Transtorno de Estresse Agudo e Pós-Traumático

3 de setembro de 2012

 

Paula Borowsky

 

 A teoria do estresse é um dos paradigmas centrais da psicologia do século XX. Os primeiros estudos sobre estresse mostram que as demandas excessivas sobre o organismo (sejam elas fí­sicas ou psicológicas) produzem uma sequência tí­pica de respostas fisiológicas e emocionais, como a ansiedade, medo, depressão. Assim, como experiências traumáticas (como um fator estressor) podem alterar o equilí­brio psicológico, biológico e social de um indiví­duo, podendo a lembrança tomar conta de todo seu psiquismo, e sua vida.

O indiví­duo sonha, lembra, pensa, antecipa a situação vivida, como num estado de constante alerta, ou seja, ele sofre com mecanismo de reexperiências ou flashbacks, como se a qualquer momento a situação original estivesse ocorrendo novamente. Os sintomas resultantes da experiência traumática (assalto, terremotos, guerra, etc) são: isolamento social, amnésia, esquiva de estí­mulos que possam reativar recordaçíµes do trauma, ansiedade, agitação, alteraçíµes do humor. Estes comportamentos podem durar até uma semana, o que seria uma reação normal. Caso persista este quadro, indica possí­vel perturbação e prejuí­zo significativo nas áreas social, ocupacional, pessoal.

Por que algumas pessoas desenvolvem quadros patológicos e outras não? Vai depender muito dos recursos emocionais de cada indiví­duo para o enfrentamento do trauma, de  sua vulnerabilidade interna,  que depende de fatores constitucionais e familiares. O tratamento psicoterápico possibilita uma escuta e espaço emocional para a pessoa falar do trauma, partilhando sua experiência e sentimentos dolorosos dela decorrente.

A posição da maioria dos terapeutas que lida com o transtorno de estresse pós-traumáticoTEPT, é de que, depois de uma experiência traumática, a vida jamais será a mesma e o trauma de alguma forma fará parte do seus cotidiano, ou seja, a pessoa vivenciará sentimentos de vulnerabilidade e desamparo. Faz-se necessário, nestes casos, intervençíµes muitas vezes farmacológica e psicoterápica, para que um novo destino e sentido possa ser dado ao ocorrido, desobstruindo o fluxo da energia e força para a vida.      

 

 


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