coerentemente, se obrigam a levantar os terrenos onde irão construir. O certo seria que TODOS assim o fizessem desde sempre, o que não ocorreu… E o resultado disto é aumento do alagamento nas áreas baixas, pois cada área isolada e construí­da, por estar acima do ní­vel, irá certamente escoar a água para baixo, uma questão de fí­sica elementar.

O erro foi de prefeituras antigas terem construí­do ruas sem aumentar a altura da via antes. Mantiveram o erro dos moradores, que construí­ram casas em região alagadiça no ní­vel do solo alagadiço. Mas, vamos e venhamos: o certo é que TODAS AS OBRAS NOVAS OU REFORMAS sejam feitas em um ní­vel acima das tiriricas, não acham? Pior seria NIVELAR POR BAIXO, e manter uma regra burra de construir tudo no ní­vel da Tiririca. Seria mais ou menos assim: já que estamos alagados, que os futuros moradores, as futuras ruas e os futuros empreendimentos imobiliários sejam feitos para alagar mesmo. Tipo: já que estamos no inferno, não custa convidar o demí´nio para morar com a gente…

Estão certos TODOS os MORADORES e EMPREENDEDORES que aumentam o ní­vel de seus terrenos antes de construir. Esteve certo o governo João Alberto ao aumentar o ní­vel da via antes de reformar as ruas naquele bairro. E é PREVISíVEL que, quanto mais casa é construí­da de forme CERTA, acima do ní­vel das Tiriricas; quanto mais ruas reformadas de forma CERTA, acima das Tiriricas, MAIS ALAGUE OS LOCAIS BAIXOS.

Deve ser da prefeitura a tarefa de criar um sistema de escoamento de água nas RUAS BAIXAS do bairro curtume (e outros vários).  Mas para os moradores das CASAS BAIXAS, pouco se tem a fazer. Talvez se a municipalidade AJUDAR os proprietários a construir uma espécie de proteção nas casas em ní­vel baixo, os problemas fiquem MENOS AGUDOS. Mas, que casas baixas, construí­das no ní­vel de terreno alagadiço, irão sempre se alagar, também é bastante PREVISíVEL.   Vamos nivelar por cima. Olho no lance.

 

Duplo ganho para os torrenses

 

A cidade de Torres demonstra sinal de maturidade administrativa e polí­tica com o recebimento pela nova prefeita Ní­lvia Pereira dos recursos mandados de Brasí­lia para a construção do acesso sul da cidade, recursos estes oriundos de projeto técnico completo (e exigente) encaminhado ainda pelo governo João Alberto.   Os torrenses usufruem do belo trabalho do ex-prefeito de conseguir trazer recursos extraordinários para a cidade e irão poder usufruir, também, que a nova administração construa o acesso conforme seus padríµes. Ou seja: mesmo não sendo eleito, o PMDB ainda é protagonista. E a prefeita Ní­lvia tem o bí´nus de surfar nos recursos, mas tem, também o í´nus de utilizar o dinheiro de forma eficaz, como prometeu na campanha que deu a ela 70% da preferência dos torrenses.

Tomara que outros recursos que também estão encaminhados como, por exemplo, a continuação do Calçadão da Praia Grande e o término do atual – colocando a Ciclovia que consta no projeto – tenham a mesma combinação: receber o trabalho do antecessor, sem rusgas polí­ticas, e aplicar em novo estilo… Isto é maturidade polí­tica e partidária. Parabéns aos torrenses.

 

Duplo ganho para os torrenses II

 

Os R$ 3 milhíµes recebidos por Ní­lvia da FUNASA (Fundação Nacional da Saúde) representam o final de uma novela que teve vários capí­tulos. O dinheiro veio por iniciativa do deputado federal Mendes Ribeiro Filho, oriundos de mais uma bela articulação polí­tica de nosso ex-prefeito João Alberto. Mas quando chegou í  hora de liberar, a FUNASA gaúcha não liberava… A FOLHA teve acesso a um e-mail onde o PT de Torres pedia para o superintendente da entidade aqui no estado (que é PT), que não deixasse o prefeito João Alberto surfar sozinho nos R$ 3 milhíµes. E não deixou, não surfou… pelo menos não surfou sozinho.  

O detalhe do projeto que emperrou a vinda do dinheiro foi a alegada não inclusão dos catadores de lixo no processo. Mas o antigo governo chegou a até ampliar a Coleta Seletiva da cidade, incluindo a mesma cooperativa de catadores que comemora (com razão) junto í  nova prefeita a vinda dos recursos, anunciado por Ní­lvia na quinta-feira (7).

Polí­tica é assim. Jogos de poder e prestí­gio ficam acima do interesse das cidades… Mas agora estamos surfando juntos nos R$ 3 milhíµes da FUNASA. E os catadores estão envolvidos até mais do que o projeto exigia. Parabéns ao ex-prefeito João Alberto e seu antecessor secretario de Meio Ambiente, que foram os gestores do processo (ou novela), parabéns ao atual ministro Mendes Ribeiro Filho e parabéns para a prefeita Ní­lvia e sua equipe, que tem mais R$ 3 milhíµes para surfar no progresso da cidade. O meio ambiente agradece.

 

Drogadição

 

Mais uma vez o diretor da ONG Amor exigente Fábio Farias esteve na tribuna da Câmara Municipal para apresentar o trabalho da Fazenda RENOVAR, que recupera dependentes quí­micos, aqui em Torres. Existem várias frentes de trabalho na cidade que buscam laborar neste sentido. São terrenos que são colocados í  disposição da construção de um novo espaço; são sugestíµes de melhorias no CAPs, dentre outras. Mas o que importa é o tratamento em si.

Aqui em Torres já existe a RENOVAR, lugar que merece apoio público para ampliar vagas e melhorar o tratamento, talvez implementando uma UD (Unidade de Desintoxicação), onde os pacientes passam uma semana ou dez dias acompanhados por médicos, para transporem a dependência fí­sica causada peça alta intoxicação, para depois passarem ao tratamento de combate í  dependência psicológica, mais longo, que dura, na RENOVAR, por exemplo, nove meses.

 E a prefeitura podia comprar, também, para apurar o trabalho contra a dependência quí­mica na cidade, algumas vagas em outros estabelecimentos deste tipo, espalhado pelas cidades gaúchas que já possuem referencia em resultados comprovada. Uma deles é a Clí­nica Pinel, em Porto Alegre. Nela funciona um grupo de AA e NA (Alcoólicos Aní´nimos e Narcóticos Aní´nimos), o que é de fundamental importância para a inserção do paciente í  sociedade, que terá de conviver pelo menos por 10 anos totalmente abstêmios. Seguir a freqí¼ência em AA ou NA após a saí­da também é de suma importância, conforme os especialistas nesta doença social.


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