OPINIíO – Um Estado submisso? Mas sem meritocracia!

28 de agosto de 2010

 

Vitória da organização

   

O PT deverá ganhar no primeiro turno de capote (quando possui o dobro do segundo colocado) na eleição para presidente. A campanha de Dilma tem cabeça, tronco e membros. Além de estar na carona da popularidade do presidente Lula, a proposta apresentada assume o plano de governo de Estado pesado, cheio de Estatais, mas prometendo planos paternalistas, o que o brasileiro gostou, parece, mesmo eu sendo frontalmente contra esta postura, mas o brasileiro gostou…  

Já a campanha de Serra não tem pé nem cabeça. Trabalha com um corpo que diz que fará tudo melhor, não critica nada do ideal de seu oponente, e não inclui nada forte nas mudanças. O resultado é que o eleitor fica no ar e sem compreender, pois faltam pé e cabeça no discurso do PSDB.  

Já a competente candidata Marina Silva com certeza tem simpatia de todos, mas falta discurso de discordância frontal, também. E o resultado é uma pí­fia participação no eleitorado, como se fosse o segundo time dos eleitores, caindo mais uma vez no estigma do PV em eleiçíµes; simpatia, mas como segunda opção…  

Parabéns aos coordenadores da campanha de Dilma. Fazem o que o marketing sugere: satisfazer o eleitor através da verdade, mesmo que não satisfaça outra parcela da população, normal em democracias.

 

     

Um Estado submisso? Mas sem meritocracia!

   

E parece que no RS os gaúchos também querem um Estado submisso ao governo Federal. í‰ o que promete Tarso Genro em sua campanha. Ele diz que o RS será um departamento do governo do Brasil em programas sociais e desenvolvimentistas. Promete que criará uma agência de desenvolvimento no RS como se isso fosse novidade, quando o governo Brito já criou a mesma agência em 1995, AD, que trouxe inclusive a DELL para o RS. E a agência ainda existe hoje, com o nome de Pólo, que está í  frente da Agenda 21, projeto altamente elogiado e elogiável, manqueteado inclusive pelo empresário gaúcho Jorge Johannpeter e utilizado pelo governo Yeda em muitas aproximaçíµes. E o Estado já possui outra agencia de desenvolvimento, a Caixa RS. Mas o candidato quer abrir outra, pois dinheiro público dará em árvore em seu governo e os gaúchos concordam.  

Já o candidato Fogaça começa a tentar reverter este quadro dizendo que não quer um Estado dependente como sugere seu principal opositor, mas não diz como criará vários projetos que envolveriam muito dinheiro. Ele já critica indiretamente o resultado do governo Yeda, o que deixa os peemedebistas que estavam aliados brabos, e pode ser um tiro no pé da candidatura.  

Já a candidata í  reeleição Yeda, parece que só subirá nas pesquisas caso prometa que NíƒO IRí IMPLEMENTAR A MERITOCRACIA NO ESTADO como dizem os outros candidatos. Incrivelmente, para se ganhar votos no RS, é necessário agradar o CPERGS, como eles querem, e o Estado continuará com notas abaixo até do Piauí­, como é hoje, mas não implantará a meritocracia, pois quem sabe que não merece está na cúpula do CPERGS e deverá perder sua mordomia… Meritocracia que   DEU CERTO EM TODOS OS LUGARES QUE FOI IMPLANTADA.  

Então, acho que os gaúchos também irão eleger o candidato do PT no primeiro turno. Teremos um Estado dos sonhos: com altos investimentos, com salários públicos altos e irredutí­veis como são hoje, com aumento dos salários dos professores, com dinheiro dando em árvore de pequenas propriedades rurais, mas principalmente SEM MERITOCRACIA. O que está em jogo na eleição gaúcha é a tal da MERITOCRACIA!

   

Rumo í  fila do pãozinho

   

E a eleição deste ano já começa a apresentar propostas radicais de Comunismo. Partidos nanicos e mal preparados estampam propostas de transformar o Estado Brasileiro e o Estado do RS em um Comunismo de fato, pois de Direito já somos muito próximos, com uma carga tributária de 40 % do que produzimos ou cinco meses de trabalho para o Partidão como é hoje a realidade jurí­dica do Brasil. Querem estatizar terras com mais de cinco hectares, transformar o sistema bancário TODO em estatal, etc.  

