Por: Fausto Araújo Santos Júnior
Pimenta? Só nos olhos dos outros?
Após o evento de Santa Maria, na Boate Kiss, todo mundo virou santo… mas virou santo na cumbuca alheia… í‰ que pessoas que geralmente são as primeiras em taxar empresários de capitalistas selvagens, de gulosos dinheiristas, dentre outras generalizaçíµes preconcebidas, como vem fazendo (com razão) perante os empresários de Santa Maria, da boate Kiss, quando olham para o próprio umbigo não querem que mexam em suas cumbucas, mesmo que estejam envolvidos nas mesmas irregularidades. Chega de hipocrisia, gente…
Os bombeiros são os responsáveis por regrar normas de prevenção í incêndios. E temos de apoiar e obedecer a suas demandas, doa a quem doer… Se existe um lugar onde pessoas em grande número se juntam para assistir um show ou de divertir perante apresentaçíµes diversas, temos que enquadrar os equipamentos “ todos – para que eles dêem condiçíµes básicas de fuga, em caso de incêndio, ou não?
Em minha opinião, os bombeiros devem ter olhares diferentes entre a prevenção de um teatro, uma boate, um salão de eventos, e a prevenção, por exemplo, de uma loja de rua, onde entram ao mesmo tempo no máximo duas ou três pessoas. Nos locais de ALTA CONCENTRAí‡íƒO, os cuidados devem ser MUITO MAIORES. E a sociedade dever ser TOTALMENTE OBEDIENTE.
Mesmo que shows sejam cancelados, que teatros sejam parcialmente fechados para reformas, a sociedade e TODOS envolvidos devem colaborar e exercitar suas capacidades de tolerância.
Proteger suas cumbucas e querer se meter na cumbuca alheia não é a melhor forma de darmos exemplos de cidadania. Nestes casos é melhor ficar quieto. Temos de REPEITAR as autoridades e os prazos para que estabelecimentos com alto fluxo e concentração de gente sejam adequados para eventuais sinistros. Os bombeiros estão fazendo sua parte, ao priorizar o prioritário. Mesmo que não tenhamos shows e festas, devemos colocar a segurança coletiva acima de tudo!
Plano Diretor Urgente!
A nova prefeitura está promovendo, em maio, a 1 ª Conferencia Municipal das cidades, edição Torres. O trabalho será profícuo e democrático no sentido de abrir para os entes ativos da sociedade a possibilidade de discussão de temas urbanos, tanto os físicos quanto os sociais.
Parece que o está formatado para ser uma espécie de Orçamento Participativo, onde o Governo Federal aciona os Estados e os municípios para que ele, ao final, defina PROCESSOS PADRONIZADOS DE FORMA CENTRALIZADA, para que nós, da cidade, tenhamos que engolir (o que eu não gosto).
Por isto mesmo é que milito fortemente para que não nos esqueçamos da nossa REVISíƒO DO PLANO DIRETOR URBANO. í‰ que o governo anterior ao de Nílvia, já INVESTIU BASTANTE no processo, com nosso dinheiro, dos torrenses e veranistas torrenses. Lembro que um professor da UFRGS comandou o Máster Plan, assim como PARTICIPOU ATIVAMENTE nas mais de QUINZE AUDIíŠNCIAS PíšBLICAS, realizadas em TODOS OS BAIRROS DA CIDADE, inclusive com DUAS AUDIíŠNCIAS TEMíTICAS, onde PROFISSIONAIS E EMPRESíRIOS foram convidados a participar. Estas audiências públicas formam GRAVADAS e foram feitas ATAS, onde confrontos de idéias foram registrados formalmente. Portanto, foi cumprida a abertura do processo í comunidade, com razoável, boa, quase ótima audiência dos torrenses e interessados.
Não dá para a comunidade deixar que COMECE TUDO DE NOVO. Trata-se de dinheiro posto fora. O debate já aconteceu, o afunilamento de temas já está exposto. Basta que a prefeitura encaminhe o processo para a Cí‚MARA DE VEREADORES e deixe que as modificaçíµes do nosso Plano Diretor sejam debatidas em fórum legal, onde os vereadores têm todo o direito de SUGERIR EMENDAS… Saudavelmente, entes da sociedade podem militar junto as BANCADAS na casa legislativa e pedir mudanças, o mais bonito do processo democrático.
