Temporada de verão em Torres supera expectativas

15 de março de 2016

 De acordo com representantes de hotéis, bares, restaurantes e de comerciantes torrenses, a avaliação foi positiva e melhor que o ano anterior em virtude dos Argentinos.

 

Por Maiara Raupp
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Diante da crise financeira que assola o paí­s e, principalmente, o Rio Grande do Sul, a expectativa do veraneio torrense não era das melhores. Muitos empresários acreditavam que a economia puxaria para baixo o movimento na cidade, o que foi o inverso. Conforme informou o presidente da Associação de Hotéis Restaurantes, Bares e Similares de Torres (AHRBST), Ataualpa Lumertz, o movimento durante esse veraneio foi cerca de 40% maior com relação ao ano passado, superando expectativas. A avaliação é positiva graças í  vinda de turistas argentinos. O dólar e a economia deles favorável contribui para que percorressem longos caminhos até as terras brasileiras, o que para nós foi a salvação, garantiu Ataualpa, destacando ainda que cerca de 70% da ocupação dos hotéis e restaurantes foram de turistas do paí­s vizinho. O que moveu o turismo local nesse veraneio foi basicamente os argentinos. Porque os brasileiros que puderam veranear foram poucos. Houve uma queda enorme em virtude da nossa economia, completou ele.
Além da desvalorização do real frente ao dólar, o fim das restriçíµes sobre a compra de moeda estrangeira que vigorava no paí­s vizinho, o fim do imposto de 35% sobre a compra de pacotes turí­sticos pelos argentinos, fazendo com que seja possí­vel programar o pagamento em peso e parcelar a compra em até 18 meses, e os altos custos dos aluguéis e da alimentação, que subiu bastante ao longo do ano na costa argentina, contribuí­ram para essa crescente demanda.

Comércio teve bom í­ndice, mas passa por problemas  

No comércio os í­ndices não foram diferentes. Ao fazer uma análise objetiva do volume de vendas no comércio de Torres, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Juares Matos, concluiu que foi uma BOA temporada. Não podemos descartar a presença de turistas estrangeiros na nossa cidade, desta vez, com melhores condiçíµes de compra, afirmou Juares, não deixando de chamar atenção para o quadro de instabilidade econí´mica/polí­tica no paí­s, que não deixou de influenciar negativamente para o volume de vendas no comércio.
Juares ponderou também outros fatores que dificultam í s vendas do comércio local. Precisamos destacar ainda a quantidade de empresas de fora da cidade que atrapalham o comércio local oferecendo liquidaçíµes e ofertas fora de prazos e datas adequadas, confundindo empresários e até mesmo os próprios consumidores. Também nesta temporada chamou a nossa atenção a quantidade de vendedores ambulantes, comercializando produtos ilegais em toda cidade. O CDL Torres intensificará esse trabalho junto í  Prefeitura Municipal, Ministério Público e í“rgãos de Segurança, afim de revertermos esse quadro em nossa cidade, assegurou ele.
 

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Confiança dos empresários gaúchos atinge 14 º mês em patamar pessimista, mostra Fecomércio-RS


O comércio torrense deve agradecer que teve um bom veraneio, já que a situação não está boa para a economia gaúcha. Nesta quarta-feira, dia 9, a Fecomércio-RS divulgou os dados do índice de Confiança do Empresário do Comércio do Rio Grande do Sul (ICEC-RS). Em fevereiro, o indicador que mede a confiança dos empresários do comércio gaúcho alcançou o 14 º mês em ní­vel pessimista. O recuo verificado no mês foi de 13,0% em relação ao mesmo perí­odo do ano passado, ficando em 82,6 pontos.
Assim como nos meses anteriores, o cenário negativo é influenciado de maneira decisiva pela percepção do empresariado em relação í s condiçíµes atuais da economia brasileira, especialmente em função da alta da inflação e dos juros, atividade econí´mica em queda, resultados negativos de contas públicas e forte depreciação cambial. Esses componentes, somados í  instabilidade no campo polí­tico, colocam a confiança dos empresários em situação de pessimismo, destacou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.
Apesar do quadro atual, as expectativas em relação ao futuro ainda permanecem no campo otimista, mesmo que em ní­veis mais baixos do que os verificados em anos anteriores. O que sustenta esse otimismo é a expectativa dos empresários em relação as suas próprias empresas e  em relação ao comércio como um todo, pontuou Bohn. O indicador de expectativas dos empresários em relação ao futuro (IEEC), apesar de permanecer acima de 100,0 pontos (117,7), caiu 1,5% na comparação com o mesmo perí­odo do ano passado.
Os dados de fevereiro/2016 sobre as condiçíµes atuais (ICAEC), que refletem a percepção do empresário quanto ao momento econí´mico presente, ao setor e í  própria empresa, atingiu 48,5 pontos, representando queda de 28,9% na comparação com o mesmo perí­odo de 2015.   De acordo com o presidente da Fecomércio-RS, o pessimismo neste indicador permanece em ní­veis extremos em função da atual conjuntura econí´mica do Paí­s.   Os outros componentes desse mesmo indicador “ percepção quanto ao comércio e í  própria empresa “ apresentaram quedas intensas em relação a fevereiro/2015, com recuo de 27,2% e de 20,5%, respectivamente.
No que se refere aos investimentos do empresário do comércio (IIEC), houve redução de 16,0% na comparação com fevereiro passado, com o indicador aos 81,5 pontos. Segundo Luiz Carlos Bohn, foram determinantes para esse comportamento negativo as reduçíµes das perspectivas de realização de investimentos (-24,0%) e de contratação de funcionários (-19,0%).

 

 

 

 

 


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