Segue sem novidade o fechamento da usina de lixo de Torres

3 de abril de 2010

 

 

Associação de Catadores pode ficar sem trabalho

 

 

     Ainda não ficou definido o prazo para que a usina de reciclagem de Torres, a Recivida volte a funcionar. Na tarde de quarta-feira, 31, o Secretário do Meio Ambiente, Aristeu Moreira, se reuniu com a representante dos catadores, Carmem Parecida Vargas, para oficializar o aviso do fechamento que ocorreu na semana passada, pois a usina estava funcionando fora das conformidades exigidas pela Fepam “ Fundação Estadual de Proteção Ambiental. Segundo a assessoria da Secretaria do Meio Ambiente de Torres, a usina deve voltar a funcionar entre um e seis meses, tempo necessário para se fazer as adequaçíµes exigidas pela Fepam que basicamente são impermeabilização do terreno que recebe o lixo e conserto das esteiras que separam o lixo. Mas o tempo exato não está definido pela complexidade e vulto das obras.

 

 

 

 

 

Catadores da Associação não  utilizam

 materiais  de segurança contra insalubridade

 

 

 

 

 

 

          Na manhã de quarta-feira, 31 de março, a reportagem de A FOLHA foi conferir os possí­veis problemas da usina e pí´de flagrar os funcionários trabalhando em condiçíµes precárias. Sem capacete, sem luvas, sem máscaras e alguns até mesmo sem calçados. Segundo a dirigente da associação, isso acontece por causa da falta de cumprimento do acordo que tem com a prefeitura.

 Existe uma cláusula no contrato da associação que prevê que a prefeitura deva fornecer esses equipamentos, mas isso não acontece, somos nós que temos de arcar com as despesas desses equipamentos, diz.  Já encomendamos o equipamento de segurança, mas tememos que o fechamento da usina impeça que esses trabalhadores honrem suas contas, e a própria associação não terá recursos para pagar as dí­vidas da compra dos uniformes, diz.  

O fechamento da usina por não estar adaptada í s normas ambientais ocorre justamente quando já está disponí­vel para uso um novo pavilhão para ser realizada   a separação do lixo vindo o Coleta Seletiva. Como a licença é para todas as instalaçíµes, a municipalidade não estaria conseguindo licença para operar, por exemplo, somente o lixo limpo vindo da Seletiva, o que poderia dar trabalho para os catadores e aproveitaria a obra já feita

 

Empresa terceirizada poderia estar  assumindo

 todo    o trabalho da movimentação do lixo

 

 

 

 

 

      A associação terá 30 dias para desocupar as dependências da usina e seus trabalhadores serão dispensados. Atualmente 25 pessoas dependem exclusivamente dos recursos obtidos da venda do lixo reciclável com uma média salarial de R$ 600 por mês.

        A prefeitura afirma que a coleta seletiva continuará sendo recolhido pela JC Lopes í s terças e sextas. E a coleta de lixo normal segue o mesmo calendário já existentes para cada bairro. Informaçíµes adicionais obtidas por A FOLHA dão conta que a JC Lopes estaria regulamentando uma área para fazer a movimentação do lixo de Torres,  e que uma das alternativas para os catadores de lixo da associação que estariam sem serviço poderia ser o aproveitamento desse pessoal pela empresa.

 

 

   


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