Durante o uso da tribuna na última segunda-feira (15), o vereador Rogerinho Evaldt (PP) apresentou uma série de reivindicações e críticas ao modelo atual do Estacionamento Rotativo Pago em Torres, exigindo correções imediatas para atender melhor a população e os turistas.
Segundo o parlamentar, o planejamento atual é falho no que diz respeito à inclusão e organização urbana. Rogerinho destacou que o número de vagas destinadas a deficientes, idosos e motociclistas é “pouquíssimo e insuficiente”.
Outro ponto crítico levantado por Rogerinho diz respeito ao aplicativo oficial do serviço. O vereador denunciou que, ao abrir o sistema, a interface sugere uma cobrança automática de R$ 20,00 (referente a 4h de permanência), valor que ele classifica como “totalmente injusto” e abusivo para muitos usuários que precisam de pouco tempo de permanência (o valor para 1 hora é de R$ 2,00).
Além da questão tecnológica, o parlamentar relatou um episódio que presenciou para ilustrar a dificuldade de quem não tem familiaridade com smartphones: “Presenciei uma senhora desesperada porque estava sem celular e precisava pagar o estacionamento com dinheiro, mas o sistema implantado não permite”, lamentou.

Diante das reclamações recorrentes da comunidade, Rogerinho anunciou que pretende criar um Projeto de Lei exigindo alterações estruturais e operacionais no contrato e no funcionamento do rotativo. O objetivo é garantir que o sistema seja mais humano, aceite diferentes formas de pagamento e respeite as cotas de vagas especiais.
O vereador encerrou sua fala garantindo que se empenhará pessoalmente para que as correções sejam feitas com urgência, visando o equilíbrio entre a organização do trânsito e o respeito ao consumidor.
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