Fausto Araújo Santos Jr.
Balonismo
Parece que a programação do Balonismo deste ano será bastante interessante e dinâmica. Com certeza, a grandeza do evento será mantida e engrandecida.
Parece-me que a cidade deve ter bem claro o perfil dos visitantes do Festival de Balonismo. Uma pesquisa estruturada poderia dar noção ao secretário Carlos Souza da quantidade e qualidade do público. Se possível, o instrumento poderia checar, inclusive, a importância dos shows (o que custa mais caro) para o público visitante. Talvez eles venham aqui somente pelos balíµes, o que poderia abrir espaço para um próximo festival com mais foco nos balcíµes e menos na programação noturna.
Transparência já!
Após quase todo o Brasil disponibilizar para a população a relação de nomes, salários e vantagens salariais de TODOS os servidores públicos de TODAS as esferas e de TODAS as instâncias, o Rio Grande do Sul agora deverá seguir o exemplo de outros estados. í‰ que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) intimou o TJ (Tribunal de Justiça) do RS, que militou contra a transparência aqui no estado, mesmo após a promulgação da lei, e obrigou a partir desta semana que o TJ local, do RS, siga lei. Os outros órgãos públicos devem também seguir o exemplo da justiça.
Provavelmente, a partir de maio, por exemplo, cidadãos torrenses poderão ver quando quiserem, quem e quanto ganham os funcionários da prefeitura de Torres, da Câmara de Torres, do MP da comarca de Torres e do Judiciário de Torres, ambos ainda ligados í militância do RS contra o DIREITO que seus cidadãos têm de saber quem é quem nos serviços públicos, pagos pelo cidadão. Digo de Torres porque é o local de MAIOR INTERESSE dos locais. Mas podem-se ver as listas de qualquer cidade, de qualquer recanto do Brasil. E é bom que se veja para comparar e ver as injustiças salariais, que são muitas, tanto para mais quanto para menos.
Justo. Muito justo. São os í´nus e os bí´nus de ser servidor estável. De um lado a SEGURANí‡A dada pelo estatuto do servidor, que proíbe principalmente a demissão sem causa forte, dentre outras vantagens corporativas. De outro, a OBRIGAí‡íƒO de dar explicaçíµes para seus chefes: os cidadãos.
Fundação para fazer gol!
A FUNDEST decidiu ficar aberta em Torres após quase fechar por falta de apoio público e privado aqui na cidade. Na reunião que decidiu a permanência da fundação que já tem quase 10 anos, um representante da prefeitura mostrou boa vontade em apoiar para que Torres continue tendo uma entidade de fomento ao desenvolvimento.
Em minha opinião, uma fundação deveria ser um elo entre interesses de dois lados, sempre dois. De um lado, sempre, a comunidade de Torres e a quase necessária participação da prefeitura municipal, já que sem apoio é difícil conquistar alguém para algum lugar. E do outro lado, uma empresa, uma entidade de classe, outra cidade, etc.
Parece-me que até então a FUNDEST insistiu em ser de certa forma, um departamento de projetos públicos autí´nomo. Ou seja, fazia projetos bem intencionados, mas faziam projetos que eram para ser feitos dentro do programa de desenvolvimento e político dos partidos no poder. Então, nunca havia dois lados de interesse. Sempre havia somente um: a prefeitura. A FUNDEST entravava como idealizadora. E acabava concorrendo com os anseios políticos e corporativos dos partidos no poder, além de ter somente em suas mãos a quantificação das idéias, sem estudo preliminar dos financistas da municipalidade, sem entrar em orçamentos.
Sugiro que a nova formatação da FUNDEST seja sempre para buscar um empreendedor para a cidade. O projeto é do empreendedor, o interesse do outro lado, da cidade. E a fundação busca mediar isto. Desta forma, muitos gols podem ser feitos, gol que até agora não saíram. E gol é UM EMPREENDEDOR empreender em Torres e conseguir com isto FOMENTAR o projeto econí´mico, político e social eleito para gerir os interesses coletivos da cidade.
Bela parceria
O CREA, IAB a ASENART estão unidas para prestar serviços í prefeitura de Torres. A idéia é envolver os profissionais locais em debates e elaboraçíµes técnicas de projetos urbanos na cidade, como Plano Diretor, Plano Urbano, etc.
Parece-me que a parceria é óbvia. Mas deve-se evitar competiçíµes de egos internos, dentro das entidades, e externos, entre as entidades. A liderança da prefeitura deve ser a fomentadora desta parceria no sentido de evitar que acabem sendo uma disputa por participação coletiva.
Temos muitos profissionais de primeira linha em Torres. Fomentar concursos de projetos, por exemplo, para preservação do Patrimí´nio Histórico Arquitetí´nico de Torres; para a elaboração de praças, para a elaboração do mobiliário urbano da cidade, são alguns dos vários temas que esta pré-parceria pode utilizar. E a necessidade dos envolvidos saberem que os projetos, no final, são da prefeitura, que deve ficar com os créditos (pois e ela o ente político), tem de ficar claro para os profissionais. Se não, a idéia já nasce torta. Parabéns!
Ficou bom para pedestres
A retirada da terra e da grama em excesso da Avenida Castelo Branco abriu visualmente a via e, afinal, retirou o ALTO risco que os pedestres corriam para atravessar a avenida. Sugiro que a idéia já militada por vereadores na legislatura passada, de obrigar que os lojistas da avenida construam suas calçadas, agora seja o próximo passo a ser dado no local: trata-se de obrigação. Já os alagamentos, me parece que somente com um projeto maior, pois os espaços que podem receber a água escoada na via são pequenos e, aí, só com tubulação de canos em toda a via, e o obrigatório processo de desentupimento dos mesmos, desentupimento que é necessário em TODA A CIDADE, pois a areia de praia que se espalha em toda a orla entope canos eternamente. Ficou bom!
Exemplo a ser seguido… no Brasil!
O encontro entre jornalistas que aconteceu no Guarita Park nesta semana passada pode não ter um efeito muito grande, mas que tem efeito, ah tem… São jornalistas de vários locais da America do Sul que vêm í Torres debater suas buscas de fomento ao turismo pela América e, sempre, levam imagem e impressíµes de Torres para, quando de volta í seus trabalhos, protagonizá-los, com chance muito grande de a cidade receber uma matéria sobre seu potencial turístico, matéria esta lida sei lá onde, mas muito longe daqui.
Este exemplo pode ser seguido pelo trade do Turismo de Torres para com jornalistas nacionais, do Brasil, o maior público que demanda destinos como Torres. Ter uma política de aproximação com jornalistas, pagando para eles hospedagem e alimentação, e fazendo uma espécie de roteiro para mostrar a cidade, têm efeito direto. Com certeza, muitos deles vão aproveitar a visita e colher dados para executar matérias em seus trabalhos em seus meios de comunicação. As belezas naturais e a infraestrutura hoteleira de Torres é matéria prima de primeira para o jornalismo de Turismo. Mas tem que insistir e trazer o pessoal. Fica a dica.


