OS REFLEXOS DO PARCELAMENTO DE SALíRIOS ESTADUAIS EM TORRES

7 de agosto de 2015

Por Redação A FOLHA*

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No iní­cio desta semana, aqui em Torres, os reflexos do parcelamento de salários de metade dos servidores do Estado do RS anunciado pelo Governo Sartori foram sentidos, mas de forma mais polí­tica e de cidadã do que efetivamente com paralisaçíµes. Uma manifestação de servidores, principalmente da Educação, foi realizada na Praça XV de Novembro, na tarde de segunda-feira (3), onde professores e servidores protestaram contra a atitude do governo. Mas as paralisaçíµes não chegaram a prejudicar de forma sensí­vel o dia-a-dia da cidade. No mesmo dia, circulavam pelas redes sociais informaçíµes de que   a polí­cia não estaria trabalhando, mas os boatos foram rechaçados pela BM, "Reforçamos que o efetivo da Brigada Militar está nas ruas garantindo a segurança da população!", indicava comunicado da BM local.

Na polí­cia Civil, parte dos servidores da entidade publicou uma foto no Facebook apoiando a paralisação da categoria geral dos funcionários estaduais, mas a DP trabalhava em alerta. Em boa parte do Estado, a Polí­cia Civil não está prestando informaçíµes para a imprensa, conforme informou a rádio Gaúcha, na quarta-feira (5), como forma de manifestação para a sociedade.

As escolas funcionaram praticamente sem maior estorvo í  comunidade. Por orientação do CPERGS (Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul), os colégios estaduais estão funcionando numa espécie de "Operação Tartaruga": Os alunos têm perí­odos de 30 minutos, ao invés do perí­odo de 50 minutos. Isto faz com que diminua o tamanho do turno nas escolas, embora os professores se mantenham nas mesmas para não terem seus salários descontados. Mas as aulas estão acontecendo diariamente em todas as seis escolas públicas estaduais torrenses.

 

Reunião de entidades, bombeiros e BM avaliaram situação do policiamento ostensivo.

 

Na terça-feira (4), reuniram-se na sede do CDL de Torres entidades comerciais e da área jurí­dica, juntamente com uma cúpula da Polí­cia Militar e Bombeiros na cidade. A pauta desta reunião foi verificar o movimento de aquartelamento das autoridades – em protesto pelo parcelamento dos salários dos servidores – e sua repercussão no cotidiano da cidade. Participou o presidente do CDL, Juarez Matos, o presidente do Sindilojas, Nasser Samhan, o presidente da OAB/Torres, Ivam Brocca, representando as entidades comerciais e comunidade; e í  cúpula da segurança da cidade, representada por Jeferson França (ABERGS), Sgto. Edemir Cardoso (Corpo de Bombeiros), Sgto. Valdemir Bira (APMT), Sgto. Luciano (Brigada Militar) e o Capitão Fabio Hax Duro (Brigada Militar).

 O diagnóstico do movimento deu conta que não houve viaturas da BM paradas em Torres. Também foi repassado que a cidade de Torres goza de uma situação controlada quanto a sua rotina diária de segurança, seja para comércio ou particulares. O corpo de Bombeiros funcionou na segunda-feira (03) somente com expediente interno, mas, também sem abandonar disponibilidade para situaçíµes de emergência.    

Em conjunto, os presentes no encontro de avaliação do cenário pós – parcelamento de salários estaduais em Torres prestaram solidariedade aos servidores, dado o momento crí­tico destes í“rgãos, em especial pelo anúncio de parcelamento dos salários e um já antigo déficit de servidores em ambas as instituiçíµes. Por fim, foi acordado que tanto o CDL, Sindilojas e OAB/Torres, somarão forças e divulgarão para que a comunidade local saia í s ruas se necessários for, em prol da mobilização por polí­ticas favoráveis aos í“rgãos de Segurança.

 

 Presidente da OAB Torres manifesta apoio polí­tico aos servidores

 

O presidente da OAB Torres, Ivam Brocca, destacou em seu perfil no Facebook que considerou a reunião com os servidores militares proveitosa.   "O que se busca é uma manifestação forte, não só em relação í  questão da segurança pública, mas, também, de todos os demais servidores. Ao participarmos da reunião, colocamos o apoio da OAB, porquanto é a Ordem dos Advogados a guardiã  da defesa dos direitos individuais e coletivos da cidadania, afirmou Ivam.. Os servidores estaduais não estão reivindicando melhores salários, mas, tão somente, os seus salários, disse.

 

*com informaçíµes de CDL Torres      


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