Sexo e amor

18 de fevereiro de 2010

O fato de o sexo e de o amor andarem juntos em um grande número de ocasiíµes não significa que sejam a mesma coisa. Antigamente havia uma confusão entre sexualidade e ternura, tanto é que atitude de alguns pais   com seus filhos do sexo masculino era de   não beijá-los, sendo pouco afetivos com eles por medo de estarem contaminando-os com desejos homossexuais. Essa atitude só começou a se modificar de uns trinta anos para cá, quando as pessoas passaram a perceber que ternura é bastante diferente de tesão, ou que demonstrar afeto não é algo sujo, vergonhoso. Sexo e amor   precisam andar juntos com freqí¼ência, combinam muito bem, mas são coisas bem diferentes.

O amor é um desejo forte que temos por aconchego. O amor busca a sensação de paz e harmonia que sentimos quando estamos junto de uma pessoa muito especial que elegemos como o nosso ser amado. Nos primeiros anos de vida, esse objeto do amor é a própria mãe. Com o passar dos anos, nos desligamos dela e buscamos outra pessoa para ser o nosso par na aventura romântica. Uma vez escolhido, só serve aquele parceiro. Sua substituição é possí­vel, mas lenta e dolorosa.

 O impulso sexual trata-se de um fení´meno pessoal, individual, na etapa   que foi denominado auto-erótica, quando a criança começa a descobrir seu corpo e as diferenças entre meninos e meninas. Diferentemente do amor, que sempre envolve outra pessoa, a sexualidade é, nas primeiras descobertas infantis, uma manifestação individual. A primeira diferença é que o amor é paz e harmonia, ao passo que o sexo é excitação, tensão. A segunda diferença é que a paz derivada do amor depende sempre da existência de uma outra pessoa, o objeto especí­fico do nosso sentimento; por sua vez, o sexo é um processo pessoal, auto-erótico e, ao menos na infância, totalmente independente de um objeto especí­fico.

                Numa relação adulta e saudável, espera-se que o sexo e o amor, com freqí¼ência, andem juntos. Quando isso acontece, o envolvimento, a intimidade é plena, nos sentimos mais completos e inteiros, ao passo que nos encontros casuais sexuais, o prazer é momentâneo, mas o sentimento posterior poderá ser   de vazio e futilidade na vida, podendo   o sujeito sentir-se um objeto de descarte, levando a um esvaziamento afetivo profundo, e a um sentimento de uso mútuo.Algumas pessoas buscam obter amor, atenção e afeto através do sexo, partem para encontros fortuitos, vagos, precipitados, sem algum comprometimento, entrando num circulo vicioso, pois quanto mais se expíµe a situaçíµes de uso e descarte, maior a carência e a mesma busca.


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