Plano Diretor Urgente II
E a Câmara de Vereadores de Torres está sem vícios, sem rixas, SEM TRANQUEIRAS. í‰ que dos 13 novos edis, 8 são totalmente novos, com nenhuma vivência com jogos de poder; 3 já foram vereadores anteriormente, mas não tinham mandato na última legislatura, e somente 2 se reelegeram, sendo um da base do PT (situação) e um da base do PMDB (oposição).
Esta configuração é perfeita para que os vereadores sejam entes ATIVOS nas decisíµes sobre as mudanças do Plano Diretor. Trata-se da melhor forma de refazer uma lei que rege o sistema de crescimento urbano local e o sistema produtivo da cidade.
Se o processo receber um tom ideológico do governo Nílvia, principalmente no que diz respeito ás questíµes polêmicas, mostrando o que seu grupo deseja, é de alta salubridade que os vereadores tratem de trabalhar emendas, caso não concordem com algo ou caso sejam agentes de algum setor produtivo que milita algo diferenciado, o bonito do sistema verdadeiramente democrático, desde que funcione… E para funcionar e testar os vereadores, o Plano Diretor novo deveria, logo, ir para a Câmara.
Plano Diretor Urgente III
E sabe-se que o que está PEGANDO como sempre PEGOU nos debates do Plano Diretor Urbano de Torres é a questão da beira da praia, a chamada íREA 8, que na nova planta sugerida nas audiências trocaria de número. E dois temas são O í‚MAGO das discórdias. A ALTURA DOS PRí‰DIOS e a legalização na beira da praia das ATIVIDADES COMERCIAIS. Onde, após as audiências, estão inclusas, inclusive, as ATIVIDADES DO CALí‡ADíƒO E DA AREIA, incluindo os QUIOSQUES e as BARRACAS de serviços gastroní´micos.
Sabe-se, também, que existem interesses obscuros nas MILITí‚NCIAS. Muitos que não querem prédios altos na região, assim o fazem porque MORAM ou possuem imóveis em lugares mais recuados, que POSSUEM VISTA PARA O MAR e que as perderiam, com construçíµes mais altas na beira da praia.
Outros interesses são de EMPREENDEDORES. Alguns, querem que seus ESTOQUES de terrenos comprados no entorno da Avenida Silva Jardim – limite de construção de prédios altos pela lei vigente – se esgotem, com construçíµes de aptos que podem PROMETER VISTAS INDEVASSíVEIS, quando se sabe que dificilmente as construçíµes de edifícios, ao menos com 10 andares, será eterna na região: não resiste ao achatamento que a praia tem, entre o Rio Mampituba e o Parque Itapeva. Ou seja, o PLANO é postergar, para poder ENCHER BEM UMA íREA, para depois começar a ENCHER A OUTRA, o que no final ficará pior do que abrir tudo desde agora.
Eu, particularmente, sou a favor da LIBERAí‡íƒO DE ALTURA EM CONSTRUí‡í•ES NA PRAIA GRANDE. Desde que se exijam recuos agressivos, de frente, de fundos e laterais, além de estacionamentos para cada dois dormitórios dos aptos. Este processo gera muito menos agressividade ambiental, de vizinhança, e gera muito menos agressividade no escoamento de esgoto, pois apartamentos com este perfil são para poucas famílias por prédio, uma ou duas por andar.
Plano Diretor Urgente IV
E lembro que existem vários fatores estratégicos importantes no estudo do Plano Diretor feito pelos técnicos que são professores da UFRGS. A entrada sul da cidade – que parece que o ministério está liberando as verbas demandadas diretamente pelo ex-prefeito João Alberto “ se trata de UMA NECESSIDADE DA CIDADE e a Avenida Independência, inclusive, foi asfaltada no ano passado, pelo antigo governo, com este intuito: o de ligar a Estrada do Mar com o centro da cidade e a Praia da Cal em outra entrada.
No Plano apresentado nas quinze audiências públicas, consta também uma estrada entre o Parque Itapeva e o Rio Mampituba; um Calçadão costeando o Rio até o Parque do Balonismo e um mapa de ciclovias para a cidade. Colocar isto no lixo é colocar a modernidade e DINHEIRO no lixo. Vamos ao Plano?


