Torres despenca em ranking de gestão fiscal entre municí­pios do RS

30 de julho de 2016

Municí­pio passou de 61 ° para 365 ° posição em um ano, de acordo com a pesquisa da Firjan divulgada nesta quinta-feira (28)

 

 

Por Redação A FOLHA

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As condiçíµes financeiras dos municí­pios brasileiros pioraram e muito, incluindo o Rio Grande do Sul, onde 77,8% das prefeituras enfrentam situação classificada como difí­cil ou crí­tica. A conclusão é de um estudo divulgado nesta quinta-feira (28) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
Criado para avaliar a administração dos recursos públicos nas gestíµes locais a partir de dados registrados pela Secretaria do Tesouro Nacional, o índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) é composto por cinco indicadores: receita própria, gastos com pessoal, investimentos, custo da dí­vida pública e liquidez (restos a pagar). Em sua quarta edição, o levantamento examinou o desempenho de 4,6 mil administraçíµes em 2015, sendo 478 delas no Estado.
Agora, os técnicos da Firjan concluí­ram que, no cenário nacional, nada menos do que 87% dos municí­pios têm sérios problemas fiscais ” o pior retrato fiscal dos últimos 10 anos. "A crise econí´mica atingiu em cheio as prefeituras, e não é exagero dizer que, se nada mudar, a maioria está í  beira da falência" diz o economista Jonathas Goulart Costa, coordenador de Estudos Econí´micos da Firjan.

 

Gramado entre as melhores cidades

Pelo segundo ano consecutivo, Gramado, na Serra, conquistou o primeiro lugar no ranking gaúcho do í­ndice de gestão fiscal elaborado pela  Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Com 34,6 mil habitantes, a cidade manteve o conceito A, um indicativo de excelência na administração municipal (com pontuação de 0,8659). O último lugar coube a Dezesseis de Novembro, nas Missíµes.
O resultado de Gramado, segundo a Firjan, decorreu, principalmente, da alta capacidade de gerar receita própria e de fazer investimentos. Tanto assim que a cidade ficou em sexta posição entre as prefeituras brasileiras.
Na outra ponta do ranking da Firjan entre os municí­pios gaúchos, Dezesseis de Novembro, nas Missíµes, viu a arrecadação despencar no último ano, o que prejudicou a gestão das finanças. A queda na receita resultou, segundo o prefeito Ademir José Andrioli Gonzatto (PP), a dois motivos principais: chuvas torrenciais que atingiram a produção de alfafa, principal item produzido no municí­pio agrí­cola de 2,7 mil habitantes, e queda nos repasses federais e estaduais.

 

Torres cai de 61 ° para 365 ° posição no ranking

Torres caiu 304 ° posiçíµes de 2014 para 2015 no ranking gaúcho do í­ndice de gestão fiscal. O municí­pio que estava em 61 ° posição passou para 365 °, somando apenas 0,4468 pontos. Com conceito C (Gestão em Dificuldade, entre 0,6 e 0,4 ponto), o municí­pio despenca também nacionalmente, passando de 309 ° posição para 2347 °.  
Dentre as sete cidades da microrregião de Torres (Três Forquilhas, Arroio do Sal, Mampituba, Três Cachoeiras, Dom Pedro de Alcântara e Morrinhos do Sul), o municí­pio ficou em quinto lugar, na frente apenas de Dom Pedro de Alcântara e Morrinhos do Sul. No entanto, todos os municí­pios subiram de posição de um ano para o outro e apenas Torres teve queda.
O municí­pio destaca-se apenas no indicador de receita própria (conquistando 1 ponto, nota máxima), mas deixa a desejar nos quesitos liquidez (0,4277), custo da dí­vida (0,7092) e, principalmente, investimentos (0,2428), cujo conceito é D (Gestão Crí­tica, inferior a 0,4 ponto). No indicador de gastos com pessoal, os dados não foram apresentados.  
Comparando o IFGF de Torres dos últimos 10 anos, 2015 é o pior desde 2007, quando o municí­pio apresentou o í­ndice de 0,4682. Já 2011 foi o ano em que a cidade apresentou o melhor resultado (0,7303).

 

Evolução anual de Torres no ranking de gestão fiscal  entre 2006 e 2015

 

Microrregião de Torres

O municí­pio da microrregião de Torres mais bem posicionado é Três Forquilhas, que ocupa a 47 ° colocação com um í­ndice de 0,6600. Na sequência aparece Arroio do Sal, em 68 ° posição, com 0,6372 pontos, e Mampituba, em 88 ° lugar, com 0,6206 pontos. Todas com conceito B (Boa Gestão, entre 0,8 e 0,6 ponto). Já com conceito C (Gestão em Dificuldade, entre 0,6 e 0,4 ponto), aparece Três Cachoeiras, em 189 ° posição, com 0,5443 pontos; Torres, em 365 °, com 0,4468 pontos; Dom Pedro de Alcântara em 375 ° posição, com 0,4417 pontos; e por último Morrinhos do Sul, em 398 ° posição, somando 0,4163 pontos.

 

Nacional

Estadual

IFGF

UF

Municí­pio

256 º

47 º

0.6600

RS

Três Forquilhas

361 º

68 º

0.6372

RS

Arroio do Sal

457 º

88 º

0.6206

RS

Mampituba

1135 º

189 º

0.5443

RS

Três Cachoeiras

2347 º

365 º

0.4468

RS

Torres

2421 º

375 º

0.4417

RS

Dom Pedro de Alcântara

2777 º

398 º

0.4163

RS

Morrinhos do Sul

 

 

Comparativo dos rankings em 2014 e 2015

Torres

 

Nacional

Estadual

2014

309 °

61 °

2015

2347 °

365 °

Mampituba

 

Nacional

Estadual

2014

716 °

134 °

2015

457 °

88 °

Arroio do Sal

 

Nacional

Estadual

2014

844 °

164 °

2015

361 °

68 °

Três Forquilhas

 

Nacional

Estadual

2014

915 °

181 °

2015

256 °

47 °

Três Cachoeiras

 

Nacional

Estadual

2014

1133 °

216 °

2015

1135 °

189 °

Morrinhos do Sul

 

Nacional

Estadual

2014

3912 °

462 °

2015

2777 °

398 °

Dom Pedro de Alcântara

 

Nacional

Estadual

2014

4568 °

484 °

2015

2421 °

375 °

 


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