VEREADOR GIMI DENUNCIA DESMANDOS NO ENCAMINHAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA EM TORRES

23 de outubro de 2015

 

FOTO: Reunião reuniu sec. de Saúde, conselho de saúde, vereadores, coordenadora da 18 ° e direção do hospital Navegantes, de Torres

 

Por Fausto Junior

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Durante seu pronunciamento na última sessão da Câmara Municipal, realizada na segunda-feira (19/10), o vereador e presidente atual da casa Gibraltar Vidal, o Gimi (PMDB) acusou de forma contundente o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, mas de certa forma todo o sistema de atendimento de urgência, emergência da cidade. O vereador narrou um caso onde uma pessoa quebrou o pulso e acabou tendo que fazer um verdadeiro ping-pong entre o Hospital Navegantes e o Posto de Pronto Atendimento da prefeitura de Torres.

Para o vereador, o caso seria de urgência. Mas o Hospital teria mandado a paciente para o posto da prefeitura, conforme Gimi,   por achar que não era caso de urgência. E, então,   pediram para a paciente ir ao posto de PA a prefeitura, no complexo do ex-campo do Torrense. Mas no Posto de PA da Prefeitura, também conforme narrou o vereador Gimi, os atendentes mandaram a torrense de volta ao Hospital, afirmando que seria caso, sim, de urgência e de procedimentos hospitalares. Este vai e volta" só parou quando no PA da prefeitura um atendente sugeriu que a paciente chamasse o 192 – do SAMU, pois o hospital conforme Gimi narrou, "não pode negar encaminhamentos vindos de ambulância.

O Hospital Navegantes está fechado e atende com frieza estes casos. Se eu estivesse junto daria voz de prisão ao servidor que negou atendimento no hospital, desabafou Gimi.

 

REUNIíƒO   COM AUTORIDADES DEIXOU MAIS DíšVIDAS –  E justamente por estes problemas que têm acontecido no sistema, a Câmara Municipal, através do gabinete do presidente Gimi, convocou na quarta (21) uma reunião com a presença das autoridades municipais ( Secretaria de Saúde e HNSN); do Conselho Municipal de Saúde, vereadores e a presença da Coordenadora da 18 º Região de ação de Saúde no RS, sediada em Osório. Conforme relato do presidente da Câmara publicado na rede social, a pauta ficou envolta da questão do atendimento de  traumatologia, baseado no caso narrado na sessão da Câmara   – Quebra de pulso. Mas a questão ficou ainda mais confusa.

Gimi afirma que o Municí­pio diz que não tem como atender estes casos no PA, pois não é sua obrigação por ser considerado procedimento de  Media Complexidade;    que o Estado afirma que o contratado para atendimento destes casos é o  Hospital; mas que  o Hospital responde que somente possui obrigação contratual para os casos de fratura exposta ou que detenham necessidade de cirurgia.

Pela constatação do presidente da Câmara na reunião envolvendo todas as possí­veis autoridades, atualmente, pela atitude dos atores da Saúde Pública, a cidade de Torres e a região não têm quem se responsabilize por atender pulsos quebrados sem que haja fratura exposta.

Se por  ventura houver uma fratura temos duas alternativas:  a primeira é torcer que a fratura seja exposta ou com necessidade de cirurgia, o que seria uma situação hilária. E a segunda é chamar o 192, para, de ambulância, ser atendido pelo sistema, desabafa Gimi.

O vereador e presidente da Câmara vai acionar o MP da cidade para ajudar a resolver o impasse e responsabilizar a entidade de direito e obrigação de atender estes pacientes.

 

 


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