OPINIíO – Ginásio da Lagoa

6 de agosto de 2010

 

 

 

 

 

 

Pai

   

Neste domingo se comemora o Dia dos Pais.   Não é por menos que é considerado muito pela sociedade, assim como o Dia das Mães. O que fica nisto tudo é que Pai é Pai, e Mãe é Mãe…  

Pai sempre foi, é, e sempre será,  a referência da famí­lia para assimilar como sobreviver neste mundo cheio de verdades e mentiras relativas. Pai é referência de caráter, enquanto a mãe é referencia de costumes morais.   Para a famí­lia, Pai é sobrevivência, Mãe é conforto; Pai é regra, Mãe é conselho; Pai é segurança fí­sica, Mãe é segurança emocional… Pai são valores profundos enquanto as Mães representam em geral legados de valores superficiais, embora fundamentais para a vida…  

Por mais que no mundo de hoje, saudavelmente, vejamos homens (Pais) lavando louça, cozinhando, lavando roupa e faxinando a casa; vejamos  também cada vez mais Mães trabalhando fora, muitas vezes ganhando a maioria do dinheiro do orçamento da famí­lia, decidindo coisas que parecem de homens como obras, oficinas para carros, etc.; Mãe sempre será aquela que cuidará institucionalmente dos valores e coisas sentimentais, superficiais e morais da prole, mesmo que não saiba disto ou não queira isto. Pai sempre será o que no fundo estará protegendo, estará provendo (mesmo sem ganhar), estará passando os valores éticos para serem levados adiante pelos filhos, enfim, estará dando aula de sobrevivência para os seus. Pai educa para o mundo…  

Por mais que os valores culturais estejam mudando, que as famí­lias, muitas delas, se encontrem separadas, morando em casas diferentes, para os filhos, Pai sempre será Pai; e Mãe sempre será Mãe…  

Portanto, parabéns aos felizes donos desta verdadeira entidade no mundo humano: a de ser Pai. E parabéns também í s Mães, pois nunca se é pai sem se ter uma Mãe noutro lado, seja lá onde ela estiver.

 

     

Aposentadoria de juiz condenado

   

O Conselho Nacional de Justiça aposentou um juiz que foi condenado em inquérito administrativo, com provas, de ter recebido propina por supostamente conceder benesses jurí­dicas oficiais a empresas de jogos de azar. Ele receberá R$ 25 mil mensais por sua aposentadoria. Pergunto, e se fosse em uma empresa privada? Qual seria o rumo deste cidadão brasileiro? Certamente demissão por justa causa, feita já na fase de indí­cios…      

Insisto em estampar que o mundo dos funcionários estáveis do Brasil é outro, como se fosse uma ilha da fantasia comparada com os direitos e deveres dos simples viventes privados. Este caso é emblemático. Um sujeito que possui cargo de Juiz, utiliza de sua função para, covardemente, (pois roubar assim é fácil) oferecer benesses praticamente em instâncias finais í  malfeitores. E após ser descoberto (primeiro deve ser descoberto…) ele ganha a folga, em casa, ganhando o teto máximo de salários públicos do Brasil. Sua esposa irá receber o mesmo caso o juiz seja casado e morra antes dela… Qual o exemplo que se dá a uma sociedade com esta postura?  

Existem muitos juí­zes, promotores, desembargadores e outros membros da cúpula do funcionalismo que devem estar sentido a mesma coisa que eu nestes momentos… Como um paí­s irá crescer sob o signo destes exemplos, vindos justamente daqueles que estão julgando e legislando para o povo, dizendo serem Igualitários?

 

 

     

Esqueceram de mim?

         

Cruzamento perigizí­ssimo

 

Há uns anos atrás, uma autoridade pública da cidade resolveu atropelar e transformar a avenida XV de Novembro, aqui em Torres, na parte entre o Banco do Brasil e a beira da Prainha, em uma via de acesso direto í  praia conseguida pelos turistas. Foi, então, que aconteceram várias coisas. Primeiro, o mandante mandou pavimentar melhor a rua, na parte da praça, perto do mar; segundo, ele transformou a via em Preferencial, pois seria uma rua de movimento de carros em direção ao mar; e terceiro, fez um teste de transformar a rua, entre a José Picoral e a Júlio de Castilhos,  em Mão Dupla, pois seria necessário para que os motoristas chegassem í  praia direto, seguindo do final da Avenida Barão do Rio Branco em direção ao mar, de forma reta e direta como o projeto idealizado.  

