OPINIíO – Camara de Torres debate ideologia da polí­tica

10 de setembro de 2010

Saiu na web!

   Em épocas de campanha polí­ticas recebe-se em jornais como em A FOLHA materiais de ataque e elogios de todos os lados, como uma metralhadora giratória. Abaixo uma delas praticamente comprovada por um decreto lei captado na web. Acho que quem sofre é o povo brasileiro com tudo isto, pois nenhum candidato atacou este tipo de desperdí­cio. Somente Marina Silva, mas sem citar o exemplo hilário.

Mas… vamos ao texto.

     

FUNAFUTI é a capital oficial de TUVALU, um grupo de nove atóis coralinos na Polinésia, Oceano Pací­fico, 4.000km ao nordeste da Austrália.   Seu ponto mais alto é 5 m acima do ní­vel do mar. Trata-se de uma monarquia constitucional que faz parte da Commonwealth, ou seja, S.M. Elizabeth II é a chefe de Estado, tem um Governador Geral, mas quem manda mesmo é o primeiro ministro escolhido pelo Parlamento composto de 15 membros.  

A população de Tuvalu (os tuvaluanos) atingiu em 2009 a espantosa cifra de 12.273 habitantes, um pouco menor que Restinga Seca/RS, quase todos descendentes de samoanos. Os  missionários ingleses acabaram com a religião local, e hoje 87% da população é protestante, 6% não tem religião,   e 0,6% são ateus. Já é um começo… A economia de Tuvalu (PIB 14,8 milhíµes de dólares) é baseada na exportação de COPRA (fibra do coco seco) e PANDARA ou PANDANO (espécie de palmeira de folhas e frutos comestí­veis). Aquele paí­s vendeu seu domí­nio na Internet (TV) para uma empresa americana, por 50 milhíµes de dólares pagáveis em 12 anos, o que elevou em 50% seu PIB. Outra fonte de renda é a venda de sua bandeira para navios estrangeiros.

 Não existe estação de TV em Tuvalu (eles são felizes e não sabem). Há somente um jornal impresso que circula de 15 em 15 dias, cuja tiragem é de 500 exemplares. Mas por que estou falando de Tuvalu para vocês?

 í‰ que a diplomacia do nosso Grande Lí­der Lula criou uma embaixada em Tuvalu, mais especificamente na capital Funafuti, por meio do Decreto 7.197 de 02 de junho de 2010. Creio que o Itamarati está esperando a população de Tuvalu atingir a cifra de 20 mil para então alugar uma oca naquele paí­s e instalar definitivamente a embaixada. Vai ser mais um grande feito da nossa diplomacia, equiparável ao acordo nuclear com o Irã.  

Realmente é impressionante como um governo torra recursos do erário e mantêm-se bem avaliado pelo povo ignorante. A instalação dessa embaixada custará aos cofres públicos brasileiros a insignificância de R$ 12.000.000 (Doze milhíµes), e mais as despesas de manutenção.  

     

Abaixo o decreto lei que confirma o fato

 

   

Decreto n º 7.197, de 02 de junho de 2010

   

Dispíµe sobre a criação da Embaixada do Brasil em Funafuti, em Tuvalu, cumulativa com a Embaixada em Wellington.

   

O Presidente República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alí­nea a, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 43 do Anexo I ao Decreto no 5.979, de 6 de dezembro de 2006, decreta: obs.dji.grau.1: Art. 43, D-005.979-2006 – Estrutura Regimental e Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funçíµes Gratificadas do Ministério das Relaçíµes Exteriores.

Art. 1 º Fica criada a Embaixada do Brasil em Funafuti, em Tuvalu, cumulativa com a Embaixada em Wellington.

Art. 2 º O art. 1 º do Decreto n º 5.073, de 10 de maio de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 1 ºLXXXVI – Funafuti (Tuvalu), com a Embaixada em Wellington. (NR)

Art. 3 º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

 

Brasí­lia, 2 de junho de 2010; 189 º da Independência e 122 º da República.

LUIZ INíCIO LULA DA SILVA

 

Camara de Torres debate ideologia da polí­tica

                                            O tema baseado em  candidatos que ajudaram ou não a cidade de Torres com emendas parlamentares foi o assunto predominante nos pronunciamentos da Câmara Municipal na última sessão realizada na quarta-feira (8) (excepcionalmente após o feriado de 7 de setembro).   Os vereadores criticavam na tribuna os chamados candidatos Copa do Mudo (que aparecem na cidade somente em ano de copa, que casualmente sempre é ano de disputa eleitoral). Eles lembraram vários nomes de outro tipo de candidato: o que manda recursos para a cidade através de suas próprias emendas. Para os vereadores a população tinha de lembrar-se deles na hora da eleição, mas muitos acabam votando em candidatos Copas do Mundo mesmo…

 

Camara de Torres debate ideologia da polí­tica II

                                      Em um determinado momento, ataques ao governo Lula começaram a ser disparados. O vereador Tenora criticou que o Governo Federal tem dinheiro para emprestar ao FMI, mas que não tem dinheiro para a Saúde dos Brasileiros, que para ele continua um caus. Rogerinho sugeriu (disse que ia checar) que, inclusive, o governo Lula estaria entrando com colaboração financeira para reformar a Torre Eiffel, em Paris, criticando a mesma postura do governo federal. E assim foi … Alguns criticavam os acordos com Bolí­via e Venezuela e se foi o tiroteio…

   

Camara de Torres debate ideologia da polí­tica III

Em um determinado momento a vereadora Lú defendeu o PT dizendo que se não fossem as emendas federais a cidade de Torres nunca estaria recebendo os recursos que recebe, dizendo também que, para ela, nunca a cidade de Torres recebeu tantos recursos federais. Defendeu, portanto, a centralização dos recursos no Governo Federal.

 Aí­ o vereador Rogerinho aproveitou a deixa e disse que as idas dos vereadores torrenses í  Brasí­lia não são inócuas, também, portanto, como conforme ele sugerem jornais de massa do RS. Lembrou ele que, se não fosse a ida dos vereadores Gimi, Tenora e Brocca í  Brasí­lia, os recursos do deputado Afonso Hann (de sua emenda pessoal) não estariam sendo aprovados na Câmara de Vereadores para entrarem no orçamento da cidade, como aconteceu naquela mesma sessão, quando foram aprovadas as verbas para construir uma cobertura na Escola Alcino Pedro Rodrigues com recursos de emenda pessoal do deputado.

   

CONCLUSíƒO

   Os debates levaram a crer que EXISTE UMA EXAGERADA CENTRALIZAí‡íƒO DE RECURSOS EM BRASíLIA, mas que, já que a regra do jogo é esta, a busca dos recursos acaba creditando ao governo federal sua obrigação de encaminhar recursos para a cidade. A obrigação vira favor, é isto que os que apóiam a centralização dizem… Você decide, eleitor…            


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