Um bom e um mau exemplo de coletividade

4 de março de 2010

              Um ilustre empresário da construção civil de Torres, ao comprar um novo terreno para construir, transplantou árvores nativas que seriam simplesmente derrubadas e, após sugestão da secretaria do meio ambiente, replantou-as na Avenida Beira Mar. Um exemplo positivo de auto-sustentabilidade que custa pouco financeiramente, mas rende muito em exemplos e nas consciências dos que assim o fazem.    

Por outro lado um mau exemplo. Um cidadão emprestou seu terreno para ser cuidado por outro cidadão torrense que está, afinal, sendo usado para depósito de entulhos, lixo e caixas de bebidas vazias, causando a proliferação de insetos, animais peçonhentos e mau cheiro em área urbana próximo ao hotel do SESC na continuação da Rota Gastroní´mica, recentemente asfaltada pela municipalidade para abrigar supostamente um público de turistas exigentes (FOTO ABAIXO). í‰ vergonhoso…

 

 

 

 

   Temos aí­ dois opostos. Um para seguirmos e multiplicarmos e o outro para rechaçar, criticar e pedir providências das autoridades sanitárias e ambientais da cidade.    
             

 

Falou o que quis, ouviu o que não quis

 

 Um vereador de outra cidade supostamente representando a idéia de outros, criticou a prefeitura de Torres por não estar prestando bons serviços para as praias do sul e para a Estrada dos Cunha. Veio í  Câmara de Torres para ver a repercussão da matéria feita a um jornal do interior. Levou…O vereador Gimi cresceu em nome da pátria Torres e colocou vários pontos nos is. Criticou a falta de colaboração dos municí­pios vizinhos para com o hospital, do qual se utilizam para prestar serviço de pronto atendimento para o povo; criticou a nenhuma colaboração com os bombeiros, quando Torres colabora com valores altos através do Funrebom; criticou com razão a falta de espí­rito coletivo das cidades que colocam o esgoto in natura na Lagoa Itapeva, local onde é captada a água que tomamos, enfim.

Criticar pontualmente como cidadão é legí­timo e saudável, mas utilizar um cargo público para fazer apologia pública í  embates entre municí­pios não é saudável.  

 

Falou o que quis, ouve o que não quer

 

 

Aproveitando, o vereador Gimi se esqueceu de lembrar que a Estrada dos Cunha atualmente é mais usada por moradores de outros municí­pios do que pelos moradores de Torres. Ela está geograficamente no território daqui, mas serve estrategicamente para a condução entre  o pé da serra e o mar evitando a lagoa Itapeva e cortando caminho para as praias do sul, para Arroio do Sal, dentre outros locais. Portanto seria um ato altamente coletivo e solidário se os municí­pios se unissem para fazer a manutenção da estrada, pelo menos aqueles que estão insatisfeitos com a via, que para mim não está nenhuma Brastemp, mas também não está intrafegável.

 

í‰ necessária uma maior aproximação mútua

 

 

A cada dia que passa aumenta parece a distância entre a compreensão da população frente í s posturas públicas e consequentemente surgem crí­ticas, muitas delas infundadas e com respostas já dadas pela municipalidade, divulgada em jornais locais. Parece que o esforço de aproximar a coisa pública da população, principalmente daquelas pessoas que querem dar suas opiniíµes e querem saber o porquê que tal coisa não foi feita ou que tal coisa foi feita, não está dando certo.

A Câmara lançou seu site na Internet com transparência quase total dos atos e números da casa, mas parece que ninguém sabe e os que sabem não utilizam. A prefeitura tem feito audiências públicas para apresentar planos e prestar contas de números conforme manda a lei, mas ninguém aparece e no dia seguinte as mesmas pessoas que não apareceram colocam foguetíµes no ar nas ruas sugerindo que algo de estranho e pouco visí­vel está acontecendo, pois ela diz que não sabe aonde foi aquele dinheiro, não sabe como foi usado, e começam as especulaçíµes, quando no dia anterior teve justamente a apresentação do plano afirmando tudo que é dito como suspeito, escondido.

Acho que o problema tem que ser atacado. Por um lado, os que querem saber o que acontece deveria ler jornal local. A FOLHA informa tudo que se torna público. Por outro lado a municipalidade e a Câmara Municipal deveriam utilizar mais os meios de comunicação local para fazer campanhas informativas, divulgar cartilhas, enfim. Infelizmente muitas pessoas na cidade não lêem nada daqui e só ficam esperando o carro volante dizer aonde será a festa do final de semana e ponto. Mas forçar que o povo leia seria uma medida boa, que só faz bem. Discutir assuntos dos jornais nas escolas, nas empresas, nas ONGs é um bom começo. Daquela informação é que surgem as divergências, as idéias. Olho no lance!

 

 Campanha para ressuscitar o Convention Bureau

 

 

Uma das coisas que caem de maduro como pendências em Torres é a falta de um calendário de eventos firme e sistêmico para o ano, principalmente na época da baixa estação. Para conseguirmos trazer eventos para cá deverí­amos ter uma pessoa pelo menos pensando nisto 24 horas por dia, interagindo entre hoteleiros, municipalidade, empresários e viajando í  Porto Alegre e outras cidades para buscar o calendário das entidades médicas, de justiça, de educação, de fomento empresarial, etc. Para conseguirmos um evento para o ano que vem terí­amos que prospectar este evento já em 2010. E isto tem que ser feito por alguém, 24 horas por dia.

Parece que os hoteleiros deveriam se responsabilizar por esta despesa inicial que pode se tornar investimento í  médio prazo. Temos atualmente o Convention & Visitour Bureau aqui, ligado í  Fundest, que está jurí­dica e operacionalmente preparado para isto. O que precisamos é um orçamento para pagar os custos de viagens e de escritório da pessoa ou da equipe que deveria realizar este trabalho. Ninguém consegue trabalhar de graça. í‰ claro que esta pessoa deve ter alto grau de instrução, postura e abertura para entrar nos meios daqui e de outros centros…

 

BURACOS…    

 

O vereador e presidente da casa legislativa torrense para 2010 Rogério Jacob, o Rogerinho, em seu primeiro discurso na casa como lí­der do legislativo criticou com razão os buracos da cidade de Torres. Disse ele que dá vergonha saber que milhares de pessoas estiveram aqui no veraneio e levaram consigo a má impressão de ver uma cidade esburacada e com traços de mal cuidada.

Tem razão o vereador e tenho certeza que o prefeito deve sentir a mesma coisa. Mas houve uma opção por utilizar os recursos sobrantes da cidade em contrapartidas de obras de melhorias expressivas por aqui como o Centro Vida, o Complexo Esportivo Mar Azul, o Pavilhão de Feiras, os Postos de Saúde, a Escola na Zona Sul e principalmente na melhoria e aumento do tratamento e coleta de esgoto…

 O vereador tem razão em reclamar, m, pois sua afirmativa é verdadeira. A cidade deixou a desejar em suas vias neste veraneio. Acho que o prefeito deveria publicamente tentar mostrar melhor sua opção por prioridades, e mostrar que as melhorias devem vir com força em 2010, a maioria na beira da praia e nas vias, o que faltou.                              


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