Considerada uma das melhores localidades para se morar em Torres, a região das Quatro Praças tem um charme especial. Está localizada bem pertinho do Centro da cidade e a poucas quadras do mar – o que significa sentir o vento da maresia e ao mesmo tempo estar perto de toda a estrutura urbana de Torres.
As praças, que tem o curioso apelido de “Quatro Praças”, assim são chamadas por formarem quatro quadras arborizadas e floridas, divididas pela Avenida Silva Jardim e pela Rua Leonardo Truda, criando os quadrantes simétricos. Hoje, seu nome oficial é Praça João Neves da Fontoura, homenagem a uma personalidade política gaúcha (Deputado Federal e Ministro das Relações Exteriores durante os governos de Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra).
São diversos fatores que agregam qualidade de vida a esta área, e o fato de ter uma Praça tão bela e organizada como o quintal da própria casa, certamente ajuda. Nas Quatro Praças há bem conservados bancos para sentar-se em meio as árvores, bater papo com os amigos, tomar aquele chimarrão no fim de tarde. O espaço é muito usado para levar os dogs para passear, e a Praça é muito bem servida de lixeiras (incluindo algumas exclusivas para resíduos de pets), estimulando a separação dos resíduos – contando até com bituqueiras e porta-sacolinhas. Bem iluminadas, as Quatro Praças foram pioneiras na instalação de iluminação LED em Torres, tornando-a mais sustentável em termos energéticos e aumentando a sensação de segurança também à noite.
Vale destacar o cuidado constante com o paisagismo – são árvores (com destaque para as palmeiras que circundam a Praça, e as amendoeiras-da-praia), canteiros floridos e folhagens sempre bem mantidos e que, ao mesmo tempo que emprestam simetria aos quadrantes, dão certa identidade para cada um dos quatro espaços.
Parceria que rende frutos
Muitos acreditam que as Quatro Praças são mantidas pela Prefeitura de Torres, mas, na verdade, a responsabilidade pela manutenção é da Associação dos Condôminos da Praça João Neves da Fontoura – Quatro Praças (criada há 25 anos em prol da boa manutenção do espaço), o que explica o cuidado e a beleza que elas exibem até hoje, sempre no capricho.
E toda essa organização vem sendo há tempo favorecida por uma positiva relação entre a Associação e a R Dimer Incorporadora e Construtora – que se tornou parceira da Associação na adoção da Praça (em conjunto com a Prefeitura de Torres), se vinculando para tornar o local numa referência ainda mais marcante na cidade.

Por abranger uma área de 12.128 m², a participação financeira permite que o ponto – hoje não só de convivência, mas também turístico – se mantenha muito bem cuidada à espera de visitantes. E desde que foi iniciada essa parceria entre a R Dimer e a Associação das Quatro Praças – há mais de 7 anos, tendo a repavimentação das ruas do entorno da Praça como intuito inicial – foram muitas melhorias por lá.
A Presidente da Associação dos Condôminos da Praça João Neves da Fontoura – Quatro Praças, Gesi Panizzon Salvaro, citou alguns avanços da área nos últimos anos: foi implementada a irrigação automatizada; revitalização dos canteiros centrais (na Av. Silva Jardim) ; instalação de depósito exclusivo para insumos destinados à manutenção da área; pergolados de madeira; novas placas de sinalização e renovação e cuidados com a vegetação e ornamentação.
Além disso, nos últimos meses, vem sendo executada uma reforma importante nas Quatro Praças: está sendo realizado o projeto de revitalização das calçadas de todos os quadrantes. O piso desgastado, que já tem mais de 20 anos, vem sendo substituído por basalto levigado, embelezando as praças e garantindo maior durabilidade.

Outra novidade recente foi a nomeação das Quatro Praças com os nomes dos quatro elementos da natureza: Terra, Água, Ar e Fogo. Cada Praça recebeu um símbolo correspondente ao seu elemento, reforçando o vínculo com a natureza. Placas informativas foram espalhadas pelo local, algumas com mensagens em primeira pessoa, criando uma interação lúdica e educativa com os visitantes.
Um pouco da história das Quatro Praças
Conforme o Colunista de A FOLHA Torres, artista plástico e pesquisador da história local, Roni Dalpiaz, o local das “Quatro Praças” (como o espaço é chamado, para simplificar a designação) surgiu de forma natural já em meados dos anos 60, em uma época em que os torrenses alugavam cavalos para que turistas e veranistas pudessem explorar a região, até mesmo cavalgando à beira-mar. O serviço fez tanto sucesso que o lugar ficou conhecido como Praça dos Cavalos.
“Com a urbanização da cidade, a área foi delimitada como um espaço para praças. Inicialmente, eram praças de barro vermelho, sem qualquer benfeitoria pública além da delimitação”, salienta Roni. Mas de tão apreciada que a Praça dos Cavalos foi ficando com os anos, em 2000 foi criada a Associação dos Condôminos da Praça João Neves da Fontoura para zelar pelo patrimônio. Há cerca de 30 anos, ocorreu a idealização de formar os quatro canteiros, sob a liderança da Sra. Nara Faria Finco.

“O interessante é que as praças viraram referências de qualidade agregando valor à região, o que fez com que muita gente procurasse imóveis no entorno. E, claro, muitos outros condomínios se uniram à Associação, sendo formado (em outubro de 2024) por 18 condomínios em frente às Quatro Praças, 24 condomínios nas proximidades; 58 pessoas físicas; 12 pessoas jurídicas, como imobiliárias e administradoras de condomínios; além de contar com algumas doações”, indica Roni Dalpiaz.
As Quatro Praças passaram por diversas melhorias que reforçam seu papel como um dos principais espaços públicos de Torres. E através de parcerias duradouras e benéficas – como a estabelecida entre a R Dimer e a Associação dos Condôminos da Praça João Neves da Fontoura (em parceria com a prefeitura) – podemos esperar que siga servindo como sinônimo de qualidade de vida e cidadania na cidade por muitos anos mais.








