Sessão Extraordinária da Cãmara aprova vários projetos

16 de julho de 2012

 

Uma sessão extraordinária foi realizada na quinta-feira (5), na primeira semana após o recesso de inverno dos vereadores, na Câmara Municipal de Torres.   Vários projetos represados pela casa tramitaram e foram debatidos e votados na sessão, mas a prefeitura de Torres encaminhou, também, cinco processos para serem votados de afogadilho, qual seja, sem passarem pelo trâmite normal da casa legislativa. Com o pedido de inclusão feito pelo vereador Gibraltar Vidal, o Gimi (PMDB), lí­der do governo João Alberto na casa legislativa, a mesa diretora aprovou a inclusão dos projetos de lei na ordem do dia da sessão extraordinária.

A maioria dos temas se relacionou í  aprovação de Créditos Adicionais. São obrigaçíµes que a prefeitura possui para poder pagar contrapartida em projetos federais e estaduais, ou para incluir no orçamento, montantes a mais enviados por ministérios federais ou secretarias estaduais. Mas um tema polêmico também acabou sendo votado durante a sessão extraoridinária. Trata-se da prorrogação dos contratos de servidores da secretaria de Saúde da cidade.

 

Pontos de vista divergentes

 

O presidente do SIMPTO, André Dambrós, presente na sessão, reclamou para A FOLHA sobre a Inclusão da matéria em sessão extraordinária, já que a mesma não estava sendo transmitida pela rádio. í‰ que o sindicato milita pela realização de concurso público para estas funçíµes da Saúde. A oposição também briga há vários anos com as insistentes prorrogaçíµes dos contratos. Como sempre, independente do lado em que está, a oposição sugere que as contrataçíµes são polí­ticas ao invés de serem técnicas.

Já a prefeitura afirma e insiste, semestre após semestre, que não há possibilidade de realizar concursos para estas funçíµes, já que se trata de recursos humanos que são ocupados para cumprir contrapartida em projetos Estaduais, onde o governo do RS entra com verbas, renovado de perí­odo em perí­odo, também, e as municipalidades contratam os servidores da saúde na ponta. Para a prefeitura, seria temerário ter servidores estáveis diante da possibilidade de o governo do RS encerrar os convênios. O SAMU e outras atividades são exemplos práticos destas parcerias.

Mas o projeto acabou sendo aprovado por unanimidade.   Alguns vereadores sugerem, sempre, que haja uma espécie de seleção pública, onde o currí­culo seria o material de classificação.  


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