 A idéia geral acho que era boa, pois atualmente as pessoas de fora chegam em Torres, e, quando termina a avenida de entrada, não vêem o mar e não sabem muitas vezes como chegar nele. E o mar é o destino principal de veranistas de verão, ou não?   Mas não vingou a idéia do polí­tico que fez a transformação, e tudo voltou ao que era antes… menos um detalhe… A rua continuou sendo preferencial no cruzamento entre ela e a Rua José Picoral, uma rua que acho que foi a primeira a se considerar isto na história de Torres, e que sempre foi preferencial entre a Rua Joaquim Porto e a entrada da Praia Grande, onde ela termina e inicia a Avenida Beira Mar. E tem placas de PARE na rua, mas muitos motoristas (como eu) não entendem ou não enxergam as placas e passam direto, quando, por outro lado, com alguma razão, alguns espertos que notam a mudança também passam direto vindos da Prainha em direção í  Júlio de Castilhos. Deve com o tempo acontecer um acidente sério ali, pois, ou se muda para como era antes, ou se sinaliza melhor o aviso de PARE na José Picoral. Parece que um ilustre torrense já destruiu seu carro zerinho ali.    

Acho que uma rua que passam dois carros por hora não pode ser nunca preferencial í  outra que passa dois carros por minuto. Imagino que após a revolucionária mudança que foi abortada, a prefeitura esqueceu-se de trocar as placas… Vamos checar isto…  

 

       

Ginásio da Lagoa

   

Mais uma vez entrou em debate na Câmara Municipal a questão de o que fazer com o Ginásio da Lagoa, que está em petição de miséria há alguns anos e atualmente está interditado.   O vereador Brocca sugeriu que fosse feita uma praça no local, o que seria o caminho mais rápido e fácil. Mas é que existe outra pendência antiga na municipalidade de Torres, que é a construção de uma sede mais moderna para abrigar a administração publica do executivo da cidade. E talvez se possa fazer das duas tarefas uma só.  

Podemos utilizar a área para construir a nova prefeitura diminuindo os custos da empreitada, que terá que ser feita com recursos próprios da municipalidade, o que é ainda mais difí­cil nestes tempos bicudos para as fianças dos municí­pios do Brasil, por conta da excessiva centralização do dinheiro dos tributos em Brasí­lia.  

A prefeitura poderia, por exemplo, chamar uma licitação para escolher uma empresa que receba o terreno do Ginásio e, em troca, construir a nova sede da prefeitura e outras áreas para venda ou aluguéis. O empreendedor poderia, por exemplo, fazer uma obra com lojas embaixo do prédio e construir na parte de cima do mesmo a nova sede da municipalidade, construindo também um estacionamento na área para receber os visitantes da municipalidade e os funcionários locais.

 Poderia, ainda, trocar por área total construí­da para a prefeitura, que poderia ter ainda a sede da Câmara Municipal (que parece que tem gente que acha que ela já está pequena), e fazer um contrato de locação mais barato, por 10 anos, por exemplo, em troca da seção do terreno para o empreendedor. Basta planejar e lançar a licitação que acho que aparecem interessados.

Mas se fizermos somente uma praça local, a comunidade ganha mais uma praça, extremamente bem localizada, mas os cofres públicos terão que ser muito mais abertos para a construção da nova sede da administração, que também é uma pendência a ser resolvida em curto prazo.

 

   

Ligação entre o Igra Norte e o Centro

 

 

   O vereador Gimi sugeriu uma coisa que efetivamente é uma pendência grande na cidade e que pode ser resolvida com poucos recursos. Trata-se da ligação (por dentro) do bairro Igra Norte com o inicio do Centro da cidade, no Bairro Getúlio Vargas, próximo í  Câmara Municipal. í‰ que atualmente, para se sair ou entrar no bairro, de carro, a pé ou de bicicleta, é necessário pegar a Avenida Castelo Branco. E fica cada dia mais perigoso isto, principalmente para os ciclistas e pedestres de um bairro residencial calmo, onde a maioria das pessoas depende dos serviços do centro para sobreviverem com conforto. Sou a favor!  

 

 

Fechamento das travessias da Barão

   Já o vereador Betão da Cal também dá uma idéia que eu concordo e já comento há muito tempo por aí­. Ele sugeriu em seu espaço público na casa legislativa que a municipalidade feche as entradas centrais da Avenida Barão do Rio Branco nos cruzamentos perigosos (pra mim poderia ser quase todos) e que se use a rotatória ou outras modalidades para que os motoristas façam o retorno. Também apoio e acho que deveria ser feito ainda antes do veraneio, onde os locais ficam quase que intransitáveis pela confusão e se tornam altamente perigosos, principalmente para pedestres e ciclistas.          


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