O que o brasileiro e o gaúcho não sabem é que as propostas de todos os partidos de ponta nas pesquisas hoje são muito próximas a isto. O ní­vel de intervenção do Estado atual já é um Comunismo tupiniquim. Para abrir uma microempresa necessitamos de seis meses e passarmos por muita burocracia, o que faz com que o brasileiro pobre prefira vender produto paraguaio como camelí´, sem nota fiscal e com direito í  shopping construí­do pelo poder público. Se estas propostas continuarem e crescerem como querem os brasileiros, mais empresas estatais sairão do papel, mais empregos estáveis com salários de marajá surgirão, e o empreendedor no Brasil ficará sem vez, a menos que invada uma terra, seja um agricultor familiar de uma hora para a outra, e que plante produtos que dê dinheiro em árvore como prometem os candidatos atuais, de todos os partidos, menos o PSDB (GAíšCHO) e o PV, embora este último não assuma isto de forma clara.    

Portanto, parece que o Brasil está caminhando rumo ao COMUNISMO. Aos poucos teremos o Estado como nosso Pai e nossa Mãe, que nos cobrará muito trabalho para continuarmos recebendo mesadas, somente mesadas… Mas para os lá de cima as mesadas são gordas, muuuuuuuuuuito gordas.

 

   

Onde estão os outros partidos em Torres?

   

A cidade está vestida de vermelho com estrelas. Isto mostra que o PT está, de longe, mais bem preparado e endinheirado. Será que os outros partidos não irão trabalhar por suas candidaturas em Torres? Hoje só tem o diretório do PSDB, com muito poucas atividades e militância. O PMDB, que sempre foi forte em Torres, ainda não mostrou a cara, e tudo indica que os recursos estão curtos… E existem fortes candidatos do partido da região, para Federal e para Estadual, além da tradicional militância que o PMDB sempre teve por aqui por Torres.  

     

Democracia

   

Aqui em Torres parece que começa a aquecer as posiçíµes para o pleito de prefeito que será realizado daqui a dois anos. Já existe a possibilidade do deputado federal Germano Bonow trocar o tí­tulo para cá e vir concorrer; o vereador Gimi deverá ser um candidato, dentro do PMDB ou fora; o atual vice-prefeito Pardal já quase se apresenta como candidato í  sucessão ao governo João Alberto; o atual secretário de Turismo José Ivan também poderá se apresentar como opção dentro do PMDB; no PP, o vereador Brocca sugere que será candidato a candidato dentro da sigla; o atual presidente da Câmara Rogerinho tem cacife para concorrer dentro do partido para de candidatar em Torres, embora possa optar por concorrer para prefeito em Dom Pedro da Alcântara; a ex-vereadora Ní­lvia pode tentar de novo pelo PT, mesmo se já estiver eleita para a Assembléia em Porto Alegre, vaga que disputa nesta eleição com chances; a própria vereadora professora Lú poderá colocar seu nome í  disposição do PT local, junto com a volta do Queixo, sempre possí­vel, e outros nomes do PT torrense.  

Existe ainda o nome de Eraclides Maggi, que poderá criar um projeto pessoal para concorrer; o nome de Rubens De Rose, que mesmo dizendo que não concorre mais pode ser convencido pelo partido a voltar a competir; a possibilidade do PSDB mais uma vez tentar colocar o nome de Cezar Cafrune para concorrer; além de outros vários nomes que podem surgir por aí­.  

A democracia é mágica e funciona. Aqui no jornal A FOLHA, por exemplo, existem colunistas que são frontalmente contra o governo João Alberto e não existe santo que os tire desta obsessão. Este colunista, ao contrário, admira o governo no mesmo jornal. Apóia porque entende que o caminho optado pelo atual prefeito é sério, mesmo que seja contra ideologias de muitos, normal na democracia. E além de sério, o governo atual entrega para os torrenses obras que há muitos anos não eram sequer sonhadas.

 í‰ a democracia e é o iní­cio dos bastidores para o pleito municipal de 2012, mesmo em plena campanha para o pleito deste ano.              

 


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