UM RELATO SOBRE O GOLPE DO BILHETE PREMIADO EM TORRES

4 de março de 2016

Bem explicada, a história abaixo subscrita conta os detalhes de um ‘golpe do bilhete premiado’ que quase ocorreu em Torres recentemente. O provável ato criminoso aconteceu com a mãe de uma leitora do jornal A FOLHA,   e esta leitora nos enviou o seu relato como sinal de alerta contra o golpe.   Abaixo, o texto na í­ntegra:

 

 

"Acredito que foi quinta feira da semana passada. Minha mãe, que tem 77 anos,  saiu de casa de manhã, pelas 10:00 para percorrer as lojas do centro em busca de um telefone sem fio.

Foi abordada nas proximidades da loja Magazine Luí­za, por uma mulher meio gorda, que parecia ser muito simples e   ignorante, falando com sotaque de interior bem carregado, e falando bem errado, o que fez minha mãe ficar bastante sensibilizada e querer ajuda-la.  A mulher pedia informaçíµes a respeito de um endereço, pois precisava achar o dono da casa, de quem costumava comprar algumas mercadorias para revender na sua cidadezinha (minha mãe não soube informar qual). Nisso a mulher entrou num assunto de que esse senhor havia prometido a ela utensí­lios domésticos em troca de receber um bilhete de loteria que supostamente estaria premiado. Minha mãe, com pena de ela estar sendo enganada por esse senhor, ficou mais sensibilizada ainda.

Nesse momento, elas foram abordadas por um rapaz muito bem vestido com camisa social de manga comprida,  pessoa muito educada e fina, que  se apresentou como  vendedor de  alguma  loja próxima í   Magazine Luiza, e que se prontificou a ajudar. Ele na hora, muito solí­cito,  "efetuou ligação" para Caixa Econí´mica Federal, para obter informaçíµes a respeito dos números sorteados daquele concurso, e confirmou que o tal bilhete estaria premiado. Mas a mulher não possuí­a carteira de identidade para retirar o prêmio, e contou uma história triste sobre a famí­lia, parece que o pai teria morrido, alguém seria doente. Outro óbice seria de que o trâmite para a retirada do dinheiro na Caixa custaria em torno de R$ 30 mil dinheiro que ela não dispunha no momento.  

Foi então que  a mulher  prometeu dar R$ 150 mil para minha mãe e também para o rapaz, caso eles dessem o dinheiro necessário para a retirada do prêmio. Diante disso o rapaz levou-as  até o Banrisul, num carro escuro e que minha mãe não sabe  dizer qual era,  e enquanto elas aguardavam do lado de fora da agência, ele teria retirado um bolo de dinheiro (que foi mostrado para elas). E em seguida  minha mãe  foi pressionada a fazer o mesmo, e retirar a quantia de R$ 10 mil. Ela se negou a retirar qualquer dinheiro, e nisso o rapaz começou a ficar nervoso alegando que eles perderiam R$ 150 mil pela atitude dela, mas minha mãe disse que não queria dinheiro algum  (que a intenção sempre foi somente ajudar a moça), e que ela não tiraria dinheiro nenhum. Em seguida a mulher disse que tinha  que pegar  o í´nibus para ir pra casa e foi embora. E minha mãe foi embora.

Quando ela chegou em casa e começou  a contar que tentou ajudar  uma "coitada" que estava  prestes a  ser enganada, pois trocaria um bilhete premiado em troca de poucas coisas, eu logo visualizei que era o velho golpe. A minha percepção em relação aos fatos é que os golpistas estelionatários são muito bons de encenação e de lábia, pois minha mãe demorou umas 48 horas para cair em si e acreditar que aquilo tinha sido uma tentativa de golpe, pois a mulher pareceria ser verdadeiramente simples e ignorante, e o rapaz pessoa muito fina e solí­cita. Destaco que minha mãe é pessoa bastante esperta, nada ingênua (ou costumava ser até então).

E diante do acontecido, após ter total consciência do risco que correu, ela está bastante fragilizada, traumatizada e incrédula por ter quase caí­do no golpe sem desconfiar de nada. Como sei que em março há bastante pessoas da terceira idade na cidade, achei por bem arranjar uma forma de alertar a população, pois não realizamos boletim de ocorrência por não termos nenhuma informação ou maneira de identificar as pessoas envolvidas.

Espero ter sido útil de alguma forma e que vocês realmente utilizem esse relato para ajudar outras pessoas, pois recentemente soube  que outra senhora bastante esclarecida foi ví­tima desse golpe, e novamente abordada por golpistas, teve uma ataque nervoso na rua como forma de defesa, mas no bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre".


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