OPINIíO – CASA DESARRUMADA…

15 de janeiro de 2014

 

í‰ verão, já estamos a 45 dias do final da temporada. E mais uma vez a cidade de Torres entra o veraneio com falhas básicas na recepção de nossos visitantes, que são a razão de ser de nossa maior atividade econí´mica: o turismo.

O calçadão da beira mar da Praia Grande apresenta 70% das lâmpadas das luminárias novas (do governo anterior, mas nossas) apagadas, causando uma escuridão de dar medo aos mais corajosos turistas, ao passarem junto í s dunas í  noite. A segunda parte da revitalização do calçadão, que vai dos molhes e ocupa mais ou menos 400 metros, além de estar í s escuras por conta das obras, está com as pilhas de piso esperando para serem colocados na calçada depositadas na borda da calçada em obras, fazendo com que muita gente tenha de ir para a via de rolamento de veí­culos para manter a caminhada.

A passarela dos Molhes (única em toda a orla de Torres) seria reformada numa parceria da prefeitura com a AST, mas parece que burocracias impediram que fosse feita a reforma para o veraneio. E os visitantes enfrentam madeiras soltas e podres, além de outras pendências da entrada da passarela, que deixam uma visão muito depreciadora do lugar onde a galera mais formadora de opinião de nossa praia freqí¼enta a beira de mar.

As instalaçíµes novas do Parque da Guarita, entregues pelo governo anterior no final do ano passado, ainda não serão ocupadas neste ano. Está previsto que lá seja implantado um museu de ciências naturais e marinhas de nosso ecossistema e um bar no estilo bistrí´. Mas os veranistas somarão mais um ano nos 10 que  já esperam, desde que o local foi assolado pelo furacão Catarina, lá em 2004. Coisas novas foram implementadas no parque, como banheiros modernos e novas lixeiras, dando continuidade a outras reformas feitas nos anos passados, sempre positivas; mas o parque mais um ano apresenta pendências.

Sabe-se que as obras públicas são burocráticas e andam geralmente muito mais lentas que outras obras, feitas pela iniciativa privada. Mas não podemos deixar passar esta falha pública da sociedade. O veraneio dura 60 dias. Neste perí­odo, os milhares de pessoas que fazem turismo ou frequentam suas casas de verão aqui na cidade captam a impressão do conceito e do respeito que o destino Torres oferece a eles. O ideal seria que olhássemos com mais carinho para a beira de praia, nossa sala de recepção dos visitantes. Pelos menos trocássemos as lâmpadas queimadas, pelo menos…

 

Competição como didática… na vida!

 

Foi polêmica a votação na Câmara do projeto de lei da prefeitura que a autorizou a realizar SORTEIOS como forma de incentivar o PAGAMENTO ANTECIPADO do IPTU. O que foi unânime foi a contrariedade geral “ inclusive da base do governo –   í  idéia dos autores do projeto da municipalidade de proibir alguns servidores públicos de participarem da promoção. Mas uma emenda aprovada por unanimidade retirou esta obrigação do PL.

O que mais importa no processo é o viés institucional que o poder público busca, buscou e quer buscar na relação entre os cofres da prefeitura e o pagador de imposto: o cidadão e o veranista. Do jeito que foi em governos anteriores e que parece ser a idéia deste governo, pagar atrasado acaba sendo um negócio que não é tão ruim assim. í‰ que no meio do ano, a prefeitura sistematicamente promove descontos e supressão de juros e multa para que os inadimplentes peguem suas contas, noutra promoção, esta falando com os que atrasam. E no iní­cio do ano, a mesma prefeitura dá descontos para os que pagam a vista. E não há nenhuma premiação progressiva, onde o bom pagador é premiado “ pagando a vista ou parcelado – e que esta pontualidade possa ser premiada em anos seguintes, numa espécie de escore do contribuinte, que vai dando descontos progressivos conforme o comportamento do pagador para com o credor: os cofres públicos.

