EDITORIAL – Ser sempre filho ou ser pai de si mesmo?

26 de fevereiro de 2010

 

 

 

O presidente Lula apareceu mais uma vez na mí­dia abraçando seu companheiro Fidel Castro em Cuba, deixando claro que admira o ditador comunista e de certa forma admira o modelo implementado lá na ilha da América Central. Desde sua entrada no governo, nosso presidente não esconde a admiração por modelos totalitários, mesmo os que de certa forma tolhem a liberdade de seus cidadãos.  

Lula atualmente é um lí­der nas relaçíµes internacionais e naturalmente puxa para perto de si muitos outros lideres mundiais que capitaneiam naçíµes sempre com a vontade de dar o melhor para seu povo, o que se espera de uma pessoa do bem em uma posição de liderança. A questão que deve sofrer insistentes reflexíµes de nós, povo brasileiro, nestes momentos, acaba se resumindo em uma decisão simples, mas profunda, quando feita como escolha de um rumo, de um projeto de vida pessoal e de um projeto de vida que deixe legados produtivos para nossos filhos e netos.

Os dois modelos de gestão de nação que existentes possuem diferenças fundamentais. O socialista supíµe que o Estado será sempre pai de seus cidadãos e, como pai, terá direito de decidir pelo filho em várias escolhas pessoais, podendo invadir inclusive sua intimidade. Por outro lado, existe o sistema liberal. Nele o Estado considera sua população com capacidade para se auto-gerir, desde que a coletividade proporcione projetos onde a igualdade nas chances competitivas da vida sejam cada vez mais próximas. Este sistema considera um projeto de vida em princí­pio uma competição que o ser humano tem com ele mesmo, buscando seu espaço na sociedade respeitando o espaço do outro, mas buscando sempre se destacar em seu projeto de crescimento pessoal e profissional. Portanto, um modelo que considera as pessoas pais de si próprias após chegarem í  suas idades adultas.

O governo Lula teve a humildade e inteligência de deixar a economia do Brasil andar de forma autí´noma, sem entrar na vida das empresas de forma artificial como sugere os modelos totalitários, vide exemplo da Venezuela, que tem estatizado empresas em nome de um projeto maior. Mas por outro lado, o do  social, o governo Lula tem realizado planos altamente paternalistas para com o povo. Acredita que famí­lias podem crescer saudavelmente recebendo mesadas do governo para incentivar que seus filhos estudem, quando os modelos liberais proporcionam em geral um estudo competente, incentivam a entrada das crianças no sistema, mas não pagam nada para que as pessoas o usufruam, pois entendem que é uma opção de cada um. O governo Lula está dando a cada filho de apenado um salário mí­nimo ou mais, acreditando que um criminoso preso será regenerado se o Estado colocar toda sua vida em seu colo. Um sistema não paternalista, ao contrário, acredita que a recuperação de um criminoso está justamente na colocação de limites quando em sua pena, execrando totalmente qualquer medida paternalista. O governo Lula agora quer diminuir a carga horária média do trabalhador passando totalmente para as empresa o custo adicional, inclusive í s microempresas, já heroí­nas no paí­s com uma carga fiscal alta como o Brasil. Um sistema liberal, faz o contrário. Diminui lei de proteção ao trabalhados incentivando a criação de mais empregos por outro lado, deixando a questão salarial para a competição saudável entre competências, mediado somente as injustiças através da lei.  

O povo brasileiro está passando por uma fase decisiva. Temos no poder um modelo que sugere que a cada dia que passa o Estado seja mais o pai e a mãe de seu povo, dando por um lado garantias básicas, mas tirando em contrapartida cada vez mais a possibilidade dos cidadãos se diferenciarem perante seus pares. E temos no outro lado um modelo mais liberal. Aquele que vê nas açíµes coletivas e de infraestrutura o papel do Estado, liberando sua população para competir de forma saudável em seus projetos de vida, que podem ser ambiciosos ou não: basta escolher.

Se lembrarmos que o Brasil é o paí­s do futebol, podemos fazer uma analogia. Alguns acreditam que as diferenças individuais na equipe que torcem são as diferenças que afinal formam a diferença coletiva das equipes. Outros acham que uma boa tática coletiva e a obediência a mesma é o segredo de equipes vencedoras e, portanto,  não valorizam jogadores diferenciados em sua equipe, valorizam, sim, a disciplina. No primeiro caso, o da valorização de valores individuais, um modelo de Estado com estes valores se aproxima mais dos projetos liberais. No segundo, os que valorizam a tática do time e não supervalorizam as diferenças pessoais dos jogadores, devem acreditar consequentemente em um modelo mais voltado para o socialismo, onde o Estado dá as regras e os jogadores obedecem e acabam ganhando o jogo.

 Temos que decidir qual nosso melhor rumo. Modelos de centro como sempre aparecem e que acabam ganhando a eleição podem ter duas caracterí­sticas. Uma, ter posiçíµes claras mais voltadas para a liberdade ou pelo socialismo, mas com projetos conservadores de mudança, mas de mudança. Outros, os mal intencionados, aqueles que sugerem que não existem rumos opostos. São os que tentam enganar a população afirmando que um bom modelo é aquele que faz o bem, absolutivando uma tese relativa de forma irresponsável. Bom voto e boa escolha.

 


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