Vereador da oposição critica administração da prefeita Ní­lvia e aponta soluções

25 de julho de 2014

FOTO: Alessandro Bauer (PMDB)

 

 

Nesta semana, o vereador Alessandro Bauer (PMDB) conversou com o jornalista Gastão Muri sobre  algumas questíµes relacionadas í  administração municipal e infraestrutura de Torres.

Bauer faz crí­ticas í  gestão da prefeita Nilvia Pereira (PT) em 4 pontos: 1)As prioridades do executivo, 2) problemas de alagamento na cidade, 3) a compra do novo centro administrativo e 4) os gastos com eventos. Ele também sugeriu algumas soluçíµes, segundo sua ótica

As informaçíµes do vereador foram publicadas no blog do jornalista http://gastao30.wordpress.com) e editadas pelo jornal A FOLHA í  pedido do próprio Alessandro. Veja o que o vereador torrense falou:

 

1) PRIORIDADES DO EXECUTIVO

 

Há inversão de prioridades na administração municipal. Há três postos de saúde que foram deixados pela administração anterior e não foram abertos pela prefeita Nilvia Pereira. A Prefeitura alega que não tem recursos para pagar o pessoal. Só que a mesma prefeita aumentou em quase 100% o número de cargos em comissão (CC’s) e os salários destes CC’s aumentou em 38%. Fora as secretarias que foram criadas mas cujo trabalho ninguém ouve falar, como a Industria e Comércio, por exemplo.

Para o vereador oposicionista, a   solução seria qualificar o quadro de funcionários concursados, investir nestes profissionais que, ao realizarem concurso, criam um ví­nculo estável com a cidade, não importa qual seja o partido. Entretanto, os servidores municipais   ganharam apenas 5% de aumento. "Fora que a rotatividade no quadro da prefeitura é altí­ssima: o CC entra numa função e não consegue implementar o modelo de trabalho dele, pois depois de três meses acaba saindo do seu posto. A prefeitura decidiu aumentar o salário para qualificar os funcionários, mas o meio de escolha destes funcionários é polí­tico, e não técnico, daí­ muitas vezes não funciona .

 

2) ALAGAMENTOS DA CIDADE

 

Quanto as obras que vêm incorporando mais asfalto na estrutura viária da cidade, Alessandro Bauer faz uma ressalva. Com os asfaltamentos a drenagem ficou mais difí­cil em alguns lugares que necessitam. Faltam obras de escoamento pluvial, por isso é necessário planejar antes de asfaltar. Deveria ser feito um estudo topográfico criterioso para avaliar o problema. Não adianta apenas ter medidas paliativas, sendo gasto muito dinheiro público e não se resolvendo toda a situação.

 

3) NOVO CENTRO ADMINISTRATIVO

 

Entendo que o novo Centro Administrativo Municipal deveria ficar na entrada da cidade. Foram gastos num primeiro momento R$ 6 milhíµes na aquisição de um prédio velho, sem acessibilidade, localizado numa área nobre que acaba desvalorizando o entorno. Foi um grande erro da administração ter feito esta opção, que também terá consequências nas vagas de estacionamento desta área. Fora os altí­ssimos gastos com a reforma do prédio, que já se prolonga por mais tempo do que deveria"

O vereador da oposição avalia que um Centro Administrativo na entrada da cidade iria ser melhor para o pessoal do interior, das praias e distritos. "Além da acessibilidade, a cidade avançaria e aquela área seria valorizada, do ponto de vista do mercado imobiliário .

 

4) GASTOS COM MíDIA DE FORA   E EVENTOS

 

Outra crí­tica feita pelo parlamentar torrense foi em relação ao alto investimento em meios midiáticos de fora da cidade. "Só em televisão foram gastos quase R$ 480 mil com a RBS TV, sendo que alguns programas nem foram ao ar. No Réveillon foi contratada uma banda paulista por R$ 280 mil. Pesquisando nos sites de transparência, constatei que este mesmo grupo musical (í”ba-í”ba Samba House) vinha sendo contratado por outras cidades por valores bem mais baixos, entre R$ 17 mil a R$ 60 mil. Porque gastou-se tanto? "

Alessandro citou ainda que em dois campeonatos de surf foram gastos R$ 140 mil enquanto que o Rodeio Crioulo da Vila São João, o único do municí­pio, recebeu apenas R$ 10 mil. "Acho importante investir nos campeonatos de surf também, mas há um desequilí­brio nestes investimentos. Uns recebem mais que outros sem haver critérios muito claros para isso".

Quanto ao Festival de Balonismo, o vereador diz que é o maior evento do municí­pio, mas também o que dá maior prejuizo. "Foram gastos quase R$ 3 milhíµes, e por fazer um rombo tão grande no orçamento púbico, penso que o evento deve ser terceirizado. Deve-se deixar que empresas privadas sejam responsáveis pelo Balonismo, que deve ser autossustentável. Aliás, até hoje ainda não foram prestadas contas do festival deste ano… porque não? Há algo para esconder?"

   Fazendo um mea culpa quanto a erros pontuais da gestão anterior – de João Alberto Machado, mesmo partido de Alessandro (PMDB) – o vereador disse que muitos cidadãos que acreditaram no projeto do PT para a prefeitura municipal esperavam que  o grande legado da nova administração seria a mudança de atitude quanto algumas coisas. "Mas estão fazendo igual onde deveria mudar".

 


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