Sou da opinião que a competição e a meritocracia são uma forma mágica de motivar seres humanos em todas suas inserçíµes sociais. Neste caso da contribuição, o cidadão acaba competindo com ele mesmo e com seus pares no sentido de obter mais descontos justamente porque foi exemplar no seu comportamento perante a lei. Em casos nas escolas, outro exemplo… Sempre que há certa competição entre os alunos referente a méritos, caso sejam premiados com notas e vantagens perante seus pares, também gera motivação, uma coisa que faz parte de nós, desde os espermatozóides, que perderam para nós a corrida para o óvulo, e em contrapartida todos nós vencemos esta batalha…

No lado profissional, a meritocracia também motiva que colegas compitam entre si em um embate justo, solidário ao todo, e reto. Faz com que os classificados na rabeira revejam seus comportamentos para melhorarem sua classificação;  e motiva os classificados no topo das competiçíµes que mantenham suas performances e sirvam de exemplo aos seus colegas.

Competição é didática no bonito jogo da vida.

 

Abrem secretarias e outras se fundem “ Melhor!

 

Particularmente achei exagero a abertura de duas novas secretarias em Torres. Embora os temas sejam relevantes “ Cultura & desportos e Indústria & Comércio “ a questão soou mais pra mim como inchaço na administração pública.

Mas agora recebi de pessoas confiáveis, de dentro da municipalidade,  a informação de que a secretaria de Tributação e a secretaria de finanças irão se fundir numa só. E parece que não se trata de uma coisa pontual, trata-se de uma atitude do governo Ní­lvia visando a austeridade com as contas públicas como meta; e um recado, onde o  governo quer dizer não ao desperdí­cio.

A fusão da secretaria de Planejamento com a de Obras seria outra idéia. Uma planeja as obras e as intervençíµes urbanas, outra executa. Não há necessidade de duas pastas para isto. Outra fusão que poderia ser pensada é a da pasta do Meio Ambiente com a pasta da Agricultura. Uma preserva, outra maneja com intuito de produzir riqueza. E preservar com manejo gerador de renda para a sociedade é o conceito de auto-sustentabilidade.

 

Revezamento?

 

 Dizem nos bastidores dos corredores da polí­tica, que o  empresário Carlos Souza “ o Carlos da Delta – assume mais uma vez a secretaria de Turismo de Torres. Ele foi o secretário até um pouco depois da realização do Festival de Balonismo no ano de 2013 e o segundo semestre abriu mão do cargo para atender demandas particulares.

Substituí­do pelo também empresário Ataualpa Lumertz com sua saí­da lá no ano passado, Carlos voltaria para a secretaria para suprir o mesmo problema enfrentado por Ataualpa: demandas profissionais e pessoais.

Ambos são lí­deres de cúpula do Partido Progressista de Torres. A agremiação – que tem o vice-prefeito Brocca eleito e diplomado junto com a prefeita Ní­lvia, não abre mão desta secretaria. Parece que o partido vai tratar a responsabilidade da pasta fazendo certo rodí­zio entre seus filiados.

A dificuldade desta forma de trabalhar está situada justamente na total falta de planejar um futuro até de curto prazo. Mas a prefeita, o PP e seus colaboradores devem saber muito bem o que estão fazendo.

Como sugestão eu diria que é mais seguro para a administração que Carlos se mantenha na cadeira, pelo menos por dois anos. Uma humilde dica.

 

ANíšNCIO DA REFORMA ADMINISTRATIVA TOTAL

 

 Na semana que vem a prefeitura deve divulgar a reforma administrativa completa e implementada durante os últimos dois meses na administração pública torrense. Teve muita mudança que já ocorreu que sequer foi comunicada oficialmente.

Nos bastidores sabe-se que falta, dentre outras novidades, a definição dos nomes do PDT que irão ser protagonistas da direção da nova secretaria de Indústria e Comercio e os nomes do PC do B que irão ser os atores que tocarão o futuro da também nova secretaria de Cultura e Desportos.

No PC do B houve alguns embates internos e entre o partido e a prefeita Ní­lvia para a escolha dos nomes. Parece que há inclusive certa vontade dos militantes e lí­deres da agremiação sediada aqui em Torres, de promoverem uma debandada para outro partido, principalmente pela postura do PC do B estadual, que mandou um emissário aqui para a cidade para comunicar de forma arbitrária que o secretário indicado seria um ex-vereador de Cidreira, ameaçando intervenção no diretório torrense caso a direção do partido por aqui não obedecesse í s ordens vindas da Capital.

Portanto, nesta semana o setor polí­tico da cidade terá novidades diversas. Novas secretarias, fusíµes de outras, nomes divulgados e apresentados í  sociedade (finalmente), e alguns embates apimentados podem surgir no horizonte.


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