Para o vereador Alessandro Bauer, Torres vive um momento delicado que resume como dois pesos duas medidas. Situaçíµes antes combatidas pelos que hoje governam, no tempo em que ainda não estavam no poder, tornaram-se práticas corriqueiras nos dias atuais. A criação de mais cargos públicos a serem providos por contratos e a saúde pública oferecida aos munícipes foram os exemplos citados pelo vereador, durante o pronunciamento na sessão plenária da Câmara Municipal de segunda-feira (1 º/04).
O vereador Alessandro lembrou que a criação de cargos a serem supridos por contratos era combatido veementemente pela oposição durante a Gestão passada. O vice-prefeito, que no ano passado era vereador da oposição, era um dos que acusava o governo de contratar apenas os amigos dos reis. Agora é a vez dos súditos da rainha, comentou o vereador.
Alessandro enfatizou ainda que não se vende em troca de cargos. Não adianta a prefeita mandar mensageiros querendo comprar meu apoio político, pois ele não está í venda. Serei sempre a favor de projetos de interesse da população, aos de interesse pessoais serei sempre contra, e complementou mas por uma educação de qualidade e saúde igualitária eu vendo o meu voto. Este é o preço do voto favorável, revelou.
Sindicato a favor da prefeita
Ainda a respeito da criação de cargos, o vereador destacou a falta de posicionamento do Sindicato dos Servidores Municipais (SIMTO). O órgão era contrário aos contratos e a favor de concurso público, porém os dirigentes do SIMTO eu nunca mais vi na Câmara. No ano passado, pediram 10% de aumento e agora se contentam com 2%. Também eram contrários a utilização do prédio anexo ao da Prefeitura, apelidado de Carandiru. Agora, não se manifestam mais a respeito, acabaram as reivindicaçíµes. Isto porque trata-se de um sindicato politiqueiro, que não defende o interesse do servidor. Hoje os dirigentes se transformaram em funcionários da prefeita, alertou.
Quem planta urtiga colhe urtiga
O vereador Alessandro ressaltou que mais cargos refletirão diretamente no orçamento. Criam cargos e mais cargos, e depois irão dizer que não há recursos para investimentos. Isto é muito sério, pois, quem planta urtiga colhe urtiga, não vai colher algodão nunca, desabafou. "O que é facilmente observado é que ocuparam todos os cargos de forma política e agora querem criar mais vagas. Cargo técnico não é cargo político, tem que ser suprido com concurso público, concluiu.
Saúde precisa de prioridades
Carência de medicamentos e a falta de médicos e transporte para os doentes foram também reclamados por Alessandro. Para ele, é preciso que seja elencadas as prioridades na pasta para suprir os anseios da comunidade, mas, ao contrário, a secretária de Saúde, Karla, vai a Brasília e pedir R$ 200 mil para instalação de academias ao ar livre. í‰ interessante, mas não é prioridade, há outras necessidades que precisam ser supridas quando uma pessoa espera quase um ano para fazer um exame ou consultar um médico especialista em Porto Alegre e no dia agendado não há transporte para levá-lo. Aconselho que ela se reúna com sua equipe e defina prioridades, recomendou.


