REVITALIZAí‡íO DO CALí‡ADíO: Busca pela padronização da orla continua

20 de outubro de 2014

Polêmicos postes no calçadão da Praia Grande e Prainha serão substituí­dos para o verão  

Por Guile Rocha

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Desde 2011 com a instituição do projeto Nova Orla, a Av. Beira-Mar de Torres e o calçadão como um todo vêm passando por eventuais reformas. E algumas destas obras aconteceram trazendo melhorias para a cidade – como a recapeamento asfáltico da Avenida Beira-Mar, melhorias na drenagem pluvial da área e a instalação (parcial) da ciclovia. Entretanto, como as obras vão sendo feitas em partes (cada trecho depende de emendas parlamentares e alta burocracia, demorando para efetivamente se concretizar) e como haviam certas divergências polí­ticas quanto ao projeto da Nova Orla (entre as gestíµes João Alberto e Nilvia Pereira, que assumiu em 2013), as obras não acontecem nem nos prazos nem nos moldes originais.  E a impressão que fica é de um calçadão como uma ‘colcha de retalhos’, sem padronização entre os trechos.

 

Contrastes nos diferentes trechos do calçadão

 

Em outubro de 2011, durante a gestão de João Alberto Machado (PMDB), o então florescente Projeto Nova Orla destacava a seguinte premissa: "construir um novo conceito de Avenida Beira-Mar, do Parque da Guarita aos Molhes do Mampituba, com a padronização do passeio e dos equipamentos urbanos (…) O investimento total previsto no projeto é de R$ 4 milhíµes". Porém, a padronização prevista fica longe da realidade atual.

Quanto ao asfalto, justiça seja feita: a Av. Beira-Mar tem finalmente trafego suave para os carros, num conceito que vai se espalhando em vários pontos da cidade (dada a meta da gestão Ní­lvia Pereira em priorizar o asfalto). Os contrastes aparecem quando falamos do calçadão. Quem passa de noite no trecho que vai dos Molhes ao Mampituba (recentemente revitalizado pela Prefeitura) sente-se em uma cidade turí­stica preparada para o século 21: um calçadão modernos com potentes postes de luz iluminando o caminho, ciclovia e calçada bem nivelada. O próximo trecho (Praia Grande Norte), entretanto, esta ainda nos moldes dos anos 90, com os altos e ineficientes postes de concreto repartindo-se num passeio público em condiçíµes precárias e até perigosas, vexatórias para uma cidade que pretende ser de vocação turí­stica.

Em seguida temos o trecho da ‘gambiarra’ – que vai da Praia Grande Sul (passando pelos quiosques) e se estendendo até o final da Prainha. Aqui foi a gestão passada da prefeitura (2009-2012)   quem começou a obra, padronizando o passeio do calçadão, colocando novos postes de luz. Porém, o trecho foi entregue ‘pela metade’ para a nova administração municipal (2013-2016) em decorrência de um erro no projeto relativo a ciclovia, que acabou não sendo feita quando (e como) prevista. E ficou nisso mesmo por um tempo, até que a gestão Ní­lvia teve que fazer  (a "toque de caixa") uma ciclovia improvisada no trecho para não perder a verba estimada  para revitalização das outras partes da Beira Mar (obra que é fiscalizada pela Caixa Econí´mica Federal). E em meio a esta confusão burocrática, os ‘novos’ postes de luz do calçadão tornaram-se ‘velhos’ e ineficientes apenas 3 anos após sua instalação, devendo ser (novamente) substituí­dos pela prefeitura. Substituição esta muito aguardada, pois os moradores e usuários da Beira Mar na Praia Grande já se acostumaram com o trecho í s escuras, após 2 anos sem qualquer manutenção das luzes queimadas.

Entre altos e baixos, temos ainda o trecho final do calçadão, aquele que parece o mais esquecido de todos: trata-se da parte que vai do ‘caminho da Santinha’ (costeando o Morro do Farol) ao fim da Praia da Cal. Este encontra-se nas mesmas condiçíµes (ou piores) de uma década atrás, com o passeio avariado em algumas partes e iluminação quase inexistente.

 

Continuação das obras começam após  veraneio

 

Segundo o secretário de Planejamento Carlos Cechin, R$ 760 mil serão destinados para continuar a revitalização do calçadão a partir do último trecho finalizado, e o projeto deverá seguir os mesmos padríµes (calçada, ciclovia, drenagem e iluminação) já existentes junto aos Molhes. A verba é decorrente de emenda parlamentar garantida pelo deputado Paulo Ferreira (PT) em abril deste ano. "Após a aprovação do projeto pela Gerência de Desenvolvimento Urbano da Caixa Econí´mica Federal, ocorrerá o processo licitatório da obra, que deverá iniciar após o veraneio (em março) para que não haja transtornos durante a temporada", ressalta o secretário.

Cechin aponta como ponto positivo a alta eficiência do modelo de postes adotado nos Molhes, que deverá agora se tornar o padrão ao longo de todo calçadão. "Quinze postes estão chegando nas próximas semanas ao municí­pio, que irão servir para substituir os postes do trecho já revitalizado da Praia Grande e da Prainha (segundo informa o departamento de iluminação pública). A cada um que for colocado serão retirados 3, portanto substituiremos 45 postes. E estes postes retirados da Praia Grande e Prainha serão posteriormente aproveitados em praças da cidade e nas praias do sul de Torres".

Quanto a situação do calçadão a partir da Praia da Cal, Cechin indica que está se buscando a captação de recursos para, no ano de 2015, pensar em revitalizar a orla da Praia da Cal e também o entorno da Lagoa do Violão, outro importante local turí­stico de Torres que merece atenção especial.

 


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