Embora o orçamento de 2013 tenha sido realizado pelo governo João Alberto, que encerrou suas atividades em dezembro passado, é a gestão financeira e política do governo Nílvia que recolhe e gasta os recursos da municipalidade. E na última terça-feira (28), a nova administração torrense, liderada pelo governo Nílvia e Brocca, apresentou pela primeira vez os resultados quadrimestrais financeiros de gestão, obrigados a serem disponibilizados publicamente nas Câmaras em audiência pública, a cada quatro meses do ano.
A Audiência Pública coordenada pela Comissão de Orçamento e Controle da Câmara Municipal, presidida pelo vereador Carlos Monteiro, o Tubarão (PMDB), recebeu prestígio da maioria dos vereadores da casa. Da imprensa, somente o jornal A FOLHA se fez presente.
Os números do 1 º quadrimestre do ano de 2013 foram apresentados sob a coordenação da secretária de Finanças de Torres Fátima Cechin, mas com a participação do contador da prefeitura Sandro Fraga, que ficou í frente na demonstração dos slides e nas explicaçíµes.
Foi de em torno de R$ 16 milhíµes o resultado primário (sobras) da municipalidade no primeiro quadrimestre. A Receita Corrente do quadrimestre ficou em R$ 34 milhíµes, sendo que a receita tributária (impostos), de R$ 17 milhíµes, foi maior do que as transferências correntes (repasses do governo federal e estadual), que somaram R$ 13 milhíµes no quadrimestre. Este comportamento se deve ao alto volume de entrada do IPTU nos primeiros meses do ano, mas deve cair no decorrer do período, ficando a conta contábil novamente atrás das receitas de transferências, como tem sido historicamente.
As receitas de capital se mantiveram elevadas como já vinham sendo no ano de 2012. Foram R$ 3,4 milhíµes. Elas representam recursos para investimentos (obras e equipamentos) vindos principalmente do Governo Federal. A receita total do quadrimestre ficou em R$ 40.018.212,12, incluindo outras receitas de valores menores.
As despesas com pessoal ficaram em 50,9% da receita, quando a lei de responsabilidade fiscal exige que fique abaixo de 60%.


