Conforme relatado pelo grupo Guardiões da Natureza de Torres, infelizmente seguem os atropelamentos de tartarugas e cágados nos arredores da Lagoa do Violão – na área central de Torres: No período de uma semana, três tartarugas foram atropeladas e mortas em cima da ciclovia, e outras atropeladas por carros na via, segundo relata o grupo.
“Os animais estão morrendo em áreas que deveriam ser seguras. O espaço de vegetação que deve ser mantido intacto ao redor de uma lagoa é legalmente definido pelo Código Florestal Brasileiro como uma Área de Preservação Permanente (APP) e a largura dessa faixa de proteção em áreas urbanas é de faixa de proteção mínima de 30 metros ao redor do espelho d’água”, ressalta a comunicação do grupo.
Casos de Atropelamentos: Brutalidade e Indiferença
Em nota encaminhada à imprensa, o grupo Guardiões da Natureza fez o triste relato de um incidente que teria ocorrido no dia 18 de setembro, em frente à Praça dos Escoteiros (junto à Lagoa do Violão). “Um motorista atropelou uma tartaruga e, ao descer do carro para verificar o que havia acontecido, viu o animal agonizando com o casco dilacerado e ensanguentado. Em vez de prestar socorro, ele pegou a tartaruga e a arremessou na grama da praça, partindo em seguida. A brutalidade do ato deixou transeuntes perplexos, que imediatamente acionaram a Patrulha Ambiental PATRAM. A tartaruga foi levada para o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) em Imbé, mas não resistiu aos ferimentos”.
No dia 21/09, outro atropelamento ocorreu, dessa vez junto a ciclovia que circunda a Lagoa. “Pessoas que testemunharam a cena tentaram ajudar, mas a tartaruga em desespero fugiu, se jogou na lagoa, desaparecendo nas águas. A vida silvestre da Lagoa do Violão agoniza, e o sofrimento dos animais se mistura à indiferença e à ausência de infraestrutura adequada para protegê-los”.
A Luta Pela Sobrevivência em Meio ao Asfalto
Moradores da Rua Porto Alegre filmaram uma tartaruga nadando na água suja de uma sarjeta, a mais de 450 metros da Lagoa do Violão. Para chegar até lá, o animal teve que atravessar no mínimo quatro ruas, incluindo a movimentada Avenida Independência, um trajeto perigoso e exaustivo no asfalto.
Além disso, outra morte de uma tartaruga com o casco quebrado, boiando na lagoa, relatada por turistas no dia 23/09, simboliza o quanto a vida silvestre da região está em colapso, conforme o grupo Guardiões da Natureza de Torres.
“A Lagoa do Violão, que deveria ser um refúgio, tornou-se um cenário de morte, onde os animais são as vítimas da negligência e do desrespeito ambiental. A população de Torres assiste, inerte, à destruição de seu patrimônio natural. A triste realidade da Área de Preservação Permanente no centro da cidade, uma história de sofrimento e morte da vida silvestre”, concluí a comunicação do grupo, pedindo novamente providências do poder público para resguardar a vida silvestre local – e mais consciência e sensibilidade dos ciclistas e motoristas que transitam pela área, buscando resguardar a vida das tartarugas e cágados que vivem na Lagoa do Violão e arredores.
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