Problemas com o sistema de videomonitoramento prejudica a segurança em Torres

9 de abril de 2016

 

Na foto, uma das Câmeras de vigilâncias, atualmente sem utilidade, no Parque da Guarita

 

Por Guile Rocha

______________

 

No final de 2012, moradores, turistas e veranistas de Torres passaram a contar com um instrumento de segurança importante a seu dispor na cidade: as câmeras de vigilância, espalhadas por pontos estratégicos do municí­pio. A instalação dos úteis equipamentos, que garantiam mais eficiência ao trabalho policial,   veio a partir de um convênio, firmado entre o Governo do Estado do RS (durante a gestão do governador Tarso Genro), Brigada Militar e AMLINORTE (Associação dos Municí­pios do Litoral Norte) – sendo que os municí­pios de todo Litoral Norte foram beneficiados.

O jornal A FOLHA tratou do assunto em matéria publicada em fevereiro de 2013 – quando visitamos a central de monitoramento coordenado pela Brigada Militar de Torres. Na época, nos foi informado que o monitoramento das câmeras de vigilância era feito 24h por dia: havia um policial para cada turno dedicado exclusivamente para averiguar as então 8 câmeras instaladas (e funcionando) no municí­pio. Além disso, outras nove câmeras estavam previstas para estarem funcionamento nos meses subsequentes…. mas não foi o que aconteceu.

 

Problema antigo

 

Em julho de 2013, conforme matéria veiculada no site da prefeitura de Torres, já não havia mais pleno funcionamento do sistema de vigilância por videomonitoramento. A prefeita Ní­lvia Pereira – então em seu primeiro ano de mandato – culpou a gestão anterior. Ela disse que o ex-prefeito João Alberto não havia formalizado o convênio para manutenção das câmeras, deixando ainda uma dí­vida de cerca de R$ 24 mil – onde a credora seria a AMLINORTE,gestora do consórcio público. "Diante da situação, a Prefeitura enviará um Projeto de Lei í  Câmara de Vereadores, (projeto)   que deverá autorizar a liberação de repasse destes recursos referentes a 2012, os quais não estavam previstos no orçamento, para quitação da dí­vida" informava a matéria (em julho de 2013).

Entretanto, em fevereiro de 2014, a prefeitura de Torres informava que o sistema de videomonitoramento seguia desprovido de um contrato de manutenção. Isso que acarreta baixo desempenho dos equipamentos, onde estes já apresentam falhas na captura de ví­deo e áudio, falhas na transmissão wireless, além dos equipamentos danificados, por vandalismos, fení´menos naturais e desgaste natural por tempo de utilização. O fato foi comunicado em reunião com a AMLINORTE, sendo que um levantamento da situação local em Torres seria realizado.

Em março de 2015, foi a vez do então presidente da Amlinorte (e prefeito de Palmares do Sul), Paulo Lang, reclamar junto ao governo do Estado. Lang relatou ao o secretário de Segurança do RS, Wantuir Jacini, que a manutenção do sistema de ví­deo monitoramento – que foi implantado em 2011 em todos os 23 municí­pios do Litoral Norte –   estava sendo realizado sem auxí­lio do Estado. Os recursos para manter o sistema eram próprios das prefeituras (quando estas podiam pagar). "E também não há por parte da BM um controle do equipamento. O resultado é que muitas das câmeras de videomonitoramento do litoral estão desativadas ou com o funcionamento comprometido", lamentava Lang. Os municí­pios do Litoral Norte ainda recebem grande parte da população do Estado na alta temporada, merecendo com isso um olhar diferenciado por parte do Estado, concluiu o então presidente da Amlinorte. Já o secretário Waltuir Jacini prometeu estudar o tema para saber se há responsabilidades do Estado do RS  no projeto de ví­deo monitoramento.

 

Pedido de informaçíµes na Câmara torrense  

 

E na segunda-feira (04/04) o assunto voltou í  tona na Câmara dos Vereadores de Torres. O edil Fábio da Rosa (PP) encaminhou para a Prefeitura Municipal um pedido de informaçíµes acerca das Câmeras de Segurança instaladas na cidade – perguntando quantas existiam, quantas estavam em funcionamento – indagando ainda sobre a empresa responsável pela instalação e sobre os custos da operação.

A FOLHA teve acesso ao documento de resposta da prefeitura – que indicava a existência de 13 câmeras de videomonitoramento instaladas na cidade. "De acordo com a Brigada Militar, a Central de monitoramento não está funcionando desde o ano passado, e a Brigada Militar já avisou o Consórcio Público do LN (vinculado a Amlinorte) para realizar o conserto, porém este não respondeu a solicitação", respondia a prefeita Ní­lvia Pereira no documento.

E na tribuna da Câmara, o vereador Fábio da Rosa demonstrou sua indignação com a falta de manutenção dos equipamentos. "Foram investidos quase R$ 12 milhíµes pela AMLINORTE para fazer a instalação dos equipamentos e agora estamos assim? Estas câmeras seriam um grande auxí­lio para nossa segurança, fica sem fundamento que (após todo investimento) não estejam funcionando. Vamos chamar o MP (Ministério Público) para buscar uma real solução se necessário", finalizou o vereador pepista.


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados