Uma das edificações mais antigas e emblemáticas do interior de Torres pede socorro: O Casarão dos Müller, localizada na Vila Lothhammer (comunidade da Pirataba). Em novembro, em meio a força de um vendaval (decorrente de um ciclone extratropical que passou pela região), parte do telhado da edificação acabou ruindo – e isto só aumentou as dificuldades para conservação do imóvel.
O fato é que o Casarão dos Müller – construído ainda no século XIX – precisa há tempo de uma reforma geral (ou restauro). Verba que, segundo Paulo Müller Lopes – Bisneto do casal Guilherme André Müller e Alexandrina Francisca Müller (e proprietário de 64% do Casarão) – só será possível com verbas das instâncias de preservação da cultura. “Todos os familiares pensam que a prefeitura é que deveria investir, mas não é assim. Já é o terceiro conserto que vou fazer”, lamentava Paulo (em postagem nas redes sociais, publicada dia 04 de dezembro).
Ele utiliza dinheiro do próprio bolso para tentar fazer a cara manutenção do espaço, ao mesmo tempo que luta pela viabilidade do tombamento do imóvel. De forma emergencial (e através do esforço de Paulo e ajudantes), parte do telhado foi consertado, mas muito ainda precisa ser feito.
E diante da falta de políticas públicas em prol do histórico Casarão dos Müller, Paulo (que é professor estadual aposentado) decidiu tomar uma iniciativa por conta própria: abriu uma conta PIX, para quem quiser contribuir pela conservação do imóvel.
As doações podem ser feitas pela chave PIX 130.612.400-04 (CPF – Paulo Müller Lopes). Mais informações no grupo do Facebook Casarão dos Muller – https://www.facebook.com/groups/2895688644078206
Um pouco da história do Casarão dos Muller
Conforme o historiador torrense Leonardo Gedeon, o Casarão dos Müller foi construído em 1881 (sendo um dos raros imóveis do século 19 ainda de pé em Torres), tendo sido sede de estância e parada de tropeiros. Foi feita com materiais da região, estrutura mista de pedra e madeira. O reboco é da cal feita das conchas da Praia da Cal.
“Trata-se de um imóvel raro, um dos únicos remanescentes na região do período de atuação do tropeirismo – comerciantes condutores de tropas, levando e trazendo mercadorias de lugares distantes (em épocas que, sem veículos automotores, o transporte de mercadorias era muito mais difícil)”. Nesta época, conforme pesquisas de Gedeon, no Casarão dos Müller funcionava um armazém de secos e molhados.

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