Dia do Livro
Na última semana se comemorou o Dia do Livro. Ciente que a leitura se trata, ainda, da melhor forma de um vivente ter uma boa educação e entrar no mundo de forma libertária, publico uma imagem do projeto da SAPT, que permite que os sócios ou amigos de sócios levem um livro lido em sua casa e troquem por outro que interesse í leitura. Uma idéia genial, que motiva para que as pessoas leiam e que não custa nada financeiramente.
Os interessados podem, também, simplesmente pegarem um livro para ler e devolverem depois, como em bibliotecas públicas. Quem quiser doar livros para o acervo do clube, eles serão bem vindos.
No café Doce Art tem uma proposta similar. Boa intenção também. Parabéns aos idealizadores e EXECUTORES desta insistente e importante conscientização da importância da leitura para a vida livre dos cidadãos.
Tem linguiça no arroz…
Participamos de uma licitação nesta semana. E perdemos… Foi em uma pequena cidade aqui dos arredores. Pasmem. Um jornal esteve aqui na redação sugerindo que mudássemos nossa proposta e dividíssemos com ele os valores da dita licitação. í‰ claro que não fizemos. Agradecemos, e não fizemos nada, mesmo após a ameaça do dono do jornal que afirmava que o pessoal, então, ia dar um jeito de ele (jornal que me visitou) ganhar o certame. E deu!
O pior que este jornalista abriu para nós que a maioria das cidades onde ele opera, dá um jeito para que ele ganhe, ou divida com outro, as licitaçíµes, í escolha do prefeito ou de militantes daquela administração.
Com a palavra o Ministério Público. A única prova que temos é a abertura do envelope do concorrente no lado oposto do lacre, feito por uma assinatura. Não sei se isto vai adiantar e não sei, também, se adiantaria algo na cultura deste triste contexto. Mas que tem lingí¼iça nos arrozes dos municípios vizinhos, ah, tem. E lingí¼iça podre.
Um prefeito pode (e deve escolher um ou vários jornais, se assim o quiser. Trata-se da saudável autonomia que o gestor deve de ter. Mas fazer uma licitação e mexer no certame acaba sendo a causa da categoria política estar sendo rechaçada pela sociedade. Faço um apelo í iniciativa privada para que invista mais em jornais, para que não fiquemos na obrigação de participar destas tristes realidades.
Oncologia & propaganda
Recebi uma ligação do dono da clinica de oncologia aqui de Torres, localizada no Hospital Navegantes. O dono reclamava de uma matéria veiculada na semana passada pelo nosso jornal, que afirmava que a atual secretária reclamava que era difícil acreditar que não há especialistas necessários, médicos credenciados para atender a Oncologia na cidade pelo sistema gratuito. O dono da clínica queria direito de resposta, o que dei prontamente, embora ele não tenha enviado a nota como disse que enviaria.
Ora. A secretária não disse nada de errado. Ela é secretária do SISTEMA DE SAíšDE PíšBLICO DA CIDADE. Sistema que efetivamente NíƒO TEM COMO MARCAR CONSULTAS, EXAMES, QUIMIOTERAPIAS, dentre outras necessárias açíµes para o tratamento do câncer, se for exigido PELOS PACIENTES que seja na CIDADE DE TORRES. Atualmente o serviço é conseguido somente na capital, com meses de espera em alguns casos. Ela e o jornal não têm obrigação de falar sempre em nome da iniciativa privada de saúde da cidade. Esta pode (e deve) fazer PROPAGANDA de seus serviços para COMUNICAR para os interessados, que EXISTEM e que PODEM atender as demandas dos pacientes, desde que paguem, é claro, como qualquer iniciativa privada.
O pior de tudo isto é que A FOLHA foi (e é) defensora de iniciativas individuais de empreendimentos de Saúde na cidade, mesmo quando estes não têm convênios com o sistema público. Já fizemos, inclusive, duas matérias divulgando a clínica de oncologia. Trata-se de modernidade para uma cidade oferecer produtos e serviços para seus cidadãos. E defendi pessoalmente a clínica de oncologia contra ataques de vereadores contra sua postura e a do Hospital, de abrir um empreendimento na cidade e não conveniar com o SUS.
Que critério é este?
O único jornal local que não recebeu publicidade da prefeitura divulgando o 25 º Festival de Balonismo foi A FOLHA. Até pasquim de bairro recebeu verba (que parece que são polpudas). Nós, neca de pitibiriba…
E o pior é que A FOLHA foi o primeiro e quase único jornal local que divulgou com antecedência o festival. Capa, matérias grandes, dentre outros foram feitas, sempre tentando MOTIVAR as pessoas da cidade para que participem para que a qualidade do Balonismo se mantenha e melhore ano a ano, como vem acontecendo.
Talvez tenha se feito uma pesquisa pelos técnicos da prefeitura de Torres, que chegaram í conclusão que todos os leitores de jornal da cidade são clientes do festival, menos os de A FOLHA. Ou, a mesma pesquisa tenha chegado í conclusão que todos os jornais são lidos na cidade, menos A FOLHA.
Pois a pesquisa está errada. Em cada 10 jornais vendidos nas bancas, seis são de A FOLHA, três são de outro titilo e o outro, que sobre dos dez, divide-se entre os outros seis títulos.
Erro técnico, sugiro uma avaliação. Não imagino que o governo atual queira segregar. O governo João Alberto não fez isto.
Davino responde com a mesma moeda!
O juiz da Vara do Trabalho de Torres, Dr. Scandolara, esteve na Câmara para comunicar oficialmente que a vara do trabalho vai mudar de endereço na cidade. Vai para próximo ao DETRAN, daqui a poucos dias. O juiz aproveitou para falar sobre a importância da justiça do Trabalho, reclamou que não recebeu prédio para a instalação da sede do tribunal local e aproveitou também para dar alguns conselhos aos vereadores. Dentre eles, pediu para que os titulares das cadeiras de vereança de Torres, fossem mais diretos, menos burocráticos… E recebeu troco
O vereador Davino (PT) em seu espaço na tribuna, logo a seguir, sugeriu de certa forma que o juiz cuidasse mais de seu trabalho e deixasse os vereadores trabalhar. Davino criticou a justiça do Trabalho de ser morosa e burocrática e disse que as demandas dos vereadores representam a vontade do povo.
Tem razão o vereador oposicionista. Talvez tenha razão também o juiz Scandolara. Mas cada um que cuide de seu terreiro, que tem muita burocracia, retrabalho e formalidades exageradas.


