QUE CHATICE!

28 de agosto de 2010

                           

                  Chegar em casa í  noite e ligar a televisão no chamado horário nobre durante esse perí­odo eleitoral é dose maciça de chatice. O repeteco de promessas vãs e inúteis, que não serão cumpridas nem em dez por cento dos casos de candidatos eleitos é de uma inutilidade tão grande quanto chata, cansativa. Os candidatos dizem tanta bobagem boca afora sem um pingo de noção da realidade que eu fico me perguntando se eles nos julgam idiotas, burros, babacas para aceitar tranquilamente tanta churumela junta, tanta mentira, tanta ilusão, tanta besteira. Salva-se quem tem televisão por assinatura e pode fugir da obrigatoriedade imposta ao povo brasileiro de assistir ao programa eleitoral no melhor horário da noite, no curto perí­odo de descanso antes de jogar-se í  cama e dormir para estar de pé cedinho na manhã seguinte, fugir de ser forçado a ouvir um calhamaço de besteiras noite após noite, semana após semana. Deviam fazer como as igrejas evangélicas que apresentam seus programas também chatí­ssimos apenas de madrugada, porque nesse horário só assiste aos programas quem de fato, quer fazê-lo, quem tem fé acima de tudo.    

                      í€s vezes a bobagem dita é tão grande que me dá vontade de anotar para resumir em crí´nica as promessas feitas sem um pingo de fundamento, na melhor cara de pau. Até os três grandes candidatos í  Presidência dizem besteiras. Todos apelam para a história de suas origens, humildes, vindos do povo, da classe mais pobre do paí­s, construí­dos sozinhos a partir de seus esforços e blá, blá, blá. Quando a Marina repete pela centésima milésima vez que se alfabetizou apenas aos dezesseis anos, sinto náuseas. Junto com a aprendizagem da leitura poderia ter aprendido também um pouco mais de etiqueta, da importância de uma boa apresentação fí­sica, de ser mais bonita, porque a aparência fí­sica pode ser melhorada, provas vivas disso são o Lulinha e a Dilma, que mostram que uma boa cirurgia plástica, um bom tratamento e corte de cabelo, uma boa maquiagem e roupas, senão de alta costura, mas pelo menos de boas marcas, ajudam e muito. A Dilma deveria fazer um curso de impostação da voz, suavizar a aspereza e dureza do seu discurso, aí­ ficaria perfeita como candidata, a Frankstein do seu criador Lula.  

                        Mas quem só tem TV aberta, ou agí¼enta a chatice ou desliga o aparelho e vai dormir mais cedo. O que nos salva é sabermos que isso tem tempo contado, será por um curto perí­odo e depois teremos sossego. Como nossa memória é de fato muito curta, a gente sabe por antecipação que nem vai cobrar o cumprimento das promessas feitas nos palanques e nos horários eleitorais.  


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