Um lamentável episódio registrado no loteamento Morada das Palmeiras reforça a urgência de ações do poder público sobre a convivência entre o desenvolvimento urbano e a preservação dos animais silvestres em Torres. O grupo Guardiões da Natureza relatou que um preá foi atropelado e morto no local, reacendendo o alerta sobre os impactos da expansão imobiliária e do tráfego de veículos sobre a fauna local.
O preá (Cavia aperea) é um pequeno mamífero roedor nativo da América do Sul, com ampla presença em diversas regiões do Brasil. Por ser um animal silvestre, a espécie conta com proteção legal no país, sendo respaldada por duas importantes legislações federais: a Lei de Proteção à Fauna (Lei nº 5.197/1967) e a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que proíbem o abate, a caça e a destruição de seus habitats.
“A morte do preá na Morada das Palmeiras não é um fato isolado. À medida que o município de Torres cresce, com o surgimento de novos loteamentos e o aumento do fluxo de veículos, os animais silvestres perdem espaço e enfrentam perigos constantes. Entre os casos mais conhecidos pela população estão os atropelamentos e riscos enfrentados pelas tartarugas nas imediações da Lagoa do Violão”, ressalta a comunicação do grupo Guardiões da Natureza.
Ativistas e moradores cobram uma postura mais ativa das autoridades locais. Segundo defensores ambientais, o crescimento da cidade tem ocorrido sem a implementação paralela de medidas preventivas por parte do poder público.
“Enquanto soluções concretas não são adotadas pelo poder público, a fauna nativa de Torres segue exposta a sérios riscos e pagando um preço alto pela expansão urbana”, conclui o Guardiões da Natureza de Torres.






