Vereadores torrenses com opiniões divergentes sobre vacinação em crianças contra Covid-19

Vereador Zé Milanez reclama de pressão para que pais vacinem suas crianças; Já Vereador Moises Trisch defende sistema de vacinação e chama opositores de negacionistas

15 de junho de 2025

A vacinação contra a Covid-19 no Brasil para crianças também está sendo debatida em espaços políticos municipais, como a Câmara de Vereadores de Torres. Considerada obrigatória pelo Ministério da Saúde em março deste ano no Brasil, nos Estados Unidos, a vacinação foi mantida como opcional pelo governo Trump, e desaconselhada por lá a repetição em caso de crianças saudáveis, o que gera polemicas do global ao local – como aconteceu em Torres na sessão da Câmara de Vereadores de segunda-feira (9 de junho).

Em seu espaço de tribuna, o vereador Zé Milanez lamentou que recebeu reclamações de pais de família, por conta de estes estarem sendo ameaçados de serem punidos caso não executassem a vacinação em seus filhos. O mesmo vereador declarou que há médicos que afirmam que não seria necessária a vacinação, por conta de as crianças não sentirem os sintomas fortes da doença. Além disso, sugeriu que pessoas que tomaram a vacina estariam sofrendo efeitos colaterais, incluindo até morte de atletas.  E pediu que o sistema de Saúde de Torres se comportasse como nos EUA, onde sequer recomendam a vacinação em crianças saudáveis.

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Defesa da vacinação

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Em contraponto, o vereador Moisés Trisch aprovou publicamente a vacinação geral no Brasil, e a proposta adotada pelo sistema em Torres, quando inclusive parabenizou o presidente da Casa Legislativa por ter levado a vacinação até o prédio da Câmara (para que os servidores pudessem se vacinar). E a seguir atacou as pessoas que “ainda usam seus espaços públicos para receber apoio de seguidores ao negar a eficiência da vacinação contra Covid”, chamando estes de negacionistas, mas sem citar nomes.

 

Situação no Brasil e nos EUA

Conforme destacado pela inteligência artificial (IA) do Google (baseado nas buscas em diversos sites e organizações), “Sim, a vacinação em crianças contra COVID-19 é recomendada pelos médicos. O Ministério da Saúde e outras organizações de saúde em todo o mundo, incluindo a OMS e o Portal da Câmara dos Deputados recomendam que as crianças sejam vacinadas para proteger a si e aos outros”.

Endossa ainda que a vacinação de crianças contra a COVID-19 é obrigatória no Brasil. “A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em março de 2025 confirmou que a recusa da vacina pode ser considerada negligência parental, passível de sanção”, diz a IA do Google.

A mesma IA do Google responde – sobre a situação nos Estados Unidos, que “Robert F. Kennedy Jr., responsável maior pelo sistema de Saúde do governo Trump, anunciou o fim da necessidade de doses anuais de reforço da vacina contra Covid-19 para pessoas sem comorbidades entre 6 meses e 64 anos. Ao contrário do que está sendo propagado, o que acaba nos EUA são as doses de reforço e não a vacinação em crianças”, diz a IA. As farmacêuticas Pfizer e Moderna foram orientadas a reforçar, nas bulas de suas vacinas de RNA mensageiro, o alerta sobre os riscos de miocardite e pericardite, eventos adversos raros já mencionados anteriormente. A atualização, recomendada pela agência reguladora não traz novas informações sobre a frequência dessas ocorrências. Além disso, foi retirada a recomendação de vacinação para gestantes saudáveis do esquema indicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

O Ministério da Saúde do Brasil publicou decisão afirmando no título da matéria que “a decisão de Anúncio dos EUA não retira necessidade de vacinação contra covid-19 em crianças”

 

 

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Publicado em: Política






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