1ª Travessia de Natação Rota dos Lobos foi destaque esportivo em Torres

Pela primeira vez desde a publicação do Plano de Manejo (2023), e do Plano de Uso Público (2024), a unidade de conservação federal Revis Ilha dos Lobos sediou um evento oficial de natação em águas abertas.

4 de março de 2026

O amanhecer do dia 21 de fevereiro de 2026 entrou para a história do Refúgio de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos, em Torres (RS). Pela primeira vez desde a publicação do Plano de Manejo (2023), e do Plano de Uso Público (2024), a unidade de conservação federal sediou um evento oficial de natação em águas abertas.

A Travessia Rota dos Lobos foi organizada pela Escola de Natação Lobo Marinho – Atividades Aquáticas, sediada na SAPT (Sociedade Amigos da Praia de Torres). Os participantes nadaram cerca de 2km entre da Ilha dos Lobos até as falésias de Torres na praia da Cal. Ao total, participaram 45 nadadores de várias idades — desde crianças a partir de nove anos até pessoas acima dos 60 — demonstrando que a conexão com o mar não tem limites de idade.

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Antes do amanhecer os participantes se reuniram na SAPT (Sociedade Amigos da Praia de Torres) para um briefing onde Aline Kellermann, chefa substituta do Revis Ilha dos Lobos, apresentou a história, a importância ecológica e a rica fauna da unidade de conservação. O momento criou curiosidade, identidade e despertou senso de pertencimento entre os atletas, reforçando o caráter educativo da atividade.

A segurança foi garantida por uma estrutura robusta: barco contratado pela organização, bote e jetski do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul além do bote do ICMBio, responsável pelo monitoramento da fauna, registro e sinalização dentro do perímetro do Refúgio. Além disso, alguns responsáveis acompanharam as crianças remando em pranchas de surfe e dois caiaques disponíveis para aproximação imediata, caso necessário.

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Travessia como treino de integração e vivência com a Natureza

O embarque ocorreu às 6h20 no Rio Mampituba e às 7h, a largada foi dada a cerca de 100 metros das rochas da Ilha dos Lobos. A proposta, no entanto, não era competir: a Travessia foi pensada como treino, integração comunitária e vivência recreativa na natureza — um convite à superação pessoal sem foco em medalhas.

E a natureza respondeu. Durante o monitoramento inicial, a equipe do Revis registrou dois leões-marinhos repousando sobre as rochas. Minutos antes da largada, um deles surpreendeu os participantes ao se aproximar calmamente do grupo, curioso pela movimentação. O animal nadou ao redor, emergiu algumas vezes para observar e logo retornou à ilha. “Não houve interação direta nem aproximação que caracterizasse perturbação, indicando que a presença humana respeitou os limites da fauna local”, salienta a comunicação do Revis Ilha dos Lobos.

Para muitos, especialmente aqueles que nunca haviam presenciado um leão-marinho de perto, o encontro foi emocionante. A breve aparição simbolizou exatamente o propósito da atividade: criar experiências que aproximem as pessoas da biodiversidade, fortalecendo vínculos e ampliando percepções sobre a importância das áreas protegidas.

Assim, a Travessia Rota dos Lobos não foi apenas um evento esportivo — foi um momento de integração entre comunidade, natureza e gestão ambiental. Um marco que consolida o potencial educativo e recreativo do REVIS Ilha dos Lobos, sempre guiado pelo compromisso maior do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade: cuidar da natureza com as pessoas.

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Publicado em: Esportes






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